Fabricio Muller

“A Trilogia do Silêncio”, de Ingmar Bergman
Cinema
“A Trilogia do Silêncio”, de Ingmar Bergman
9 de novembro de 2018 at 10:18 0
A “Trilogia do Silêncio”, do diretor sueco Ingmar Bergman, é composta por filmes cuja temática, em cada um dos casos, é bastante clara. “Através de um Espelho” (1961) trata da loucura, contando a história de uma moça esquizofrênica que está passando uma temporada de férias numa bela ilha isolada junto com seu irmão, seu pai e seu marido. O tema principal de “Luz de Inverno” (1963) é a falta de fé: o filme trata de um pastor luterano que está perdendo os fiéis, não só por causa da perda de sua própria fé, como por causa de um relacionamento que não é bem visto pela comunidade. Finalmente, “O Silêncio” (1963) é o mais sexual dos filmes de Bergman: uma mulher, Anna, está viajando com seu filho e sua irmã, Ester, e o trem em que estão é obrigado a parar por alguns dias num país desconhecido e turbulento. No hotel em que os três se hospedam, a irmã confessa o desejo incestuoso por Anna, que não só se revolta contra a irmã, como procura sexo com qualquer desconhecido que apareça pela frente – seu filho, Johan, é deixado de lado pela mãe e pela tia. (mais…)
Leia mais +
“As irmãs Makioka”, de Junichiro Tanizaki
Literatura
“As irmãs Makioka”, de Junichiro Tanizaki
4 de novembro de 2018 at 15:57 0
Confesso que não sou daquele tipo de leitor que fica triste quando um livro acaba: normalmente o término da leitura de uma obra me dá uma sensação de alegria, e penso como no título do novo disco da Ariana Grande, a ser lançado nos próximos meses: “thank u, next” (obrigado, o próximo). (mais…)
Leia mais +
Duas biografias sobre o Buda
Religião
Duas biografias sobre o Buda
24 de setembro de 2018 at 15:48 0
A data escrita a mão na primeira página de “A vida do Buda”, de H. Saddhatissa (Zahar, 96 páginas) é testemunha de um fato antigo na minha vida: o início dos anos 80 foi a época em que eu era interessado em filosofias orientais – nessa toada, cheguei a ficar praticamente um ano sem comer carne, mas isto é tema para meu livro de crônicas chamado “Memórias”, e não para este texto. (mais…)
Leia mais +
Trecho do meu livro “Rua Paraíba”
Impressões
Trecho do meu livro “Rua Paraíba”
16 de setembro de 2018 at 22:18 0
Discutimos anos e anos – desde recém-casados – quais seriam os nomes de nossos filhos. Nunca chegamos a nenhuma conclusão. Quando finalmente minha mulher engravidou, ela veio para mim e me disse que tinha certeza de que a criança seria um menino, e que o nome seria Augusto. “Ok”, respondi, “se for menina vai ser Teresa”. (...) Na ecografia em que descobrimos o sexo da Teresa o médico perguntou o nome da criança, e não tivemos nenhuma dúvida na resposta. O desenho do perfil do rosto da Teresa era bem arredondado, como o meu. É uma coisa que ainda me impressiona, esta tecnologia que nos permite ter uma ideia de como será o rosto da criança quando ela ainda está na barriga da mãe. (mais…)
Leia mais +
Fauda
Séries
Fauda
13 de setembro de 2018 at 21:21 0
“Fauda”, em árabe, significa “caos”, e é também o nome de uma série israelense da Netflix que já apresentou até agora duas temporadas (a terceira já está garantida). Ela mostra um grupo especial antiterrorista às voltas com ameaças de terroristas palestinos, e “fauda” é a palavra que os israelenses do grupo gritam quando são descobertos numa operação e são ameaçados por palestinos. (mais…)
Leia mais +
Suits
Séries
Suits
9 de setembro de 2018 at 14:26 0
Um engravatado chega num escritório de altíssimo padrão e joga uma pasta na mesa. O engravatado que já estava por lá pergunta para o que acabou de entrar: “como é que você entrou aqui?” Quem quer que já tenha assistido a alguns episódios das sete temporadas (quase todas com dezesseis episódios cada uma) da série “Suits” (do canal “USA Network”, retransmitida aqui pela Netflix) deve se lembrar de ter visto uma situação assim. Reconheço que a cena acima não parece muito estimulante: eu mesmo não estava muito animado com a série que a Valéria assistia aqui em casa, enquanto eu fazia alguma coisa ali por perto. Mas, no final da segunda temporada comecei a assistir aos episódios, e assistimos juntos todos eles até o final da sétima temporada – e, como se não bastasse, ainda vi os episódios do início, para completar o negócio. “Suits” gira em torno de uma empresa de advocacia em Nova Iorque (por mais que a série seja gravada praticamente toda em Toronto, no Canadá). Logo no início, um dos sócios da empresa, Harvey Specter (Gabriel Macht) está fazendo um teste para a contratação de um advogado e, por um acaso daqueles, acaba aceitando no teste Michael Ross (Patrick J. Adams), um rapaz brilhante e de memória fotográfica (ele decora tudo o que lê), que sabe direito com profundidade mas que não se formou por uma série de problemas pessoais. Harvey Specter acaba aceitando Michael Ross mesmo sabendo que ele não é formado, e esta fraude é um motivo de permanente tensão e acontecimentos durante a série. Mas, claro, “Suits” é muito mais que isso: tem o brilhante e infantil advogado Louis Litt (Rick Hoffman); a esperta secretária Donna Paulsen (Sarah Rafferty, amiga pessoal de Gabriel Macht, o Harvey Specter); a fria chefona Jessica Pearson (Gina Torres); e, claro, muitas brigas judiciais e chantagens – e, sim, muitas discussões sérias e sutis sobre ética. De todo modo, você pode ter ouvido falar em “Suits” apenas por causa da agora princesa Meghan Markle, mulher do príncipe Harry, que fez a técnica judiciária Rachel Zane nas sete temporadas exibidas até agora e que – por motivos óbvios – estará ausente da oitava, que já estreou nos Estados Unidos. (foto que acompanha o texto: USA Network)
Leia mais +