Patrick Modiano

Os livros que eu mais gostei de ter lido em 2018
Literatura
Os livros que eu mais gostei de ter lido em 2018
16 de dezembro de 2018 at 15:12 0
  1. “As irmãs Makioka”, de Junichiro Tanizaki: um painel da vida no Japão em meados do século XX, a história de quatro irmãs, um dos melhores livros que já li.
  2. “Ilíada”, de Homero: o início da literatura ocidental.
  3. “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto: a história do nacionalista patético que queria que o tupi fosse a língua oficial do Brasil é apenas parte deste livro fascinante.
  4. “O Gigante Enterrado”, de Kazuo Ishiguro: um livro de fantasia e grande literatura.
  5. “Confissões”, de Santo Agostinho: não há como superestimar a influência deste livro na literatura, na teologia e na filosofia ocidentais.
  6. “A Descoberta da Escrita”, de Karl Ove Knausgard: o quinto dos seis livros da série “Minha Luta”, do grande escritor norueguês. Quando a Companhia das Letras vai lançar o sexto?
  7. “Un cirque passe”, de Patrick Modiano: uma jovem misteriosa, perdida - e apaixonante.
  8. “A gorda do Tiki Bar”, de Dalton Trevisan: o título já diz tudo. O curitibano em sua melhor forma.
  9. “Hors d’atteinte?”, de Emmanuel Carrère: o vício em jogo, no meio de um casal intelectualizado e vazio, numa história contada com carinho e um pouco de cinismo.
  10. “Lúcia McCartney”, de Rubem Fonseca: acho que nunca vou esquecer o impacto dos primeiros contos deste livro.
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Dois livros de Patrick Modiano
Literatura
Dois livros de Patrick Modiano
20 de novembro de 2018 at 15:21 0
É verdade que os livros de Patrick Modiano são todos parecidos entre si, mas “Un cirque passe” (Gallimard, 166 páginas) e “Dans le café de la jeunesse perdue” (Gallimard, 160 páginas) têm mais pontos em comum do que o normal - mesmo em se tratando do autor vencedor do Prêmio Nobel de 2014. Cada um dos dois livros conta a história de uma jovem com ligações perigosas, com pessoas de comportamento duvidoso. Em ambos os casos um rapaz se apaixona pela jovem em questão e os problemas com a justiça acabam complicando tudo; de qualquer maneira, nos dois romances nada fica muito claro, as lembranças se confundem, tudo fica confuso e estranho. Não parece nada demais, não é? Mas eu garanto que a Academia Sueca acertou em cheio em dar o Nobel para este autor estranho e genial. Duas pequenas obras-primas!
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Meus livros preferidos
Literatura
Meus livros preferidos
22 de julho de 2018 at 19:11 0
Faz tempinho que eu não faço uma listinha de livros preferidos, né? Então lá vai mais uma, com links de comentários meus sobre os livros e/ou os autores:

1. “Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust: todo um universo em sete livros. (mais…)

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“Accident nocturne”, Patrick Modiano
Literatura
“Accident nocturne”, Patrick Modiano
8 de julho de 2018 at 23:59 0
“Tarde da noite, numa data longínqua, quando estava quase atingindo a maioridade, eu atravessava a Praça das Pyramides em direção ao Concorde quando um carro surgiu, vindo da sombra. Inicialmente eu achei que ele me tinha me roçado, depois senti uma dor viva do tornozelo até o joelho. Eu caí sobre a calçada."
As frases acima são as iniciais de "Accident nocturne" ("Acidente noturno", em português), novela publicada em 2003 por Patrick Modiano, Prêmio Nobel de Literatura de 2014 (Gallimard, 181 páginas). O narrador que, como se viu, é atropelado logo no início do livro, é então recolhido por um homem, "moreno maciço", conhecido da moça que o atropelou, e é então levado para um hospital de alto padrão. (mais…)
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“Para Você não se Perder no Bairro”, de Patrick Modiano
Literatura
“Para Você não se Perder no Bairro”, de Patrick Modiano
28 de julho de 2016 at 23:32 0
A memória dos fatos ocorridos durante a ocupação nazista na França é o principal tema dos livros do escritor francês Patrick Modiano, vencedor do Prêmio Nobel de 2014 - e é também o tema de seu livro mais recente, “Para você não se perder no bairro” (também de 2014). O livro conta a história de um escritor de meia-idade, Jean Daragane, que vive sozinho em Paris (cidade-sede da maioria dos enredos de Modiano, aliás). Um dia ele recebe um telefonema de Gilles Ottolini, um homem de cerca de 40 anos que tinha achado a agenda de Daragane numa estação em Lyon. Os dois acabam combinando um encontro num café para a devolução, e Ottolini leva junto sua namorada, Chantal Gripay, uma moça de cerca de 30 anos de idade. Lá o escritor descobre que Ottolini não está interessado apenas em devolver o objeto perdido de Daragane, mas também em obter informações sobre um tal de Guy Torstel para uma investigação policial privada. O número de telefone deste Torstel constava do objeto recuperado, mas Daragane já não lembrava dele, já que a agenda era muito antiga. (mais…)
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“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
Literatura
“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
2 de novembro de 2015 at 06:33 0
Eu lembro de ter ouvido ou lido, anos atrás, a notícia de que o político israelense Shimon Peres lia alguns romances de escritores locais antes de viajar para algum país que não conhecia. Creio que ele achava que a literatura mostrava aspectos que outros meios – como a história ou o jornalismo – não conseguiam registrar. Realmente, é inegável que a leitura de Balzac ajuda – e muito – a entender a vida e a política da Restauração e da Monarquia de Julho na França do século XIX, assim como os livros de J.M. Coetzee dão uma visão “de dentro” da África do Sul no período do apartheid. (mais…)
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Três romances
Literatura
Três romances
12 de julho de 2015 at 21:19 0
O primeiro livro que li do romancista israelense David Grossman  foi o espetacular e longo (650 páginas) “A mulher foge”. Se o título se refere à história da mãe que fugia de casa de medo de receber a notícia de que seu filho tinha morrido na guerra, o que mais chama atenção no romance é o estranho triângulo amoroso (a referida mãe, o marido e um antigo namorado) num Israel permeado por guerras sangrentas. Não me lembro de ter lido um romance em que as amizades – a despeito de tudo – sejam tão fortes e poderosas. Depois desse começo alvissareiro, tentei o também longo (530 páginas) “Ver: amor”. Começou bem, mas depois de mais de cinquenta páginas descrevendo o caminho do cadáver de um escritor judeu assassinado pelos nazistas nas profundezas do oceano (!), desisti. Linguagem poética tem lá seus limites. (mais…)
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