Música

Meus discos preferidos: 8. “Check Your Head” – Beastie Boys
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Meus discos preferidos: 8. “Check Your Head” – Beastie Boys
7 de setembro de 2016 at 23:01 0
Eu nunca gostei muito de ouvir músicas repetidamente: tanto pelo fato de sempre ter apreciado vários estilos diferentes, quanto por ter medo de me cansar do que estou ouvindo, o repeat nunca foi meu forte – mesmo no tempo dos LPs, poucos foram os discos que ficaram muito tempo seguido no aparelho de som. Nas minhas madrugadas fazendo dissertação de mestrado, meio que deixei este costume de lado: em boa parte do tempo dispendido escrevendo ou programando eu ouvia o CD “Cor de Rosa e Carvão”, de Marisa Monte, no aparelho de som do escritório, ou a fita cassete oficial (acho que nem tinha sido lançado o LP no Brasil) de “Check Your Head”, do grupo de rap americano Beastie Boys, que eu ouvia num aparelho pequeno que tinha apenas rádio e toca-fitas. (mais…)
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Gottfried Heinrich Bach
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Gottfried Heinrich Bach
28 de agosto de 2016 at 02:24 0
O compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) teve sete filhos com a primeira mulher, Maria Barbara, e mais treze com a segunda, Anna Magdalena. Praticamente metade deles faleceu ainda criança e, entre os sobreviventes, quatro se tornaram compositores importantes: Wilhelm Friedemann, Carl Philipp Emanuel, Johann Christoph Friedrich e Johann Christian. (mais…)
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Bones: “PaidProgramming2”
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Bones: “PaidProgramming2”
19 de agosto de 2016 at 17:43 0
Quem sabe Bones não estaria assim tão errado se tivesse chamado seu novo disco, “PaidProgramming2”, de “Powder2”. Do mesmo modo que para “Powder”, de 2015, para “PaidProgramming2” o rapper anunciou meses antes o lançamento do disco, com teasers no Youtube e tudo (quando o “processo” normal dele consiste no anúncio de novos álbuns pouco tempo antes do lançamento na internet – não esqueçamos que Bones sempre distribui de graça suas músicas). Fora isso, os dois discos têm um grande número de faixas (25 para “PaidProgramming2” e 28 para “Powder”) e um clima em geral mais tranquilo do que, por exemplo, aquele das obras-primas “Rotten”, “Garbage” ou “Deadboy”. De todo modo, é interessante ele ter criado um “volume 2” de “PaidProgramming”, um lançamento do já longínquo 2013 (época em que o nosso Elmo já tinha basicamente criado sua identidade artística própria), também mais ou menos tranquilo e com muitas faixas. A capa de “PaidProgramming2”, inclusive, é uma comparação para lá de interessante com a de “PaidProgramming”. Comecemos pelos clipes lançados até agora: “TheCurseOfTheGhost” e “BlackMold” podem se inserir numa tendência recente de seus vídeos que, mesmo utilizando técnicas diferentes (por exemplo, o primeiro foi filmado com tecnologia moderna e segundo foi feito em VHS), utilizam primordialmente as cores preto, cinza, branco e azul (outros exemplos desta tendência são os de “WhereTheTreesMeetTheFreeway”, “TheDayYouLeaveThisPlanetNobodyWillNotice”, “GladWeHaveAnUnderstandig” e “Cholesterol”). Eu particularmente acho uma escolha feliz, e já tinha comentado aqui a beleza do clipe de “OakGroveRoad”, em que a utilização intensiva destas cores é a primeira coisa que chama a atenção. (mais…)
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Meus discos preferidos: 9. “It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back” – Public Enemy
Música
Meus discos preferidos: 9. “It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back” – Public Enemy
12 de agosto de 2016 at 18:38 0
Eu tinha comprado uma coletânea com músicas de vários grupos de hip hop, da qual constavam duas faixas do Public Enemy: “Sophisticated Bitch” e “Timebomb”. Naqueles longínquos anos 80, quando a Revista Bizz falava bem de algum grupo cujos discos não tinham sido lançados por aqui, não me restava nada senão ficar imaginando o som – ou tentar achar alguma coisa numa coletânea, como no presente caso. Pois bem: “Sophisticated Bitch” e “Timebomb” rapidamente se tornaram favoritas lá em casa. A primeira tem uma guitarra de rock ao fundo, e a segunda é um pouco mais pesada que o rap que eu ouvia na época – Run D.M.C., Beastie Boys, Eric B. and Rakim e o que mais passasse na frente. (mais…)
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Meus discos preferidos: 10. “Lisboa” – Madredeus
Música
Meus discos preferidos: 10. “Lisboa” – Madredeus
2 de agosto de 2016 at 11:34 0
Sempre que eu penso no álbum duplo ao vivo “Lisboa”, do grupo português Madredeus, de 1992, eu penso num ápice antes da decadência fatal. Sim, eu sei que é uma impressão injusta: “O Espírito da Paz”, de 1994 e “O Paraíso”, de 1997, são álbuns superiores a “Os Dias da Madredeus” (1987) e “Existir” (1990), cujas músicas servem de base a este monumental “Lisboa”. Mas eu vou tentar me explicar. “Os Dias da MadreDeus”, o primeiro álbum, espanta quem conheceu a banda nos discos seguintes pelo amadorismo das gravações e pela voz – como direi – inexperiente da espetacular Teresa Salgueiro: o fato é que, neste disco, ela parece outra pessoa cantando. Já no álbum seguinte, “Existir”, tudo é mais profissional e a vocalista do Madredeus já era a cantora que passamos a admirar então – e que teve uma carreira absolutamente irretocável até o lançamento de outro duplo ao vivo, “O Porto” (1998), mas esta é outra história. (mais…)
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“7 years”, de Lukas Graham
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“7 years”, de Lukas Graham
8 de julho de 2016 at 17:18 0
Não costumo colocar músicas no repeat. O culpado disto é o Morrissey: ouvi tanto suas músicas (solo e com os Smiths) que hoje elas já não me fazem mais o mesmo efeito que faziam no início nos anos 90 (eu sei que parece papo de maconheiro velho que diz que a erva de hoje não é tão boa quanto aquela que ele usava na juventude - mas eu sou abstêmio, então este papo é só mais uma piada sem graça). Dia destes eu estava ouvindo “7 years”, do dinamarquês Lukas Graham, líder da banda que leva o seu nome. Ouvi uma vez. Duas. Três. Acho que na décima meu alerta “anti-repeat” começou a apitar. Alto. Mas eu lutei contra o alerta, e continuei ouvindo “7 years” durante o resto daquele dia. No dia seguinte, comecei a ouvir a música no início da tarde e… fui ouvindo até anoitecer. Acho que no dia subsequente, com medo de uma recaída (e aqui cabe mais uma piada sem graça), fiquei longe da tentação. De todo modo, contei para minha filha sobre a música e fiquei feliz de saber que ela já era fã. Eu disse que estava pensando em escrever um texto sobre “7 years”, ela gostou da ideia e vem me cobrando desde então. (mais…)
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Carnaval, Papillons, Kinderszenen e  Arabeske, de Schumann, com Nelson Freire
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Carnaval, Papillons, Kinderszenen e Arabeske, de Schumann, com Nelson Freire
2 de junho de 2016 at 16:55 0
Não é fácil ser crítico de música clássica. A Folha de São Paulo, por exemplo, tinha um crítico exclusivo sobre o assunto, Sidney Molina (que acho que não escreve mais lá). O sujeito, obviamente, tem que ter uma formação mínima sobre música erudita, o que requer bastante estudo e tal. É por isto que eu fico meio envergonhado quando leio algum texto antigo meu falando sobre música clássica. Tudo bem ser diletante, mas este assunto requer um conhecimento mais aprofundado que eu não tenho. Mas, enfim, não resisto. (mais…)
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“Dirty Mind”, de Prince
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“Dirty Mind”, de Prince
26 de abril de 2016 at 22:53 0
Para homenagear a memória do grande Prince eu poderia ter escolhido qualquer dos álbuns que ele lançou entre 1980 e 1988, com exceção de “Parade” e “Around the World in a Day”. Realmente, não é qualquer músico que lança, em tão curto espaço de tempo, álbuns como “Dirty Mind”, "Controversy", "1999", "Purple Rain", "Sign O' The Times" e “Lovesexy”. Depois deste último, de 1988, seus discos passaram a ter cada vez mais momentos de megalomania e as faixas realmente boas, que eram a grande maioria, começaram a rarear. Eu mesmo acompanhei de perto os álbuns lançados entre "Batman", de 1989, e "Chaos and Disorder", de 1996, e não creio que nenhum dentre estes chegue perto dos anteriores em termos de qualidade. Como muita gente, acabei deixando os discos novos de lado: pode ser que tenha muita coisa boa entre "Emancipation", de 1996, e "HITnRUN Phase One", de 2015, mas não posso dizer com certeza. (mais…)
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