John Fante: Bandini e eu
Literatura
John Fante: Bandini e eu
21 de fevereiro de 2016 0
Pergunte ao pó, lançado em março de 2006 nos cinemas do exterior e em junho no Brasil, foi dirigido por Robert Towne e tem Colin Farrel e Salma Hayek nos papéis, respectivamente, de Arturo Bandini e Camila Lopez. Os nomes do filme e dos personagens são familiares para quem conhece a obra do americano John Fante, que escreveu o romance homônimo em que se baseou o roteiro. Tanto Pergunte ao pó quanto outros dois romances – Espere a primavera, Bandini e O caminho de Los Angeles – que têm Arturo Bandini (espécie de alter-ego do escritor) como personagem principal, se encontram em catálogo em edições da José Olympio Editora. O lançamento do filme pode servir como um bom estímulo para a leitura destes livros.
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Cinco clipes
Música
Cinco clipes
21 de fevereiro de 2016 0
Para discordar de quem acha que na música atual só tem porcaria.
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Conversa com a voz interior
Impressões
Conversa com a voz interior
17 de fevereiro de 2016 0
– Você quer que eu te guie? – Não. – Está aí, com essa folha em branco na frente, querendo escrever, e não quer minha ajuda? – É. – Por quê? – Sei lá. Comi demais. Estou indisposto e com dor de cabeça. – Tá. – Não vai me ajudar? – Você acabou de dizer que não quer minha ajuda. – Mudei de idéia. – Você está vendo o livro aí do teu lado e quer ler. Não quer pensar na coluna da próxima semana, quer dar um descanso para a sua cabeça. E o pior é que você nem está gostando tanto dele. Só lê porque achou a capa bonita. – É tudo verdade. – Mesmo assim recusou minha ajuda.
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“O homem que amava os cachorros”, de Leonardo Padura
Literatura
“O homem que amava os cachorros”, de Leonardo Padura
15 de fevereiro de 2016 0
Nem sempre a leitura de uma obra-prima é fácil: estão aí os romances de Marcel Proust, William Faulkner e Javier Marías que não me deixam mentir.
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“Poemas”, de Friederich Hölderlin
Literatura
“Poemas”, de Friederich Hölderlin
10 de fevereiro de 2016 0
Um dos maiores poetas da língua alemã, Friederich Hölderlin (1770-1843) teve uma vida trágica. Na Alemanha da época, pessoas de classe média baixa como ele só tinham como alternativa para cursar uma faculdade o curso de teologia, bancado pelo Estado. Teólogo formado (ele preferia ter feito Direito), Hölderlin não sentia a menor vocação para ser pastor, profissão do seu pai, falecido quando ele tinha apenas dois anos. Neste caso, a melhor opção profissional para ele era a de ser preceptor, professor particular de filhos de fidalgos ou grandes burgueses. Foi exercendo essa profissão que ele conheceu o grande amor de sua vida em 1796, Susette Gontard, mulher de um banqueiro de Frankfurt e que era mãe de um garoto de quem Hölderlin era preceptor. Ela foi a musa inspiradora de muitos de seus poemas, sob o nome de Diotima (da mesma forma que a Beatriz de Dante Alighieri, cujo nome real era Beatrice Portinari).
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Laranja Mecânica, Catatau
Literatura
Laranja Mecânica, Catatau
9 de fevereiro de 2016 0
O jovem Alex na versão de Laranja Mecânica feita por Stanley Kubrick para o cinema. – Então, o que é que vai ser, hein? Éramos eu, ou seja, Alex, e meus três druguis, ou seja, Pete, Georgie e Tosko, Tosco porque ele era muito tosco, e estávamos no Lactobar Korova botando nossas rassudoks pra funcionar (…) O Lactobar Korova era um mesto de leite-com, e possa ser, Ó, meus irmãos, que tenhais esquecido como eram esses mestos, pois as coisas mudam tão skorre hoje em dia (…) É assim que começa o clássico do escritor inglês Anthony Burgess, Laranja Mecânica, publicado recentemente no Brasil pela Editora Aleph [200 páginas], com excelente tradução de Fábio Fernandes.
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“Amanhã na batalha pensa em mim”, de Javier Marías
Literatura
“Amanhã na batalha pensa em mim”, de Javier Marías
9 de fevereiro de 2016 0
Tenho um problema antigo com o escritor espanhol Javier Marías.
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Conferência de Wannsee
História
Conferência de Wannsee
5 de fevereiro de 2016 0
Centenas de milhares de judeus, principalmente na União Soviética, já tinham sido assassinados em 20 de janeiro de 1942. Entretanto, esta data é um marco: o nacional-socialismo, que já era uma das ditaduras mais cruéis da História, a partir de então passa a patrocinar o espetáculo mais dantesco de todos os tempos, algo que envergonha a humanidade até hoje, não importando se a pessoa é nazista ou não.
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