“Dois dias, uma noite”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Cinema
“Dois dias, uma noite”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
7 de março de 2016 0
Sandra esteve de licença em seu emprego na fábrica por um longo tempo, devido a uma fortíssima depressão. Antes de ela reassumir o posto, o chefe da seção em que ela trabalha faz uma votação entre seus subordinados: ou os funcionários recebem um abono de 1000 euros e Sandra perde o emprego, ou ela retoma o posto e eles perdem o abono. Na votação, realizada na manhã de uma sexta-feira, Sandra perde. Uma colega – que tinha votado pela sua permanência – insiste com a demitida para que ela vá falar com o chefe da seção, que acaba concordando com uma nova votação na segunda-feira pela manhã. Sandra, então, tem o final de semana para tentar convencer os colegas que votem a favor dela. Incentivada – quase que obrigada – pelo marido, que trabalha como chefe de cozinha (o casal precisa do salário dela para pagar a hipoteca do apartamento onde moram), ela visita a casa de cada um de seus colegas para pedir os votos pela sua permanência. Alguns, que tinham votado pela sua demissão, se emocionam e declaram que estarão a favor dela na segunda-feira. Outros são agressivos e lhe comunicam que não vão mudar seus votos de jeito nenhum.
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“La gourgandine” e “Lettres à la Novice”, de Françoise Rey
Literatura
“La gourgandine” e “Lettres à la Novice”, de Françoise Rey
6 de março de 2016 0
Um dos melhores livros eróticos que já li é “Femme de papier” (Mulher de papel), de Françoise Rey. O primeiro livro da autora francesa se compõe de uma série de cartas que ela escreve para seu amante – intensas, apaixonadas, e profundamente eróticas. Depois deste, gostei muito de “Souvenirs lamentables” (Lembranças lamentáveis), em que a autora conta todos os seus casos sexuais que não deram certo. Já de “Marcel Facteur”, a história de um romance de uma mulher de bom nível intelectual com um carteiro meio ignorante, não me pareceu muito interessante.
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“Miolos frescos”, de Jeanne Callegari
Literatura
“Miolos frescos”, de Jeanne Callegari
28 de fevereiro de 2016 0
É uma informação espantosa para quem me conhece, mas eu gosto de surf.
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Bones: “Useless”
Música
Bones: “Useless”
24 de fevereiro de 2016 0
Bones lançou o álbum “Useless” em sete de fevereiro último e só lançou o primeiro clipe correspondente ontem, dia 24. Este hiato de duas semanas é incomum, e o disco é tão sensacional que cheguei a pensar em escrever este texto antes do clipe mesmo. Não precisou.
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“Senhora”, de José de Alencar
Literatura
“Senhora”, de José de Alencar
23 de fevereiro de 2016 0
Se existe um escritor vilipendiado pelo público na literatura brasileira, este é José de Alencar (1829-1877). Quase todo o mundo já ouviu alguém se queixar de que foi obrigado a ler algum romance dele, achando-o chato por causa da linguagem empolada empregada. Realmente, trechos como Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor? são de leitura cansativa.
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“Menina de ouro”, de F.X. Toole
Literatura
“Menina de ouro”, de F.X. Toole
22 de fevereiro de 2016 0
(…) O melhor fica para o fim: Menina de ouro, livro de contos de F.X. Toole (Editora Geração Editorial, 293 páginas). O autor, falecido em 2002 com mais de setenta anos, era um obscuro técnico de boxe profissional que tentara durante décadas, sem sucesso, publicar suas histórias. Quando finalmente esta coletânea é lançada nos Estados Unidos em 2000, F.X. Toole (que na verdade se chamava Jerry Boyd) já estava lutando contra o câncer que viria matá-lo pouco tempo depois. De todo o modo, o autor pôde acompanhar o enorme sucesso de seus contos e, mesmo sem ter tido tempo de apreciar o resultado final, auxiliou Clint Eastwood na elaboração do filme Menina de ouro, baseado em um de seus contos – e que, como se sabe, posteriormente venceu vários Oscars.
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Estranho “romance”
Literatura
Estranho “romance”
22 de fevereiro de 2016 0
A primeira estranheza de A hora dos náufragos, do escritor e jornalista mineiro Pedro Maciel (Bertrand Brasil, 192 páginas), está na capa, na qual, logo abaixo do título, está escrito Romance. Não deixa de ser uma licença poética incluir o livro neste gênero literário, já que a sua leitura completa demora, no máximo, uns vinte minutos. Apesar de ter um grande número de páginas, praticamente todas as de número ímpar estão em branco, enquanto que quase todas as pares têm pouquíssimas linhas. Outras, ainda, contém belas ilustrações de Geraldo de Barros.
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John Lennon: Escola de rock
Música
John Lennon: Escola de rock
22 de fevereiro de 2016 0
É difícil discordar de Pablo Kossa, um dos autores de Como John Lennon pode mudar sua vida (co-escrito por Alexandre Petillo e Eduardo Palandi – Geração Editorial, 316 páginas), quando este declara que “é impossível passar indiferente por John Lennon”. Realmente, a importância do mais polêmico dos Beatles para a cultura pop (ou, até, para a cultura de modo geral) é inegável. Gostando ou não dele ou de suas músicas, Lennon conseguiu uma legião de fãs tão grande – e obcecada – que é difícil para alguém que queira se aprofundar sobre a música (ou sobre o comportamento) dos últimos 40 anos não ter pelo menos algum interesse pela vida, ou pela obra, do autor de Imagine. Como John Lennon pode mudar sua vida, apesar do título, não é, segundo um dos autores do livro, Alexandre Petillo, um livro de auto-ajuda: “existem poucos livros sobre John Lennon na língua portuguesa” e ele, um apaixonado pelo cantor e pelos Beatles, sempre sonhou em escrever alguma coisa. Mas “tinha que pensar em algo diferente”. Como Lennon é um artista auto-referente como poucos outros, daria para “tentar explicar como ele expôs tudo o que sentia em todos os momentos e transformou suas dores em canções geniais”.
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