Religião

Meus livros preferidos
Literatura, Religião
Meus livros preferidos
22 de julho de 2018 at 19:11 0
Faz tempinho que eu não faço uma listinha de livros preferidos, né? Então lá vai mais uma, com links de comentários meus sobre os livros e/ou os autores:

1. “Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust: todo um universo em sete livros. (mais…)

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“Conversão”, meu segundo livro
Literatura, Obra Literária, Religião
“Conversão”, meu segundo livro
26 de junho de 2018 at 18:38 0
Comecei a escrever “Conversão” em 2006. Mostrei para alguns amigos, uns gostaram, e bastou um criticar para eu desistir da empreitada no meio. Depois que escrevi o meu primeiro romance, “Um amor como nenhum outro”, que está fora de catálogo já que a Editora Schoba, aparentemente, faliu, resolvi retomar o “Conversão” pouco mais de dez anos depois. Relendo o que eu tinha escrito, até que não achei tão ruim: eu queria escrever um livro que tivesse um estilo parecido com o de “Sábado”, de Ian McEwan, e que falasse de religião, e a coisa estava mais ou menos bem encaminhada.
Só que – aí é que a porca torce o rabo – eu nunca tinha tido a menor ideia de como continuar a história do médico Jorge, sua esposa Joana, e seus filhos Cecília e Paulo. E nem fazia ideia ainda de como a religião iria entrar na história. Retomando a história, enfim, fui arranjando soluções – só que o que era escrito de maneira detalhada e esmiuçada no começo de “Conversão” passou para um estilo mais parecido com o “Um amor como nenhum outro”, direto e sem firulas. E a religião, sim, entrou na história – mas de maneira totalmente diferente da que eu tinha previsto em 2006. Agora que estou fora da Intertechne e estou com mais tempo livre, resolvi retomar a publicação dos meus (muitos, eu diria) livros. Conforme comentei na entrevista para “Um amor como nenhum outro” no youtube, mandei meu primeiro romance para umas dez editoras, e não obtive nenhum sim, e praticamente nenhum não: ninguém nem quis saber de um romance escrito por um engenheiro. Teve gente que gostou, depois de publicado. Então, acabei me rendendo à autopublicação pela Amazon: meu romance curto (uma novela, na verdade) pode ser baixado, por R$ 1,99, para ler no Kindle no seguinte endereço: https://www.amazon.com.br/dp/B07F1J8DVZ… Quem não tiver o aparelho Kindle, para leitura de ebooks, pode baixar o aplicativo e ler no celular, tablet ou computador. Dá para pedir para a Amazon imprimir e mandar para cá: só que demora em torno de um mês e custa quase 17 dólares, já que deve ser mandado dos Estados Unidos para cá. O endereço de compra, neste caso, é o seguinte: https://www.amazon.com/dp/1983275298/ref=sr_1_2… Quem ler e gostar, recomenda para os amigos; os outros, para os inimigos.
 
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Salmo 56, de São Gregório de Narek
Religião
Salmo 56, de São Gregório de Narek
24 de maio de 2017 at 18:01 1
Ainda não acabei de ler o livro “The Armenian Prayerbook” – “Livro Armênio de Orações” (Vem Press), de São Gregório de Narek (951-1003?). Também chamado de “Livro das Lamentações”, a obra é composta por 96 orações, que o autor esperava que servissem “de guia de orações para pessoas de toda parte”. Venerado como santo tanto pela Igreja Católica Armênia como pela Igreja Católica Romana, São Gregório de Narek foi recentemente proclamado “Doutor da Igreja” pelo Papa Francisco. Mais ou menos como acontece com os livros dos carmelitas Santa Teresa d’Ávila e de San Juan de La Cruz, apreciados tanto por católicos como por amantes de literatura de modo geral, “The Armenian Prayerbook” é uma das principais obras da literatura armênia, seja ou não cristã. De fato, a qualidade literária de “The Armenian Prayerbook” (a tradução em inglês a partir do original em armênio) é assombrosa: a riqueza de suas imagens, seu gosto por contrastes, a força de suas descrições (tanto as de seus próprios pecados como as do amor e poder infinitos de Deus) fazem com que não sejam fora de propósito as comparações frequentemente feitas entre esta obra e livros como os “Salmos” de Davi ou as “Confissões” de Santo Agostinho. No dizer de Thomas, J. Samuelian, na sua introdução de “The Armenian Prayerbook”, no livro “o empilhamento de metáforas e símiles e a repetição de contrastes previsíveis são fascinantes. A repetição e as variações dos sons e das ideias configuram uma ressonância dupla, dentro do texto e do leitor/ouvinte. Cada imagem no texto lança luz sobre outra, e cada uma fala para pessoas diferentes de maneiras diferentes”. Achei que se eu terminasse o texto por aqui não daria uma ideia do maravilhoso que é “The Armenian Prayerbook”. Então segue uma tradução aproximada do Salmo 56 do livro: (mais…)
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“História de Uma Alma – Manuscritos Autobiográficos”, de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face
Religião
“História de Uma Alma – Manuscritos Autobiográficos”, de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face
22 de janeiro de 2017 at 22:38 0
Eu gostava tanto de Santa Teresa d’Ávila que, da primeira vez que li “História de uma Alma - Manuscritos Autobiográficos”, da santa francesa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face (1873-1897), mais conhecida entre nós por Santa Teresinha do Menino de Jesus, me senti totalmente frustrado. O que Santa Teresa d’Ávila tinha de exuberante, imponente, profunda e complexa, Santa Teresinha, com seu Pequeno Caminho, parecia apenas sem graça. Mais tarde, li que Sérgio Buarque de Holanda achava que o sucesso dela por aqui se devia à falta de profundidade religiosa do povo brasileiro. Concordei de cara. Quando o Papa João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, o jornalista italiano que estava comentando a cerimônia de investidura para a RAI disse que esta era uma provocação do Papa. Concordei também. Mas Deus sabe como eu estava sendo injusto. (mais…)
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Melhores livros lidos em 2016
Literatura, Religião
Melhores livros lidos em 2016
28 de dezembro de 2016 at 19:46 0
  1. “Fogo pálido”, de Vladimir Nabokov: um poema relativamente curto e páginas e páginas de notas num romance que influenciou meu próprio romance.
  2. “A Morte do Pai”, de Karl Ove Knausgard: a adolescência, o início da idade adulta e a complicada relação com o pai deste escritor que tem obras tão envolventes que certamente são publicadas no Paraíso.
  3. “Linha M”, de Patti Smith: como o de cima, também de memórias e também com vendas garantidas no Paraíso.
  4. “Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang”, de Gregório Duviver: os poemas de Gregório Duvivier, humorista conhecido por todo o mundo, são de uma beleza surpreendente.
  5. “O livro de Oseias”: Deus manda o seu profeta casar com uma prostituta. Não precisa falar muito mais.
  6. “O Jardim Secreto”, de Frances Hodgson Burnett: personagens deliciosos, um jardim cheio de belezas e mistérios.
  7. “Paraíso Perdido”, de Cees Nooteboom: uma história estranha que envolve duas mulheres, o Brasil, a Austrália e um monte de anjos.
  8. “O homem que amava os cachorros”, de Leonardo Padura: o assassinato de Trotski num verdadeiro tour-de-force literário.
  9. “Amanhã na batalha pensa em mim”, de Javier Marías: o homem errado, no lugar errado, com a mulher errada. Como consertar o que não tem conserto?
  10. “Vida de um homem: Francisco de Assis”, de Chiara Frugoni: a autora tenta nos contar quem era São Francisco de Assis, e do seu livro emerge um sujeito meio louco (louco de Deus?), profundamente bondoso, corajoso e bem-humorado.
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“On the Admirability of the Virgin Theotokos”, de São Lourenço de Brindisi
Religião
“On the Admirability of the Virgin Theotokos”, de São Lourenço de Brindisi
15 de dezembro de 2016 at 00:15 0
Doutor da Igreja, o italiano São Lourenço de Brindisi (1559-1619) foi um frade capuchinho com grande talento para línguas: falava latim, espanhol e italiano, o francês, alemão, grego, siríaco e hebraico. Viveu numa época conturbada: pregou contra o protestantismo nascente, e trabalhou muito pela conversão dos judeus – consta que era muito respeitado pelos rabinos. Verdade é que este tipo de “combate religioso” não faz o menor sentido nos dias de hoje, mas nada disso diminui o brilho deste “On the Admirability of the Virgin Theotokos”, a única obra do santo que consegui achar por aí. (mais…)
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“Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho
Filosofia, Religião
“Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho
6 de novembro de 2016 at 21:36 0
Apesar de não ser uma leitura especialmente difícil – até por ser escrito em forma de diálogo entre o santo e um discípulo, Evódio –, resumir um livro como “Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho (158 páginas, Editora da Folha de São Paulo) não é muito fácil para alguém sem conhecimento aprofundado de filosofia, como eu. Por isto, achei melhor pegar o resumo do livro obtido no blog de Sérgio Biagi Gregório para reproduzir aqui:
“Questionado sobre a natureza da alma, Santo Agostinho trata de elaborar o tema através de um encadeamento de perguntas e repostas. Santo Agostinho afirma que alma foi criada por Deus. Ele não sabe dizer de que substância Deus a criou. Sabe, porém, o que ela não é. Ele diz que ela não é material, não tem extensão, não tem profundidade e nem massa. A alma é a parte imaterial do ser humano que preenche todo o corpo, dando-lhe vida e inteligência. Afirma ser algo real, mas não sabe definir esse algo real."
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