Lima Barreto

Os livros que eu mais gostei de ter lido em 2018
Literatura
Os livros que eu mais gostei de ter lido em 2018
16 de dezembro de 2018 at 15:12 0
  1. “As irmãs Makioka”, de Junichiro Tanizaki: um painel da vida no Japão em meados do século XX, a história de quatro irmãs, um dos melhores livros que já li.
  2. “Ilíada”, de Homero: o início da literatura ocidental.
  3. “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto: a história do nacionalista patético que queria que o tupi fosse a língua oficial do Brasil é apenas parte deste livro fascinante.
  4. “O Gigante Enterrado”, de Kazuo Ishiguro: um livro de fantasia e grande literatura.
  5. “Confissões”, de Santo Agostinho: não há como superestimar a influência deste livro na literatura, na teologia e na filosofia ocidentais.
  6. “A Descoberta da Escrita”, de Karl Ove Knausgard: o quinto dos seis livros da série “Minha Luta”, do grande escritor norueguês. Quando a Companhia das Letras vai lançar o sexto?
  7. “Un cirque passe”, de Patrick Modiano: uma jovem misteriosa, perdida - e apaixonante.
  8. “A gorda do Tiki Bar”, de Dalton Trevisan: o título já diz tudo. O curitibano em sua melhor forma.
  9. “Hors d’atteinte?”, de Emmanuel Carrère: o vício em jogo, no meio de um casal intelectualizado e vazio, numa história contada com carinho e um pouco de cinismo.
  10. “Lúcia McCartney”, de Rubem Fonseca: acho que nunca vou esquecer o impacto dos primeiros contos deste livro.
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Meus livros preferidos
Literatura
Meus livros preferidos
22 de julho de 2018 at 19:11 0
Faz tempinho que eu não faço uma listinha de livros preferidos, né? Então lá vai mais uma, com links de comentários meus sobre os livros e/ou os autores:

1. “Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust: todo um universo em sete livros. (mais…)

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“Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto
Literatura
“Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto
18 de março de 2018 at 20:35 0
Policarpo Quaresma era um brasileiro patriota. Muito patriota. Para ele, nossas terras eram as mais férteis. A nossa cultura, a melhor. Nada do que fosse estrangeiro merecia o seu respeito. A força de sua brasilidade era tão grande que ele propôs que a língua pátria deixasse de ser o português, que veio de outras terras, e passasse a ser o tupi, nativo daqui. Era funcionário público e sua proposta foi pessimamente recebida, o que acabou lhe causando uma crise de nervos -  foi aposentado por motivos de saúde e logo se recuperou. (mais…)
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“Recordações do escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto
Literatura
“Recordações do escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto
2 de outubro de 2017 at 22:18 0
Não sei bem o que eu tinha na cabeça quando não gostei da leitura de “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, de Lima Barreto (1881-1922), uns seis anos atrás. De modo geral, achei que o livro era tão depressivo e amargo que estes defeitos sobrepujavam em muito as suas qualidades: o retrato preciso de mazelas brasileiras como o racismo, a falta de palavra dos políticos, o sensacionalismo da imprensa. De lá para cá, li recentemente a ótima biografia “Lima Barreto – Triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, que comentei por aqui, e fiquei com vontade de tirar a cisma deste clássico da literatura brasileira. Isaías Caminha, o personagem principal e narrador da história, nasce no interior do estado do Rio de Janeiro e, com a carta de recomendação dirigida a certo deputado em mãos, vai à então capital da República tentar iniciar os estudos superiores. Em uma passagem clássica, Isaías Caminha se choca ao se sentir vítima de racismo numa estação de trem, quando é tratado rispidamente pelo atendente, que é gentil com o passageiro branco a seu lado. Nada dá certo para o personagem no Rio de Janeiro: o tal deputado não move uma palha por ele, que chega a passar fome, vagando sem destino e sem dinheiro pelas ruas da cidade. Isaías Caminha acaba conseguindo um emprego como contínuo num jornal e, por circunstâncias inusitadas, acaba subindo na carreira alguns anos depois. (mais…)
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“Lima Barreto – Triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz
Literatura
“Lima Barreto – Triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz
4 de setembro de 2017 at 22:34 0
Confesso que não gostei nem de “Triste fim de Policarpo Quaresma” nem de “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, do escritor carioca Lima Barreto (1881-1922), lidos há alguns anos. Gostei bem mais, numa leitura recente, de “Clara dos Anjos”. De todo modo, a vida do autor sempre me fascinou, e foi com este espírito que li “Lima Barreto – Triste visionário”, biografia de Lilia Moritz Schwarcz lançada há poucos meses (Companhia das Letras, 648 páginas). Não me arrependi – aliás, me deu vontade de reler os dois romances citados no início, para ver se mudo de ideia. Neto de escravos e oriundo de uma família de classe média, Lima Barreto começou a estudar engenharia na faculdade, mas não conseguia passar em algumas matérias e ia se atrasando no curso. Seu pai - que tinha sido um tipógrafo de alguma importância durante o Império e que, depois da Proclamação da República, passou a ser administrador de um hospício na Ilha do Governador - enlouquece e Lima Barreto é obrigado a sair da universidade para cuidar do pai. Logo passa num concurso para amanuense – funcionário público que escrevia cópias de documentos e registros a mão – e começa a sustentar a família: o pai, enlouquecido, dois irmãos e uma irmã (sua mãe tinha falecido quando o escritor tinha apenas cinco anos). Lima Barreto odiava trabalhar na repartição pública: gostava mesmo era de literatura. Além dos romances (fora os citados acima, vale mencionar “Numa e a ninfa” e “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá”) e contos que escreveu, era cronista e colaborava com diversas publicações da então capital do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. À medida que o tempo passava, foi desenvolvendo um alcoolismo que acabaria por matá-lo ainda jovem, com quarenta anos – mas, mesmo bebendo muito, nunca parou de produzir. (mais…)
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“Clara dos Anjos”, de Lima Barreto
Literatura
“Clara dos Anjos”, de Lima Barreto
25 de junho de 2016 at 20:16 0
Os textos introdutórios da edição da Penguin-Companhia das Letras de “Clara dos Anjos”, de Lima Barreto (304 páginas), escritos por Beatriz Resende, Lúcia Miguel Pereira e Sérgio Buarque de Holanda, apontam alguns defeitos do livro – como a falta de profundidade psicológica da personagem-título e do sujeito que a seduziu, Cassi Jones: realmente, não é um começo muito animador. (mais…)
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