Alice Munro

Três livros de contos
Literatura
Três livros de contos
9 de dezembro de 2018 at 12:50 0
Três excelentes livros de contos, muito diferentes uns dos outros. “Noturnos”, do britânico Kazuo Ishiguro, Prêmio Nobel de 2017 (Companhia das Letras, 214 páginas) conta sete histórias de músicos: um grande cantor do passado que tenta fazer uma serenata para a mulher em Veneza (“Crooner”), uma história mal resolvida do tempo da juventude que volta à tona (“Chova ou faça sol”), um guitarrista jovem que encontra um casal de músicos de meia idade (“Malvern Hills”), e o melhor conto do livro, o hilário “Noturno”, que conta uma noite maluca num hotel de luxo. O livro, traduzido por Fernanda Abreu, é ótimo – apenas a última história, a implausível “Celistas”, é esquecível. “Feliz ano novo” é um clássico do grande Rubem Fonseca (Companhia das Letras, 184 páginas) e merece sua fama - pela qualidade de suas histórias violentas e inesperadas. Só que, confesso, às vezes eu ficava meio enfastiado em meio a tanto sangue derramado. O melhor fica para o fim: “Fugitiva”, de Alice Munro, Prêmio Nobel de 2013 (Editora Globo, 350 páginas), é tão bom quanto o outro dela que eu tinha lido, “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento” – sobre o qual comentei aqui que “me trouxe um prazer que eu mesmo não estou acostumado a sentir em minhas leituras”. Não precisa dizer mais nada. (crédito da foto: The New Republic)
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“Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento”, de Alice Munro
Literatura
“Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento”, de Alice Munro
12 de novembro de 2017 at 21:56 0
Não é exatamente uma novidade para quem me conhece que eu gosto de ler. Muito. Prefiro ler do que assistir a séries no Netflix, por exemplo (nada contra séries, muito pelo contrário). Gosto de viagens longas de avião, longas esperas no aeroporto ou em filas de bancos quando posso ler – e eu muito, mas muito raramente mesmo, não carrego um livro comigo. Nem precisa ser um “bom livro” – um razoável já está bom. É difícil eu ler um livro muito ruim, aliás – e, mesmo quando isto acontece, sofro quando desisto de sua leitura no meio do caminho. Toda essa enrolação para dizer que “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento” (Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura, 342 páginas), da canadense Alice Munro, Prêmio Nobel de 2013, me trouxe um prazer que eu mesmo não estou acostumado a sentir em minhas leituras. Acho que o último livro que me trouxe algo semelhante foi “2666”, de Roberto Bolaño, que devo ter lido aí por 2010, e que eu me enrolava para ler com pena de terminá-lo. (mais…)
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