Cinema

“A Trilogia do Silêncio”, de Ingmar Bergman
Cinema
“A Trilogia do Silêncio”, de Ingmar Bergman
9 de novembro de 2018 at 10:18 0
A “Trilogia do Silêncio”, do diretor sueco Ingmar Bergman, é composta por filmes cuja temática, em cada um dos casos, é bastante clara. “Através de um Espelho” (1961) trata da loucura, contando a história de uma moça esquizofrênica que está passando uma temporada de férias numa bela ilha isolada junto com seu irmão, seu pai e seu marido. O tema principal de “Luz de Inverno” (1963) é a falta de fé: o filme trata de um pastor luterano que está perdendo os fiéis, não só por causa da perda de sua própria fé, como por causa de um relacionamento que não é bem visto pela comunidade. Finalmente, “O Silêncio” (1963) é o mais sexual dos filmes de Bergman: uma mulher, Anna, está viajando com seu filho e sua irmã, Ester, e o trem em que estão é obrigado a parar por alguns dias num país desconhecido e turbulento. No hotel em que os três se hospedam, a irmã confessa o desejo incestuoso por Anna, que não só se revolta contra a irmã, como procura sexo com qualquer desconhecido que apareça pela frente – seu filho, Johan, é deixado de lado pela mãe e pela tia. (mais…)
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“Fragmentos”, de Marilyn Monroe
Cinema
“Fragmentos”, de Marilyn Monroe
8 de abril de 2018 at 21:31 0
Marilyn Monroe, que praticamente não conseguiu frequentar a escola, tinha uma necessidade enorme de se cultivar. Estava sempre com um livro nas mãos, e gostava de autores difíceis – Joyce, Proust, Flaubert e Steinbeck entre eles. Sua vontade de obter cultura era tão grande que ela chegou a se casar com o grande dramaturgo Arthur Miller. Segundo as palavras de Ruy Castro, ela “enchia cadernos com seus sonhos, ideias e palavras”. “Fragmentos” (Tordesilhas, 269 páginas) é composto destes “sonhos, ideias e palavras” da grande atriz. No livro – uma edição caprichadíssima, com textos transcritos e fac-símiles - Marilyn fala sobre suas sessões de análise, seus planos, suas compras. Alguns pensamentos perdidos aqui e ali, alguns poemas. A sensação que dá ao terminar a leitura é estranha: “Fragmentos” dá a impressão de ser a ponta do enorme iceberg que era a mente de Marilyn, sempre fugidia. Transcrevo aqui dois poemas, para dar uma ideia da coisa:
“Título – Sobre meus poemas   Norman – tão difícil de satisfazer Quando tudo o que quero é tirar lazer...? E daí que rimou? O mundo acabou? Quando ela (nós?) passamos por tudo isso  Após esse tempo na terra”
   
“Deixei minha casa de madeira verde rústica – Um sofá de veludo azul com o qual sonho até agora Um arbusto escuro à esquerda da porta. Pelo caminho clíquete claque enquanto minha boneca em sua carruagem subia sobre as rachaduras – 'Iremos longe.'   Os prados são imensos a terra (será) dura Nas minhas costas. O capim ondeou tocava o azul e nuvens brancas paradas se transformando de um homem velho para um cachorro sorridente com orelhas ao vento   Olha – Os prados estão alcançando – estão tocando o céu Deixamos nossos contornos contra / sobre o capim amassado. Ela morrerá mais cedo porque estávamos lá – algo diferente terá crescido?   Não chore minha boneca não chore seguro você e a balanço até dormir. quieta quieta Eu estou estava apenas fingindo que eu (era) não sou sua mãe que morreu.   Alimentarei você do arbusto escuro brilhante à esquerda da porta.”
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“Marilyn”, de André de Dienes
Cinema
“Marilyn”, de André de Dienes
1 de abril de 2018 at 21:51 0
Em 1945, Norma Jeane recebeu do fotógrafo de origem romena André de Dienes a seguinte proposta: por cem dólares semanais (cerca de mil e quatrocentos dólares no dinheiro de hoje), mais roupas e despesas, os dois viajariam pelos Estados Unidos para que ela posasse para ele. Norma Jeane – a futura Marilyn Monroe - era uma garota de dezenove anos, recém-casada e que queria se estabelecer como modelo e atriz em Hollywood. (mais…)
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Duas biografias de Marilyn
Cinema
Duas biografias de Marilyn
25 de fevereiro de 2018 at 17:34 0
Biografar Marilyn Monroe não é uma atividade fácil. Dois exemplos, retirados de duas biografias do mito que li recentemente, “Os últimos anos de Marilyn Monroe”, de Keith Badman (Benvirá, 464 páginas), e “Marilyn Monroe”, de Anne Plantagenet (L&PM, 224 páginas), dão uma ideia da coisa: (mais…)
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Filmes assistidos recentemente
Cinema
Filmes assistidos recentemente
19 de novembro de 2017 at 13:36 0
Almas desesperadas (Don’t Bother to Knock, EUA, 1952), de Roy Ward Baker: Marilyn Monroe faz Nell, uma moça que vem do interior e é babá por um dia em Nova Iorque, graças à influência do seu tio - e nada dá certo. No seu primeiro papel importante, Marilyn é mais do que convincente no papel de uma moça desequilibrada. Resgate em alta velocidade (Getaway, EUA, 2013), de Courtney Solomon: Brent Magna (Ethan Hawke) está sendo chantageado por um sujeito misterioso (Jon Voight) que sequestrou a sua mulher e o obriga a correr de carro que nem um doido pelas ruas de Budapeste para salvá-la. Kid (Selena Gomez) era a dona do carro que Magna tinha roubado (obrigado pelo sujeito misterioso) e lá pelas tantas tenta recuperá-lo, e acaba virando parceira do chantageado. Divertido, viu? (mais…)
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Asterix – textos de 2006
Cinema, Literatura
Asterix – textos de 2006
11 de setembro de 2017 at 09:13 0
Asterix e os vikings: Criada em 1961 por René Goscinny e Albert Uderzo, as histórias do gaulês Asterix fazem, até hoje, um imenso sucesso no mundo inteiro: além das HQs (traduzidas em mais de 100 idiomas e que já venderam mais de 120 milhões de exemplares) e filmes (de desenho animado e "normais"), até um parque temático nos moldes da Disneyworld foi construído nas imediações de Paris. As histórias da pequena aldeia gaulesa (a Gália se situava onde atualmente é a França) que resiste à dominação romana, pouco antes do início da Era Cristã, graças à poção mágica criada pelo druida Panoramix - que dá uma força sobrenatural a seus habitantes -, continua fascinando crianças, jovens e adultos pelo mundo todo. Entre as maiores qualidades das histórias do baixinho Asterix podem ser citados: o brilhante traço de Uderzo; a esperteza, a coragem e a inteligência do personagem principal; o conseqüente contraste com a obtusidade de seu melhor amigo Obelix (que caiu num caldeirão da poção mágica quando criança e que, por isto, conquistou uma força sobre-humana para o resto da vida); a sabedoria do druida; os engraçados personagens Abracurcix (o chefe da aldeia), Chatotorix (um bardo que canta insuportavelmente mal) e Ordenalfabetix (o vendedor de peixes que vive se pegando com o ferreiro Automatix). Não se pode esquecer também do charme adicional de histórias em que os não-poderosos (os gauleses, neste caso) sempre vencem os poderosos (os romanos). Mas sem dúvida nenhuma a maior responsável pelo imenso sucesso de Asterix são os brilhantes roteiros assinados por René Goscinny, falecido em 1977: a morte deste foi uma perda insuperável para a qualidade das histórias do baixinho gaulês, o que se pode comprovar lendo as fracas histórias recentes de Asterix, roteirizadas pelo desenhista Albert Uderzo. (mais…)
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“A Bruxa”, de Robert Eggers
Cinema
“A Bruxa”, de Robert Eggers
12 de junho de 2016 at 03:07 0
No imaginário moderno, a bruxa em geral é um serzinho simpático. As crianças se divertem no Dia das Bruxas e em filmes como “As Bruxas de Eastwick”, por exemplo. No Bosque do Alemão aqui em Curitiba uma "bruxa boa" conta histórias bonitinhas para as crianças. E os mais velhos se lembram da charmosa bruxa Samantha do seriado “A Feiticeira”. Mas no século XVIII a coisa estava longe de ser assim: na mentalidade da época, a bruxaria era um aspecto do maligno. No espetacular “História do medo no Ocidente 1300-1800”, o historiador Jean Delumeau apresenta um painel do medo dos povos ocidentais entre os séculos XIV e XVIII mostrando que, dentre todos os temores, o de Satã era de fundamental importância. Era um medo verdadeiro, sentido por quase toda a população da época; é até difícil imaginar, atualmente, como era viver num tempo assim. (mais…)
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Louise Brooks
Cinema
Louise Brooks
24 de março de 2016 at 10:57 0
Louise Brooks é um dos maiores mitos do cinema em todos os tempos, por sua presença luminosa em filmes como A Caixa de Pandora, por sua beleza arrebatadora - mas também por sua personalidade destrutiva, impulsiva e fascinante.
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