Fevereiro 2018

“Crise em Seis Cenas”, de Woody Allen
Séries
“Crise em Seis Cenas”, de Woody Allen
28 de Fevereiro de 2018 at 22:25 0
Lançada em 2016 pela Amazon Prime Video, “Crise em Seis Cenas” é a única e, no dizer do próprio diretor, também a última experiência de Woody Allen no formato de série. Com seis episódios de pouco mais de vinte minutos cada um, “Crise em Seis Cenas” foi detonada pelos críticos e, até onde sei, pouca gente assistiu. Woody Allen faz um escritor, Sidney J. Munsinger (nome propositalmente semelhante a J. D. Salinger, como se percebe no decorrer da trama), casado com uma psicanalista chamada Kay (Elaine May). A série se passa nos anos 60, época de grande turbulência política – e é Lennie Dale (Miley Cyrus), uma ativista radical de esquerda conhecida de Kay, que chega na casa dos dois para se esconder da polícia e deixa tudo de pernas para o ar: o casal, seus amigos, conhecidos e até os clientes da esposa do escritor têm seus cotidianos abalados pela verdadeira força da natureza que é a personagem vivida por Miley Cyrus.   (mais…)
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Duas biografias de Marilyn
Cinema
Duas biografias de Marilyn
25 de Fevereiro de 2018 at 17:34 0
Biografar Marilyn Monroe não é uma atividade fácil. Dois exemplos, retirados de duas biografias do mito que li recentemente, “Os últimos anos de Marilyn Monroe”, de Keith Badman (Benvirá, 464 páginas), e “Marilyn Monroe”, de Anne Plantagenet (L&PM, 224 páginas), dão uma ideia da coisa: (mais…)
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The Good Place
Séries
The Good Place
20 de Fevereiro de 2018 at 22:43 0
Os subúrbios de classe média alta americanos, com seus jardins perfeitos, casas lindas, terrenos sem muros e vizinhança gentil (e fútil) são famosos no mundo inteiro - e são objeto de filmes como “Mulheres Perfeitas”, com Nicole Kidman. Até mesmo uma comédia clássica francesa (“Mon Oncle”, de Jacques Tati) e um episódio do seriado Arquivo X (“Arcadia”) têm este tipo de bairro como parte importante de suas histórias. (mais…)
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Orlando, de Virginia Woolf
Literatura
Orlando, de Virginia Woolf
18 de Fevereiro de 2018 at 17:44 0
Orlando nasceu no final do século dezesseis e em 1928 ainda estava vivo. Quer dizer, “vivo” não é o adjetivo mais correto porque Orlando, aí pelo meio de sua longa vida de mais de 300 anos, mudou de sexo e passou a ser uma mulher. Às vezes, parece, ela voltava a ser homem, mas isto não fica claro porque a autora Virginia Woolf usa, boa parte do tempo, uma linguagem impressionista, pouco exata, em uma de suas obras mais famosas, chamada exatamente “Orlando” (Landmark Editora, edição bilíngue), publicada em 1928. (mais…)
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Alguns vídeos do Bones
Música
Alguns vídeos do Bones
15 de Fevereiro de 2018 at 20:47 0
Os clipes são parte fundamental da arte de Bones, como os fãs sabem. A utilização do VHS e de diferentes técnicas faz com que seja quase tão legal esperar por seus clipes quanto por seus álbuns. Apresento aqui uma relação de dez vídeos (com os links correspondentes) que dão uma boa ideia deste lado do talento do cara: (mais…)
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Atypical
Séries
Atypical
14 de Fevereiro de 2018 at 16:37 0
Quando a Valéria e Teresa me sugeriram que eu assistisse “Atypical”, da Netflix, sobre um menino autista que tenta arranjar uma namorada, logo imaginei uma série dramática, triste, sobre um garoto desajustado que não consegue suprir sua carência afetiva por causa de seu problema mental – há exemplos desse tipo de temática por aí. Mas minha filha e minha mulher afirmaram que “Atypical” não era nada disso. Que a série não só não era melodramática, como era engraçada. (mais…)
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The End of the F***ing World
Séries
The End of the F***ing World
11 de Fevereiro de 2018 at 12:45 0
Bastou eu comentar aqui recentemente, num texto sobre a Prêmio Nobel Alice Munro, que eu preferia “ler do que assistir a séries no Netflix”, que eu comecei a ver séries. Mas continuo preferindo ler, então não há necessidade de editar aquele texto sobre a grande contista, hehe. E, claro, já que estou assistindo a séries, não custa comentar sobre elas por aqui, não é? Pedi para o grande Guilherme Bresola da Rocha para colocar uma nova categoria no meu site - e aí vou eu. Foi quando se colocou um problema: são frequentes brigas por causa de spoilers entre espectadores, e não tenho assim tanta vontade de levar pancadas virtuais por revelar algo que não deveria ter revelado. Se eu não posso dar spoilers, sobre o que eu posso falar? Sei lá, alguma coisa do primeiro capítulo, e algumas características das séries. Acho que vai dar certo. Ou não. (mais…)
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“O poder do pensamento matemático”, de Jordan Ellenberg
Filosofia
“O poder do pensamento matemático”, de Jordan Ellenberg
7 de Fevereiro de 2018 at 20:49 0
A imagem que acompanha este texto foi obtida no livro “O poder do pensamento matemático – a ciência de como não estar errado”, de Jordan Ellenberg (Zahar, 537 páginas), e dá uma boa ideia dos caminhos do raciocínio matemático.  Para começar, os dois cantos que boa parte das pessoas têm uma ideia do que sejam: o inferior é o canto do “simples e superficial”, como as somas de 2 + 1 ou o seno de 2x; o superior direito é o canto “complicado e profundo”, qualidades que normalmente associadas à matemática superior: ali estão coisas como a hipótese de Riemann ou espaços perfectoides, complicadas, imagino, a ponto de um engenheiro civil como eu não terem ideia do que sejam. Os outros dois cantos são um pouco menos, como direi, populares: no inferior direito o autor engloba a resolução de integrais que eu, quando estudante de engenharia, tinha alguma dificuldade de resolver – mas é interessante que elas estão no canto “complicado e superficial”: de fato, a resolução de muitas integrais parece mesmo apenas trabalho mecânico. O canto em que Jordan Ellenberg concentra todos os esforços de seu “O poder do pensamento matemático – a ciência de como não estar errado” é o superior esquerdo, onde se concentra o “simples e profundo”: o autor tenta responder a perguntas como: quando a probabilidade de ganhar na loteria é maior; qual a probabilidade de Deus existir; como eliminar erros em transmissões de internet; se é mais correto, em julgamentos, seguir as leis ao pé da letra ou usar o bom senso quando necessário; quais os possíveis erros que podem ocorrer em artigos médicos que utilizam estatística; diferentes critérios para decidir eleições. (mais…)
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