Música

Meus discos preferidos: 3. “Revival (Deluxe)” – Selena Gomez
Música
Meus discos preferidos: 3. “Revival (Deluxe)” – Selena Gomez
15 de dezembro de 2016 at 16:28 0
O limite das capacidades humanas sempre me espantou um pouco. Por que eu não sei como vive meu vizinho? O sujeito mora no apartamento abaixo do meu, e eu sequer sei como ele decora a sua casa. Ao mesmo tempo em que não tenho o menor interesse objetivo pela vida alheia, eu me sinto frustrado em conviver diariamente com várias pessoas de quem eu gosto, mas que nem sequer sei como vivem. Se tomam sol na cara quando deixam a janela do quarto aberta, ou se o sol não bate nunca ali. Se usam roupas esfarrapadas em casa ou se tentam manter um mínimo de dignidade. Se preferem dormir de lado ou de bruços. Minha mulher não sabe como é a disposição do escritório em que trabalho, e não conhece pessoalmente a maioria meus colegas. Parece que Selena Gomez é assim também. Eu adoro o clipe de “The Same Old Love”, em que ela está andando no banco de trás de um carro e vê uma série de transeuntes, uns andando de mãos dadas na calçada, outros brigando no carro, e assim por diante. Ela manda o motorista parar, sai andando na calçada e começa a ver algumas pessoas que ela tinha visto antes na rua já nas suas casas, que estão com as janelas abertas. Não é voyeurismo, não é vontade de se meter na vida alheia, não é simples curiosidade: é a frustração por sabermos tão pouco sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. (mais…)
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Country Blues
Música
Country Blues
5 de dezembro de 2016 at 16:14 0
É fato que eu gosto de mais estilos musicais do que deveria. Pop de FM, música de câmara, rap alternativo, raw black metal, algumas poucas coisas de rock, jazz dos anos 50-60, algumas poucas coisas de MPB (especificamente, João Gilberto, Jorge Ben e o Roberto Carlos dos anos 70), metal cachecol, lieder do período romântico, barroco (Bach e Henry Purcell), Frank Sinatra e Charles Aznavour são as coisas que escuto com certa regularidade. (mais…)
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Meus discos preferidos: 4. “Radical Suicide” – $uicideboy$
Música
Meus discos preferidos: 4. “Radical Suicide” – $uicideboy$
1 de novembro de 2016 at 12:47 0
Desde que comecei esta lista de discos preferidos, estou na dúvida sobre qual o disco do duo de rap $uicideboy$ eu deveria colocar aqui. Explico: gosto muito de ouvir suas músicas nas mixtapes (ou discos, tanto faz) que eles lançam, mas o que eu curto mesmo é ouvir as loucuras dos caras com o acompanhamento visual dos seus clipes insanos. A minha dúvida continuou durante muito tempo. Na mixtape “Now The Moon’s Rising” tem “Paris”, um dos melhores raps de todos os tempos, mas será que só esta música justifica sua inclusão na minha lista? “High Tide in the Snake's Nest” tem “Ugly” e “Exodus”, mas será que basta? “Gray/Grey” tem “Clouds As Witness” e “Pontiac $unfire”, mas será? Na mixtape “Yungdeathlillife” tem “All My Life I've Wanted a Chevy”, mas...? E o que dizer de “7th or St. Tammany”, que tem “Rag Round My Skull” e “Dead Batteries”? (mais…)
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“Crônicas – Vol. 1”, de Bob Dylan
Literatura, Música
“Crônicas – Vol. 1”, de Bob Dylan
13 de outubro de 2016 at 10:44 0
A primeira coisa que chama a atenção em “Crônicas – Vol. 1”, espécie de livro de memórias do cantor e compositor Bob Dylan (Editora Planeta, 325 páginas), é o que ele não tem: nele basicamente não costa nenhuma data, e nenhuma ordem cronológica é seguida. Mais do que isto - ao contrário do que poderia se esperar de um livro de memórias de um cantor consagrado - suas músicas mais famosas praticamente não são citadas, os nomes de seus discos não são relacionados, e não há nenhuma descrição objetiva de como foi o caminho para seu sucesso. Nada disso. “Crônicas - Vol. 1” é um livro cuidadosamente dispersivo e que se apoia basicamente em pensamentos, impressões e sensações de Bob Dylan. No livro, a cada capítulo se refere a um episódio ou período de sua vida. No primeiro, “Abrindo o Placar”, o cantor conta como foi emocionante assinar com a Columbia; o segundo, “A Terra Perdida”, fala de algumas coisas importantes de sua formação cultural e de suas primeiras impressões de Dylan em Nova Iorque, recém-chegado da pequena Duluth, Minnesota (o que ocorreu depois da assinatura de contrato com a Columbia: o livro não segue nenhuma ordem cronológica, conforme comentado acima); o terceiro,, “New Morning”, conta sua batalha para não ser um “líder de massas”, como os expoentes da contracultura dos anos sessenta queriam que ele fosse; o quarto, “Oh Mercy”, descreve algumas seções de gravação nos anos 80; finalmente, “Rio de Gelo”, o último capítulo, se concentra basicamente sobre o começo de sua carreira e sobre os artistas que o inspiraram naquela fase. (mais…)
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Meus discos preferidos: 5. “The Stone Roses” – The Stone Roses
Música
Meus discos preferidos: 5. “The Stone Roses” – The Stone Roses
8 de outubro de 2016 at 23:06 0
Eu preferia não ter que fazer, pela enésima vez, a relação de alguma coisa com “Limite”, de Mário Peixoto. Mas é difícil – pelo menos para mim – não comparar o álbum de estreia da banda inglesa The Stone Roses, homônimo, de 1989, com o filme brasileiro clássico de 1931. (mais…)
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Meus discos preferidos: 6. “The Eye of Every Storm” – Neurosis
Música
Meus discos preferidos: 6. “The Eye of Every Storm” – Neurosis
6 de outubro de 2016 at 23:09 0
Eu conheci a banda de metal americana Neurosis no fórum newmetal.com.br. O ano era 2004 ou 2005, “The Eye of Every Storm” tinha acabado de ser lançado e o pessoal lá ficou dividido: muitos acharam que ele era uma obra-prima absoluta, enquanto que, para outros, o disco era irregular demais. Eu mesmo reconheço que álbuns como “Souls at Zero”, “Enemy of the Sun”, “Through Silver in Blood” e “Times of Grace” e “A Sun that Never Sets” são um pouco mais uniformes. De todo modo, a profundidade, a intensidade e a temática de faixas como “A Season In The Sky” são tão únicas que me fizeram incluir “The Eye of Every Storm”, e não outro disco do Neurosis, aqui na minha lista de discos preferidos. (mais…)
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Meus discos preferidos: 7. “the nothing​,​nowhere. lp ” – nothing​,​nowhere.
Música
Meus discos preferidos: 7. “the nothing​,​nowhere. lp ” – nothing​,​nowhere.
22 de setembro de 2016 at 23:35 4
Acho que uma boa definição visual da misteriosa banda americana nothing,nowhere é  o clipe de “deadbeat valentine”. No início o vocalista canta e toca guitarra numa peça que parece ser um porão de uma casa: ele não olha para a câmera, que treme e fica boa parte do tempo atrás de uns pilares. Quando ele finalmente olha de frente, a luz é estranha, seu rosto fica assustadoramente branco e seus olhos parecem dois riscos negros. Tudo isto permeado com imagens e legendas do estilo da Fox News. O clipe dá uma sensação permanente de deslocamento, de algo estranho e fora de lugar. Nada, lugar nenhum. (mais…)
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Curitiba Pop Festival, 2003
Música, Shows e Espetáculos
Curitiba Pop Festival, 2003
16 de setembro de 2016 at 11:37 2
O local Confesso que fiquei preocupado quando soube que o Curitiba Pop Festival seria na Ópera de Arame. Para quem não conhece, o local é belíssimo e todo construído em estruturas metálicas e vidro. A acústica, por outro lado, é péssima. As cadeiras são todas parafusadas no chão e com os assentos em grade metálica - o que seria também muito ruim para um show de rock. Por sorte, nada disso foi empecilho para que o Festival transcorresse bem. O local mostrou-se excelente para o evento, já que as cadeiras todas foram retiradas e várias plataformas de madeira emborrachada foram colocadas no seu lugar, permitindo uma excelente movimentação de todos os presentes - ajudada aliás pela arquitetura do lugar como um todo, com várias escadas e passagens para os pavimentos superiores e inferiores. A acústica, apesar de deficiente, não impediu que se ouvisse bem os bons shows.   (mais…)
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