Crítica de Séries

De Bridgerton a A Idade Dourada: como o sistema de sinais (+ e -) torna a crítica de séries mais humana
Séries
De Bridgerton a A Idade Dourada: como o sistema de sinais (+ e -) torna a crítica de séries mais humana
17 de abril de 2026 at 12:01 0
Criei um Gem no Gemini para organizar fichas técnicas de séries, com informações detalhadas sobre direção, lançamento e formato. Nas sugestões abaixo, as fichas foram geradas pela IA, enquanto os comentários e as notas refletem a minha opinião pessoal. A ideia é compartilhar algumas dicas das séries que tenho assistido. Já tinha feito a mesma coisa aqui. Agora só mudei um detalhe: estou usando notas no esquema 1-, 1, 1+, 2-, 2, 2+, 3- e assim por diante. Segundo o Gemini: “Muitos educadores defendem que o sistema de sinais é mais humano e pedagógico:
  • Um 10- diz ao aluno: ‘Seu trabalho foi perfeito, mas houve um erro de descuido’.
  • Um 9,7 parece apenas um cálculo matemático frio. O sinal de minus (-) em uma nota alta como o 10- serve especificamente para 'puxar a orelha' de um aluno excelente, indicando que ele atingiu a nota máxima, mas não de forma impecável.”
Não sabia anteriormente desta interpretação, mas realmente para mim 10- é bem mais legal que 9,7. Mais um detalhe: nota 10, para mim, é só para Arquivo X, sobre quem comentei no meu livro “Rua Paraíba”, e para a primeira temporada de Handmaid’s Tale (obrigado, Alvaro Augusto de Almeida, pela pergunta que você me fez um tempo atrás). Pode ser que eu venha a gostar tanto de uma série quanto uma dessas duas, mas por enquanto a minha maior nota é 10- mesmo. Vamos aos textos sobre as séries: Bridgerton (2020), Bridgerton, Chris Van Dusen (Criador/Showrunner), Nicola Coughlan, Luke Newton, Julie Andrews, Adjoa Andoh, Golda Rosheuvel, EUA. 3 temporadas (8 episódios por temporada), 60 minutos. Netflix.
  • Resumo e recepção: Baseada na série de livros de Julia Quinn, a trama acompanha o competitivo mundo da alta sociedade londrina durante o período da Regência, focando nos dramas românticos dos oito irmãos da família Bridgerton. A série é amplamente elogiada por sua abordagem moderna de dramas de época, trilha sonora com covers pop e elenco diversificado. A primeira temporada foi um fenômeno global; a segunda manteve o sucesso com o romance "enemies to lovers"; e a terceira temporada consolidou a popularidade da franquia ao focar na história de Colin e Penelope.
  • Comentário: A série apresenta muitos personagens negros na alta nobreza na Inglaterra do séc. XIX, o que obviamente não corresponde à realidade. Mas não teria sido bem melhor se essa praga do racismo já tivesse acabado naquela época? Enfim, a história da família Bridgerton é linda – todas as famílias deveriam ser assim como esta, com muito amor e companheirismo. Seria bem melhor assim também, não é?
  • Nota: 9-
  A Idade Dourada (2022), The Gilded Age, Michael Engler e Salli Richardson-Whitfield (Diretores), Carrie Coon, Morgan Spector, Christine Baranski, Cynthia Nixon, EUA. 2 temporadas, 8 episódios, 60 minutos. Max (HBO).
  • Resumo e recepção: Ambientada na Nova York de 1880, a série explora o conflito social entre o "dinheiro antigo" das famílias tradicionais e o "dinheiro novo" dos magnatas das ferrovias em ascensão. A recepção crítica foi amplamente favorável, destacando o figurino impecável, a cenografia luxuosa e as atuações de peso, especialmente de Christine Baranski e Carrie Coon. A segunda temporada foi considerada ainda melhor por aprofundar as tensões políticas e sindicais da época.
  • Comentário: Enquanto assistia a esta série, ficava o tempo todo me perguntando como tudo podia ser tão perfeito: personagens, histórias, figurino, atores. Extraordinária é pouco.
  • Nota: 10- (olha aí)
  Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (2023), Queen Charlotte: A Bridgerton Story, Tom Verica (Diretor), India Amarteifio, Corey Mylchreest, Arsema Thomas, Golda Rosheuvel, EUA. 1 temporada, 6 episódios, 60 minutos. Netflix.
  • Resumo e recepção: Esta prequela foca na ascensão da jovem Rainha Charlotte ao poder e seu casamento com o Rei George III. A recepção crítica foi extremamente positiva, com muitos considerando-a superior à série principal devido ao seu roteiro mais maduro, focado em temas como saúde mental e o peso do dever. As atuações de Amarteifio e Mylchreest foram muito elogiadas pela química e profundidade emocional.
  • Comentário: Rainha Charlotte tem muitas personagens de Bridgerton e conta histórias que, basicamente, não são citadas na série-mãe. E a qualidade é a mesma.
  • Nota: 8+
  Adolescência (2025), Adolescence, Philip Barantini (Diretor), Stephen Graham, Owen Cooper, Ashley Walters, Erin Doherty, Reino Unido. 1 temporada (minissérie), 4 episódios, 35-45 minutos. Netflix.
  • Resumo e recepção: Criada por Stephen Graham e Jack Thorne, a série narra a angústia da família Miller após Jamie, um garoto de 13 anos, ser preso pelo assassinato de uma colega de escola. A produção é considerada uma obra-prima técnica por ter sido inteiramente filmada em planos-sequência (sem cortes), o que intensifica o realismo e a tensão emocional. Foi elogiada por sua abordagem crua sobre saúde mental e violência juvenil.
  • Comentário: Já assisti há algum tempo a esta série e, na época, a achei meio exagerada. Depois do caso Orelha e do zoossadismo no Discord, já não sei mais. Tecnicamente, é um deslumbre (os episódios não têm cortes).
  • Nota: 9+
  O Testamento: O Segredo de Anita Harley (2025), O Testamento: O Segredo de Anita Harley, Pedro Bial (Diretor/Criador), Brasil. 1 temporada, 4 episódios, 45 minutos. Globoplay.
  • Resumo e recepção: A série documental investiga a complexa disputa judicial e familiar em torno da fortuna de Anita Harley, ex-controladora do grupo Pernambucanas. A produção explora as revelações sobre seu testamento biológico, a existência de um suposto filho e os bastidores de uma das maiores brigas sucessórias do Brasil. Foi elogiada pela profundidade da investigação e pela ética ao abordar temas como direitos individuais e herança.
  • Comentário: Ótima série documental, um caso importante e bizarro.
  • Nota: 8+
  A Vida Sexual das Universitárias (2021), The Sex Lives of College Girls, Mindy Kaling e Justin Noble (Criadores), Pauline Chalamet, Amrit Kaur, Reneé Rapp, Alyah Chanelle Scott, EUA. 3 temporadas, 10 episódios, 30 minutos. Max (HBO).
    • Resumo e recepção: A série acompanha quatro colegas de quarto no prestigiado Essex College, em Massachusetts, enquanto navegam pelas novas liberdades e desafios acadêmicos. A recepção crítica foi extremamente positiva, sendo elogiada por seu roteiro ágil e pela química autêntica entre as protagonistas. É considerada uma das produções mais autênticas sobre a experiência universitária feminina contemporânea.
    • Comentário: Com um clima de Sessão da Tarde picante, a série conta a amizade entre quatro universitárias sexualmente ativas. É interessante notar que um dos meus livros preferidos, A História Secreta, de Donna Tartt, também se passa em uma universidade fictícia na Nova Inglaterra (no caso do livro, em Vermont). A série brinca o tempo todo com clichês: os rapazes musculosos normalmente são bons alunos, os nerds tendem a ser antipáticos e as patricinhas são boas companheiras. Mas o que fica mesmo é a forte amizade entre elas: a vida deveria ser sempre assim, né?
  • Nota: 8+
  Imagem obtida no Gemini. Se você estiver interessado em receber este e outros textos meus semanalmente, clique aqui e cadastre seu e-mail.
Leia mais +
Dicas de Séries: Fichas Técnicas e Impressões Pessoais
Séries
Dicas de Séries: Fichas Técnicas e Impressões Pessoais
26 de dezembro de 2025 at 14:19 0
Criei um "Gem" no Gemini para organizar fichas técnicas de séries, com informações detalhadas sobre direção, lançamento e formato. Nas sugestões abaixo, as fichas foram geradas pela IA, enquanto os comentários e as notas refletem a minha opinião pessoal. A ideia é compartilhar algumas dicas do que tenho assistido.
Morrendo por Sexo (2025)
  • Título original: Dying for Sex
  • Direção: Leslye Headland, Chris Teague, Shannon Murphy
  • Elenco: Michelle Williams, Jenny Slate, Rob Delaney
  • País: EUA
  • Formato: Minissérie (1 temporada) | 8 episódios (média de 31 min.) | Disney+
Resumo e recepção: Esta minissérie de comédia dramática é livremente baseada nas experiências reais de Molly Kochan. A trama foca em Molly (Michelle Williams), diagnosticada com câncer de mama metastático em estágio terminal. Frustrada com seu casamento e percebendo que nunca teve um orgasmo, ela decide deixar o marido. Com o incentivo de sua melhor amiga, Nikki (Jenny Slate), Molly embarca em uma jornada de autodescoberta e liberdade sexual enquanto encara a finitude da vida. A crítica elogiou a mistura de humor negro e sensibilidade, destacando a atuação de Michelle Williams.
  • Comentário: Tensa, erótica e divertida — tudo ao mesmo tempo.
  • Nota: 9

Diário de uma Garota que Coleciona Foras (2025)
  • Título original: Halva Malmö består av killar som dumpat mig
  • Direção: Emma Bucht e Susanne Thorson
  • Elenco: Carla Sehn, Moah Madsen e Ingela Olsson
  • País: Suécia
  • Formato: 1 temporada | 7 episódios (30 min.) | Netflix
Resumo e recepção: Baseada no livro de Amanda Romare, a série acompanha Amanda, uma mulher de 31 anos em Malmö que, após um incidente embaraçoso, decide mudar sua sorte no amor e enfrentar uma maratona de encontros desastrosos. A produção foi recebida como uma comédia ácida e autêntica sobre a vida adulta moderna, sendo elogiada pela atuação carismática de Carla Sehn e pela forma como subverte os clichês das comédias românticas tradicionais. A crítica destacou positivamente o "humor escandinavo" seco e a dinâmica de amizade feminina, embora alguns tenham apontado certa previsibilidade no formato de "encontro da semana".
  • Comentário: Bem leve e divertida.
  • Nota: 8

Sexify (2021)
  • Título original: Sexify
  • Direção: Kalina Alabrudzińska e Piotr Domalewski
  • Elenco: Aleksandra Skraba, Maria Sobocińska, Sandra Drzymalska
  • País: Polônia
  • Formato: 2 temporadas | 8 episódios por temporada (45-50 min.) | Netflix
Resumo e recepção: Natalia, uma estudante de tecnologia brilhante, mas sem experiência sexual, decide criar um aplicativo para otimizar o orgasmo feminino. Ao lado de suas amigas Paulina e Monika, ela mergulha no mundo das startups e do empoderamento. Frequentemente comparada a Sex Education, a série foi elogiada pelo frescor e pela química do trio principal.
  • Comentário: Gostei muito; o trio de protagonistas é espetacular. A história tem algumas reviravoltas um tanto sem sentido, mas, no geral, é uma ótima série. O uso de cores vibrantes na maioria das cenas me agradou bastante.
  • Nota: 8

A Imperatriz (2022)
  • Título original: Die Kaiserin
  • Direção: Florian Cossen e Katrin Gebbe
  • Elenco: Devrim Lingnau, Philip Froissant, Melika Foroutan
  • País: Alemanha
  • Formato: 2 temporadas | 6 episódios por temporada (55-60 min.) | Netflix
Resumo e recepção: Focada nos anos iniciais de Elisabeth "Sissi" da Baviera e seu casamento com o Imperador Francisco José I, a série explora as intrigas da corte de Viena no século XIX. Vencedora do Emmy Internacional de Melhor Série Dramática, a produção se destaca pelo figurino luxuoso e pela estética visceral.
  • Comentário: Série excelente, com ótimas atuações.
  • Nota: 9

Sissi (2021)
  • Título original: Sisi
  • Direção: Sven Bohse e Andy Fetscher
  • Elenco: Dominique Devenport, Jannik Schümann, Désirée Nosbusch
  • País: Alemanha/Áustria
  • Formato: 4 temporadas | 6 episódios por temporada (50-60 min.) | A Globoplay tem a segunda temporada, e o canal português RTP tem as três primeiras, mas é preciso ter um VPN. O canal australiano SBS tem as quatro temporadas com legendas em inglês, também precisa de VPN, mas a conexão está muito ruim - por isso não assisti ainda. 
Resumo e recepção: Uma abordagem moderna e provocante sobre a monarca austríaca, focada em seu despertar sexual e político. Enquanto a crítica se dividiu pelas liberdades históricas, o público a transformou em um sucesso. A quarta temporada (2024) encerra a saga com Sissi retornando à Baviera para confrontar segredos do passado.
  • Comentário: Tão boa quanto A Imperatriz e um pouco mais erótica (embora a primeira também não tenha nada de pudica). Ainda não assisti à quarta temporada, por dificuldade de acesso. É interessante notar como os fatos históricos diferem em detalhes entre as duas produções; talvez valha a pena ler uma biografia para distinguir realidade de ficção.
  • Nota: 9

Se você estiver interessado em receber este e outros textos meus semanalmente, clique aqui e cadastre seu e-mail. Imagem que acompanha o texto obtida no Gemini.  
Leia mais +