“Crônicas – Vol. 1”, de Bob Dylan
Literatura, Música
“Crônicas – Vol. 1”, de Bob Dylan
13 de outubro de 2016 0
A primeira coisa que chama a atenção em “Crônicas – Vol. 1”, espécie de livro de memórias do cantor e compositor Bob Dylan (Editora Planeta, 325 páginas), é o que ele não tem: nele basicamente não costa nenhuma data, e nenhuma ordem cronológica é seguida. Mais do que isto – ao contrário do que poderia se esperar de um livro de memórias de um cantor consagrado – suas músicas mais famosas praticamente não são citadas, os nomes de seus discos não são relacionados, e não há nenhuma descrição objetiva de como foi o caminho para seu sucesso. Nada disso. “Crônicas – Vol. 1” é um livro cuidadosamente dispersivo e que se apoia basicamente em pensamentos, impressões e sensações de Bob Dylan. No livro, a cada capítulo se refere a um episódio ou período de sua vida. No primeiro, “Abrindo o Placar”, o cantor conta como foi emocionante assinar com a Columbia; o segundo, “A Terra Perdida”, fala de algumas coisas importantes de sua formação cultural e de suas primeiras impressões de Dylan em Nova Iorque, recém-chegado da pequena Duluth, Minnesota (o que ocorreu depois da assinatura de contrato com a Columbia: o livro não segue nenhuma ordem cronológica, conforme comentado acima); o terceiro,, “New Morning”, conta sua batalha para não ser um “líder de massas”, como os expoentes da contracultura dos anos sessenta queriam que ele fosse; o quarto, “Oh Mercy”, descreve algumas seções de gravação nos anos 80; finalmente, “Rio de Gelo”, o último capítulo, se concentra basicamente sobre o começo de sua carreira e sobre os artistas que o inspiraram naquela fase.
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Meus discos preferidos: 5. “The Stone Roses” – The Stone Roses
Música
Meus discos preferidos: 5. “The Stone Roses” – The Stone Roses
8 de outubro de 2016 0
Eu preferia não ter que fazer, pela enésima vez, a relação de alguma coisa com “Limite”, de Mário Peixoto. Mas é difícil – pelo menos para mim – não comparar o álbum de estreia da banda inglesa The Stone Roses, homônimo, de 1989, com o filme brasileiro clássico de 1931.
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Meus discos preferidos: 6. “The Eye of Every Storm” – Neurosis
Música
Meus discos preferidos: 6. “The Eye of Every Storm” – Neurosis
6 de outubro de 2016 0
Eu conheci a banda de metal americana Neurosis no fórum newmetal.com.br. O ano era 2004 ou 2005, “The Eye of Every Storm” tinha acabado de ser lançado e o pessoal lá ficou dividido: muitos acharam que ele era uma obra-prima absoluta, enquanto que, para outros, o disco era irregular demais. Eu mesmo reconheço que álbuns como “Souls at Zero”, “Enemy of the Sun”, “Through Silver in Blood” e “Times of Grace” e “A Sun that Never Sets” são um pouco mais uniformes. De todo modo, a profundidade, a intensidade e a temática de faixas como “A Season In The Sky” são tão únicas que me fizeram incluir “The Eye of Every Storm”, e não outro disco do Neurosis, aqui na minha lista de discos preferidos.
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O livro de Oseias
Religião
O livro de Oseias
25 de setembro de 2016 0
Já no segundo versículo do Livro de Oseias o Senhor fala assim com o Profeta:
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Meus discos preferidos: 7. “the nothing​,​nowhere. lp ” – nothing​,​nowhere.
Música
Meus discos preferidos: 7. “the nothing​,​nowhere. lp ” – nothing​,​nowhere.
22 de setembro de 2016 4
Acho que uma boa definição visual da misteriosa banda americana nothing,nowhere é  o clipe de “deadbeat valentine”. No início o vocalista canta e toca guitarra numa peça que parece ser um porão de uma casa: ele não olha para a câmera, que treme e fica boa parte do tempo atrás de uns pilares. Quando ele finalmente olha de frente, a luz é estranha, seu rosto fica assustadoramente branco e seus olhos parecem dois riscos negros. Tudo isto permeado com imagens e legendas do estilo da Fox News. O clipe dá uma sensação permanente de deslocamento, de algo estranho e fora de lugar. Nada, lugar nenhum.
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“Hipérion ou O Eremita na Grécia”, de Hölderlin
Literatura
“Hipérion ou O Eremita na Grécia”, de Hölderlin
18 de setembro de 2016 0
Única obra de ficção em prosa do poeta alemão Hölderlin (1770-1843), “Hipérion ou O Eremita na Grécia” (Nova Alexandria, 183 páginas) é uma obra difícil, profunda, mas de leitura plenamente recompensadora. O livro é narrado em forma de cartas, a maior parte delas do personagem principal, o jovem alemão Hipérion, para seu amigo Belarmino (que não dá palpites), mas também há algumas cartas dele para o seu grande amor, Diotima, e dela para ele.
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Curitiba Pop Festival, 2003
Música, Shows e Espetáculos
Curitiba Pop Festival, 2003
16 de setembro de 2016 2
O local Confesso que fiquei preocupado quando soube que o Curitiba Pop Festival seria na Ópera de Arame. Para quem não conhece, o local é belíssimo e todo construído em estruturas metálicas e vidro. A acústica, por outro lado, é péssima. As cadeiras são todas parafusadas no chão e com os assentos em grade metálica – o que seria também muito ruim para um show de rock. Por sorte, nada disso foi empecilho para que o Festival transcorresse bem. O local mostrou-se excelente para o evento, já que as cadeiras todas foram retiradas e várias plataformas de madeira emborrachada foram colocadas no seu lugar, permitindo uma excelente movimentação de todos os presentes – ajudada aliás pela arquitetura do lugar como um todo, com várias escadas e passagens para os pavimentos superiores e inferiores. A acústica, apesar de deficiente, não impediu que se ouvisse bem os bons shows.  
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“Flossie, a Vênus de Quinze Anos”, atribuído a Algernon Charles Swinburne
Literatura
“Flossie, a Vênus de Quinze Anos”, atribuído a Algernon Charles Swinburne
14 de setembro de 2016 1
É complicado analisar um livro pornográfico como “Flossie, a Vênus de Quinze Anos”, publicado anonimamente em 1897 e atribuído ao poeta inglês Algernon Charles Swinburne. A complicação está na idade da Flossie apresentada no título: como já deu para perceber, este pequeno romance de 108 páginas publicado no Brasil pela Editora Hedra conta as peripécias sexuais de uma adolescente. Bem, Flossie é uma órfã riquíssima que tem em Miss Eva Letchford uma tutora carinhosa de pouco mais de trinta anos. Logo no início do livro Flossie cai de amores pelo adulto Jack Archer, o narrador, e pede para Miss Letchford enviar-lhe uma carta convidando-o para a sua casa. A adolescente, que, embora ainda virgem, já tinha tido várias brincadeiras sensuais com suas amigas e amigos no colégio, rapidamente começa suas aventuras com Archer. O restante do livro apresenta, de maneira leve e divertida, tanto as experiências sexuais dos três personagens do livro entre si (todas as combinações possíveis são experimentadas e apreciadas) como as lembranças das aventuras anteriores de Flossie. Como Miss Letchford tinha pedido à adolescente para que esta continuasse virgem, ela só tem uma relação sexual completa – com Archer, como poderia se esperar – no final do livro.
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