Música

“Eu não acredito nesta banda”
Música, Shows e Espetáculos
“Eu não acredito nesta banda”
20 de outubro de 2015 at 19:52 2
Foi mágico o show da banda carioca Los Hermanos, realizado na noite de 14 para 15 de junho no Cine Música Bar, em Curitiba. A prova maior disto não foi nem a reação extasiada da plateia, nem a seção de autógrafos (os meus eu pedi para a minha filha) com os simpaticíssimos músicos realizada uns vinte minutos após o término, nem mesmo os comentários do guitarrista-baixista Rodrigo Amarante, compositor e cantor da banda junto com Marcelo Camelo, que durante o espetáculo agradeceu a plateia diversas vezes, dizendo coisas como "jamais esperaria uma recepção assim no início da nossa turnê" ou "obrigado a todos vocês - nós voltaremos ainda nesta turnê". Na verdade, eu só tive a plena certeza de que o show de Curitiba foi mágico também para a banda quando vi a reação dos músicos no final: eles se abraçavam emocionados como se fossem jogadores de futebol que tivessem vencido um jogo importante. Eu só lembro de ter visto reações semelhantes no esporte ou em solenidades de entrega de prêmios. Aquilo foi tão inesperado quanto recompensador para nós, da plateia - naquele momento soubemos que devolvemos à banda um pouco da enorme alegria que eles tinham nos dado durante o show. (mais…)
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Los Hermanos – 2002
Música, Shows e Espetáculos
Los Hermanos – 2002
19 de outubro de 2015 at 19:49 0
O Los Hermanos é o grupo do megassuceso Anna Julia - e se tem uma coisa que eles definitivamente não querem ser é a banda da Anna Julia. Na hora de lançar o segundo e muitas vezes fatídico álbum, a gravadora quis um disco com mais dez sucessos semelhantes, para vender bastante e tocar no rádio. O Los Hermanos bateu o pé e quis lançar um álbum chamado Bloco do Eu Sozinho, já, a partir do nome, uma mostra de que eles queriam fazer as coisas do jeito deles. A gravadora, claro, não gostou da brincadeira - mas tudo o que conseguiu foi alterar a mixagem do disco, que acabou saindo praticamente do jeito que o Los Hermanos queria. (mais…)
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Minhas duas músicas preferidas
Música
Minhas duas músicas preferidas
19 de outubro de 2015 at 03:34 0
https://www.youtube.com/watch?v=UANBdod8Nuk https://www.youtube.com/watch?v=DbSfsdS7lkw
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Ouvir Billie Holiday pega bem
Música
Ouvir Billie Holiday pega bem
4 de outubro de 2015 at 07:44 0
Cada música tem um momento ou um estado de espírito para ser ouvida. As canções de Elliott Smith são maravilhosas, mas qualquer um que as ouça durante muito tempo seguido acaba tendo ideias depressivas. Nick Drake e Chet Baker eu gosto de ouvir sem fazer mais nada. Morrissey e Bones me tiram da inércia (e nem sempre quero sair da inércia). Burzum e Glenn Gould são para os momentos de maior concentração, Nirvana e Electric Wizard, para os momentos mais agitados. Bach e os lieder de Schubert são para os instantes mais sérios, Blink 182 e Limp Bizkit, para os instantes mais alegres. E por aí vai. Só tem uma exceção a esta regra: Billie Holiday. Não importa como eu esteja me sentindo - reflexivo ou agitado, triste ou alegre -, ouvir a grande cantora americana de jazz sempre cai bem. Não importa se a gravação é com ela novinha - com a voz ainda límpida - ou se é do final da carreira - quando os anos de abuso de drogas e álcool fizeram sua voz ficar fraca. Não importa se ela está acompanhada por um pequeno conjunto de jazz ou por uma grande orquestra. Não importa se a qualidade de som é boa ou ruim. Não importa se a gravação é de estúdio ou ao vivo.  (mais…)
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Katy Perry
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Katy Perry
2 de outubro de 2015 at 03:19 0
Não acompanho a carreira de cantores como Demi Lovato, Selena Gomez, Miley Cyrus, Justin Timberlake, Rihanna, Nicki Minaj, Bruno Mars, Justin Bieber, Usher, Pitbull, Meghan Trainor. De todo modo, tem gente que estranha (ou acha que estou brincando) quando digo que prefiro qualquer um dos citados à maioria das bandas de rock que eu ouvia na adolescência/início da idade adulta (como New Order, Jesus and Mary Chain, Echo and the Bunnymen, Lloyd Cole and the Commotions, Pixies, Smashing Pumpkins e por aí vai) ou outras bandas atuais de rock (não-metal, obviamente) cujas músicas não consigo ouvir mais do que poucos minutos, como Wilco, Flaming Lips e Arcade Fire. (mais…)
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Olá, José Augusto Lemos
Música
Olá, José Augusto Lemos
28 de setembro de 2015 at 05:39 0
Deixa eu me apresentar: meu nome é Fabricio Muller, tenho 33 anos, sou casado, tenho uma filha e sou engenheiro. Pode ser que você se lembre de mim. Quando você escreveu aquela famosa crítica contra o show do Paul McCartney no Maracanã, você recebeu uma chuva de cartas contra. (E pelo menos uma, a minha, a teu favor!) Eu te escrevi uma longa carta, procurei todas as minhas Bizz antigas, citei todas as muitas críticas que eu tinha praticamente decorado, e completei dizendo que quem falava mal de você não te lia, quem falava mal de você não te conheceu. Você me respondeu a mão dizendo que tinha se emocionado (mesmo - sublinhado) com a carta que eu tinha te mandado. (mais…)
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Bones: “Skinny”
Música
Bones: “Skinny”
27 de setembro de 2015 at 07:07 0
Lançado em setembro de 2014, depois de “Garbage” (de junho) e antes de “Rotten” (de dezembro), só pela “vizinhança” dá para sacar que “Skinny” já é um disco de maturidade de Bones (que tinha 20 anos quando de seu lançamento). Comecemos pelos videoclipes: “USB”  é assustador, mostrando o rapper contando dinheiro sentado na cozinha, além de imagens que parecem vindas de outros clipes (como as luzes de “Deadboy” ou a roupa fosforescente de “HighVisibilityRainCoat”), mas num contexto que parece totalmente deslocado. Seria a tentação demoníaca do dinheiro (ele, que não quer vender músicas)? No já citado “HighVisibilityRainCoat” tudo é escuro, só o rapper é iluminado: o efeito é bacana. Em “TheNoiseInsideMyHead” Bones conta uma história de inveja numa garagem à noite, com imagens mais deformadas do que o usual (a que acompanha este texto dá uma ideia da coisa). Finalmente, “Skinny” é uma vinheta: sim, Bones faz clipes de vinhetas. E este é bem bonito – no sentido "tradicional" da palavra. (mais…)
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Bones: “Whiterapper”, o começo de tudo
Música
Bones: “Whiterapper”, o começo de tudo
15 de setembro de 2015 at 21:24 0
Bones já tinha colocado na internet (de graça, como sempre) muitos de seus vídeos e músicas e naquele longínquo 4 de julho de 2012, quando lançou “Whiterapper”, ainda como Th@ Kid. O centro da capa do disco mostra uma foto do rapper de corpo inteiro; nos dois cantos inferiores são apresentadas fotos em que Bones mostra o dedo do meio: nas três ele porta um colar bem chamativo. Nos dois cantos superiores, alguns negros – aparentemente rappers. Ao fundo, um pouco abaixo do centro, dois carros esportivos. É uma típica capa de disco de rap. Se Bones já tinha lançado muitos vídeos e músicas antes de “Whiterapper”, por que o título deste texto é “Bones: ‘Whiterapper’, o começo de tudo”? E por que 2012 é longínquo, se ainda estamos em 2015? Respondo abaixo. (mais…)
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