A contracapa declara que “se você pensava que Anaïs Nin, Henry Miller e Charles Bukowski haviam esgotado todas as maneiras de narrar como homens e mulheres se entregam sem censura ao amor, precisa conhecer Ana Ferreira. Perto dela, Anaïs Nin era uma freira; Henry Miller, um frade; e Charles Bukowski, um sacristão. Amadoras revela o que muitas mulheres queriam falar. E o que muitos homens querem ouvir.”
Dá mesmo para perceber a influência de Anaïs Nin e Charles Bukowski em Amadora, de Ana Ferreira (Geração Editorial, 150 páginas, ano de publicação original: 2001), já que o livro é uma série de histórias eróticas diferentes. A narradora, Angela, faz sexo por anos com um namorado em um circo, tem um relacionamento lésbico com uma cantora de sucesso, tem casos rápidos aqui e ali, transa por pena e se apaixona loucamente por um sujeito chamado Luiz.
Ela narra bem as cenas sexuais e consegue chamar a atenção com sua personalidade, mas Ana Ferreira não tem a verve de Charles Bukowski nem a precisão cirúrgica de Anaïs Nin ao falar de sexo.
Imagem que acompanha o texto obtida no Gemini.


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