Cinema

“Lean On”, “Limite”
Cinema, Música
“Lean On”, “Limite”
21 de dezembro de 2015 at 21:01 0
Sou fascinado pelo filme “Limite” desde a primeira vez que o vi, acho que nos anos 80, na Cinemateca de Curitiba. (mais…)
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A Rosa Branca e Um Amor na Alemanha
Cinema
A Rosa Branca e Um Amor na Alemanha
4 de dezembro de 2015 at 10:31 0
Não adianta: por mais que a pessoa tenha crescido assistindo filmes em cinematecas e seja fã dos chamados filmes "de arte" europeus (como eu), não há como fugir do impacto do cinema americano (em grande parte, o mérito disto é dos próprios americanos - pretendo logo falar aqui do filme Stagecoach, de John Ford, por exemplo). Graças a seus filmes, nós temos uma clara idéia de como era a vida cotidiana nos Estados Unidos em todas as fases de sua história desde, pelo menos, o Velho Oeste no século XIX - os exemplos são tão numerosos que nem vale a pena citar aqui. Quando o assunto é a Alemanha Nazista, por outro lado, estamos mais familiarizados com livros e documentários que descrevem (com maior ou menor precisão) os horrores do regime. São menos freqüentes filmes que tratem da vida dos alemães do período de uma maneira, digamos, "à americana" - isto é, focando primordialmente conflitos e acontecimentos de pessoas (mais ou menos) comuns, com uma linguagem (mais ou menos) linear. Num pequeno esforço de "mergulhar" na mentalidade e no cotidiano do povo alemão da época (como é possível "mergulhar" no Velho Oeste assistindo filmes do John Wayne, com todas as limitações, é óbvio, implícitas neste processo), aluguei numa locadora Um Amor na Alemanha (lançado em 1984), do grande diretor polonês Andrzej Wajda, e A Rosa Branca (lançado em 1982), do diretor alemão Michael Verhoeven. Posso dizer que meu pequeno esforço foi plenamente recompensado. Os dois filmes têm a estrutura linear do grande "cinemão" americano - isto é, são mais preocupados em contar bem uma história do que em elocubrações filosóficas ou revolucionar a linguagem cinematográfica. Além disso, ambos têm personagens convincentes e roteiros bem amarrados - e claro, conforme meu objetivo incial, dão uma bela idéia da vida cotidiana da época. (mais…)
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“Solaris”, de Andrei Tarkovski
Cinema
“Solaris”, de Andrei Tarkovski
21 de novembro de 2015 at 00:24 0
"Os jovens adoram Tarkosvki por que confundem lentidão com profundidade"
Logo após ter escrito, numa coluna anterior, que o Paulo Francis era um jornalista que fazia sucesso por fazer críticas destrutivas, recebi um e-mail onde o Rodrigo James (também colaborador deste site) dizia que eu não deveria comparar o Alvaro Pereira Júnior e o Diogo Mainardi com o Paulo Francis pois este último sabia do que falava. A frase acima, sobre o diretor de cinema russo Andrei Tarkovski (1932-1986), e que me foi citada recentemente pela minha amiga Iáskara, é uma prova inequívoca de que freqüentemente o Francis era certeiro em seus comentários. (mais…)
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“A maçã”, de Samira Makhmalbaf
Cinema
“A maçã”, de Samira Makhmalbaf
29 de julho de 2015 at 16:59 0
Até hoje, assisti a poucos filmes iranianos. O que mais me marcou foi "Close-up", de Abbas Kiarostami, semidocumentário em que um homem pobre, parecidíssimo com o diretor  Mohsen Makhmalbaf, se faz passar por ele junto a uma família de classe média alta cujos membros são admiradores de arte e cinema. As discussões sobre a importância da arte de maneira e geral  e sobre a pobreza e falta de perspectivas dos pobres iranianos são levadas com uma força e sensibilidade admiráveis. Um dos melhores filmes a que já assisti. Outro que gostei muito foi "O balão branco", de Jafar Panahi, em que uma menina sai de casa para comprar um peixinho dourado e passa por várias situações de risco no caminho. Nestes dois, e em outros poucos filmes iranianos a que assisti, sempre se destacaram o profundo carinho com que as histórias são contadas e as grandes provas de solidariedade que os personagens costumam mostrar uns com os outros. (mais…)
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A esposa solitária, de Satyajit Ray
Cinema
A esposa solitária, de Satyajit Ray
23 de junho de 2015 at 15:15 0
Nas primeiras cenas de “A esposa solitária”, filme do grande diretor indiano Satyajit Ray, Charulata, a esposa (vivida pela linda Madhabi Mukherjee), anda solitária de lá para cá numa casa belíssima e enorme. (mais…)
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A Paixão de Cristo, de Mel Gibson
Cinema
A Paixão de Cristo, de Mel Gibson
21 de maio de 2015 at 03:37 0
Dirigido por Mel Gibson, falado em latim e aramaico e com o ator Jim Caviezel no papel principal, A Paixão de Cristo conta a história das doze últimas horas do fundador do Cristianismo. O filme começa quando Jesus, angustiado e tentado pelo demônio (uma figura andrógina que o acompanha durante praticamente toda a projeção), pede a seus discípulos, no Getsêmani, que velem por ele – o que eles não conseguem fazer, pois pegam no sono. Logo chegam os guardas judeus que vão prendê-lo, e começa o martírio: os guardas amarram-no e dão diversos socos e golpes de correntes. Quando Cristo chega diante do sacerdote Caifás, uma de suas vistas já está estourada e ele enxerga apenas com a outra – que fica aberta, arregalada, até o final do filme, como bem notou Luiz Carlos Merten no Estadão. Os sacerdotes fazem um julgamento sumário: bastou Jesus reconhecer que era o Filho de Deus para que fosse proclamada a blasfêmia. Ele recomeça a apanhar. (mais…)
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Marlon Brando – necrológio
Cinema
Marlon Brando – necrológio
13 de maio de 2015 at 01:36 0
Considerado por muitos o maior ator da história do cinema, Marlon Brando nasceu em 3 de abril de 1924 em Omaha, no estado norte-americano de Nebraska. Tanto seu pai quanto sua mãe eram alcoólatras e relapsos na educação dos filhos, o que causou um trauma que Brando, de certa forma, levou pelo resto da vida. (mais…)
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Limite, de Mário Peixoto
Cinema
Limite, de Mário Peixoto
12 de abril de 2015 at 03:58 0
Já nem lembro direito há quanto tempo assisti Limite, de Mário Peixoto, pela primeira vez. Mas lembro que saí de lá com cara de trouxa. Assim como tinha saído da Cinemateca tantas vezes com cara de trouxa, saí da sessão, mais uma vez, com cara de trouxa. Eu acho que tinha assistido uma documentário sobre este filme muitos anos antes ainda, muitos mesmo. Parece que o documentário falava maravilhas do filme, e do ritmo do filme. Ritmo? Que ritmo? Em Limite não acontecia nada! (mais…)
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