Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
Literatura
Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
6 de janeiro de 2016 0
Quem lê algum romance de autores de língua inglesa como Philip Roth, Ian McEwan, Jonathan Franzen, David Foster Wallace, Irvine Welch ou Nick Hornby nota, além da clareza do estilo que caracteriza suas obras, o cuidado com a trama – normalmente ágil e bem construída. Por outro lado, o que me chocou a partir do primeiro livro do francês J.M.G. Le Clézio que li (um de meus autores preferidos, é preciso que se diga) é que nas suas obras parece não haver trama: os acontecimentos vão surgindo de maneira aparentemente aleatória. Seus livros têm um ritmo lento e reflexivo – abrindo a brecha para que alguns críticos simplesmente achem-no “chato”. Eu já tinha tido a impressão de ter percebido a influência do estilo reflexivo de Antoine de Saint-Exupéry em J.M.G. Le Clézio na primeira vez que li “O Pequeno Príncipe” em francês – impressão esta que se intensificou com a leitura deste pequeno e extraordinário romance que é “Voo noturno”.
Leia mais +
O III Reich em cores
História
O III Reich em cores
5 de janeiro de 2016 0
Há poucas semanas eu soube que a GNT iria apresentar um documentário, dividido em duas partes, chamado “O III Reich em cores”. Os filmes coloridos, durante os anos de Hitler, eram caríssimos, e foram compilados para a criação do documentário. Bem legal, pensei. No dia marcado lá estava eu, fazendo todo o mundo assistir “Os Normais” pela antena interna, com péssima imagem, para que eu pudesse gravar o tal “O III Reich em cores” pela TV a cabo. Na hora de assistir, a decepção. Cheguei a dormir durante uma das duas partes. Isto não é coisa que eu faça quando o assunto são documentários sobre aquela época maluca. (E é preciso ressaltar que o documentário, tecnicamente, é muito bem feito: é dito, por exemplo, em cada filme apresentado, quem é o autor das imagens e qual o seu interesse ao fazê-las.) Mas por que esta decepção? Por que, afinal de contas, “O III Reich em cores” é um documentário meio duro de assistir?
Leia mais +
“Lean On”, “Limite”
Cinema, Música
“Lean On”, “Limite”
21 de dezembro de 2015 0
Sou fascinado pelo filme “Limite” desde a primeira vez que o vi, acho que nos anos 80, na Cinemateca de Curitiba.
Leia mais +
“Tampa”, de Alissa Nutting
Literatura
“Tampa”, de Alissa Nutting
21 de dezembro de 2015 0
Livremente baseado na história de Debra Lafave, uma bonita professora americana que foi condenada por manter relações sexuais com um aluno de 14 anos em 2006, “Tampa”, de Alissa Nutting, foi descrito como o “livro mais repugnante e controverso do verão” de 2013. Não é para tanto, mas a definição faz algum sentido. O romance conta a história da professora Celeste Price, de 26 anos. Ela é casada com um policial que, por ser de família rica, consegue lhe dar um excelente padrão de vida; e ela só está com ele por causa do dinheiro mesmo. Fazer sexo com ele a repugna e quando o tempo entre uma relação sexual e outra se alonga muito ela acaba cedendo – mas só depois de muita bebida e tranquilizantes. O que Celeste Price gosta mesmo é de garotos no início da adolescência. A descrição da atração que ela sente pelo seu aluno Jack Patrick mostra bem o que ela sente em relação a rapazes nesta idade:
Leia mais +
Meus discos preferidos em 2003 – segunda parte
Música
Meus discos preferidos em 2003 – segunda parte
18 de dezembro de 2015 0
Morrissey: Vauxhall and I Foi enorme o impacto na Inglaterra quando este disco saiu: não só foi recebido com fogos de artifício pela imprensa local, como chegou ao topo das paradas. A cada vez que lembro deVauxhall and I o que me vem à cabeça inicialmente é o impacto que senti quando comecei a ouvi-lo pela primeira vez: não, por mais que todos estivessem falando que esta era uma obra-prima eu não esperava nada semelhante à belíssima Now My Heart Is Full, a faixa que abre o disco. Épico, dramático, melodioso, este é um disco sublime, profundo, confessional. Fora a música citada acima, os maiores destaques são o hit The More You Ignore Me, The Closer I Get, o folk Why Don’t You Find Out For Yourself e a dramática Speedway. João Mineiro e Marciano: Coleção Bis Sertanejo (dois CDs) Aqui eu escrevi sobre a injustiça que é termos vergonha de dizer gostamos de João Mineiro e Marciano – isto para fãs de Djavan, Barão Vermelho, Men at Work e Kid Abelha.
Leia mais +
Meus discos preferidos em 2003 – primeira parte
Música
Meus discos preferidos em 2003 – primeira parte
17 de dezembro de 2015 0
1 . My Early Burglary Years – Morrissey Na verdade, a grande seqüência matadora do álbum (I’d Love To – Girl Least Likely To – I’ve Changed My Plea To Guilty – Michael’s Bones) também é encontrada na reedição do álbum Viva Hate, de 1997 . Mas My Early Burglary Years ainda tem as pérolas Swallow on My Neck, Black-Eyed Susan, Jack The Ripper (ao vivo) e Reader Meet Author. E esta estranha coletânea, com lados B de singles e canções que já tinham saído em álbuns oficiais, ainda tem Boxers, minha música preferida (conforme comentei aqui).
Leia mais +
Boxers
Música
Boxers
16 de dezembro de 2015 0
Boxers (obtida em http://www.compsoc.man.ac.uk/~moz/): Losing in front of your home crowd / You wish the ground / Would open up and take you down / And will time never pass ? / Will time never pass for us ? / / Your weary wife is walking away / Your nephew is true / Well, he thinks the world of you / And I have to close my eyes / / / Losing in front of your home town / The crowd call your name / They love you all the same / The sound, the smell, and the spray / You will take them all away / And they’ll stay / Till the grave / / Your weary wife is walking away / Your nephew, is true / Well, he thinks the world of you / And I have to close my eyes / / Losing in your home town / Hell is the bell / That will not ring again / You will return one day / Because of all the things that you see / When your eyes close / / Your weary wife – walking away / Your nephew, it’s true / He still thinks the world of you / And I have to dry my eyes tradução:
Leia mais +
Lamentações de Jeremias
Religião
Lamentações de Jeremias
14 de dezembro de 2015 0
O livro “Lamentações de Jeremias” foi escrito provavelmente depois da destruição do Primeiro Templo de Jerusalém por Nabucodonosor, rei dos babilônios, por volta de 589 a.C. O livro é lido nas sinagogas no dia 9 do mês Av do calendário judaico. O que me impressiona no livro é a extraordinária força de suas imagens. O autor (não há certeza que tenha sido o Profeta Jeremias) diz que seus olhos estão “cansados de chorar” (2:11).
Leia mais +