Atypical
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Atypical

14 de fevereiro de 2018 0

Quando a Valéria e Teresa me sugeriram que eu assistisse “Atypical”, da Netflix, sobre um menino autista que tenta arranjar uma namorada, logo imaginei uma série dramática, triste, sobre um garoto desajustado que não consegue suprir sua carência afetiva por causa de seu problema mental – há exemplos desse tipo de temática por aí. Mas minha filha e minha mulher afirmaram que “Atypical” não era nada disso. Que a série não só não era melodramática, como era engraçada.

“Atypical”, em sua primeira temporada (o lançamento da segunda já está garantido), é uma série curta, com oito episódios de mais ou menos trinta minutos cada um. O menino autista (o correto, na verdade, é dizer que ele está no “espectro do autismo”, conforme aprendi com a própria série) tem dezoito anos e se chama Sam Gardner (vivido brilhantemente por Kier Gilchrist). Sua mãe, Elsa (Jennifer Jason Leigh) é tão obcecada em cuidar do filho que chega às raias da paranoia; seu pai, Doug (Michael Rapaport), é um paramédico que praticamente não consegue ter nenhuma ligação com o filho; a irmã de Sam, Casey (Brigette Lundy-Paine) é uma campeã de atletismo que vive às turras com a mãe.

Além de conseguir contar uma história dramática com humor e leveza (bem como a Teresa e a Valéria tinham me dito), “Atypical” acerta na criação dos personagens, extremamente bem construídos: é possível, conforme o momento, amar ou odiar Elsa, Doug ou Casey – como, de resto, acontece com quase todo o mundo, né?

E o menino autista, Sam, é uma graça.

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