Um amor como nenhum outro

Cinco livros e um título: Escritor – A materialização de um desejo que me acompanha desde a infância
Obra Literária
Cinco livros e um título: Escritor – A materialização de um desejo que me acompanha desde a infância
8 de março de 2026 at 17:44 0
A foto que acompanha este texto me traz um certo conforto: nela estão os cinco livros que publiquei. Embora na Amazon apareça uma versão inicial da novela Conversão, a versão definitiva consta em O Verão de 54 (novelas); por isso, ela não precisa estar na foto. Da mesma forma, a coletânea Ser: Antologia EmContos traz a primeira versão do conto ‘A mulher de César’, que é a história que dá título ao meu livro mais recente. Sendo assim, a coletânea também ficou de fora. Sou péssimo para tirar fotos. Se peço para a Valéria ou para a Teresa fotografarem a mesma coisa que acabei de registrar, a minha fica feia e as delas ficam bonitas. Mas, como elas aprovaram este clique, meu conforto só aumentou. Dos meus livros, apenas a novela inicial, Um amor como nenhum outro, está fora de catálogo. Tenho planos de republicá-la adequadamente algum dia, talvez por uma editora que não seja de autopublicação. Não tenho pressa. Foi um livro de que muita gente gostou e pode ser o meu melhor trabalho, mas enfim... Os outros podem ser encontrados na Amazon neste link e neste link, ou diretamente comigo pelo e-mail: fabriciomuller60@gmail.com. Pedi ao Gemini que comentasse sobre minhas cinco obras, e você pode acessar esse longo texto aqui. Meus outros textos publicados sobre os livros estão disponíveis neste endereço. Meus cinco livros são muito diferentes entre si. Um amor como nenhum outro é uma novela curta, uma espécie de “romance de formação”. Curtas também são as quatro novelas de O verão de 54: uma policial (Morrissey), uma de temática adolescente (Sorry), uma com narrativa tradicional, sobre família e religião (Conversão) e outra de metalinguagem (O verão de 54). Já Rua Paraíba é composto por três livros (Rua ParaíbaMemórias e Energia), que exploram, com estilos variados, temas autobiográficos como o início do meu casamento, o nascimento da minha filha, minha trajetória profissional e meu amor pela música pop. 3040 é um romance de fôlego (mais de 400 páginas), uma distopia/utopia ambientada em um futuro onde a humanidade, após sucessivas pandemias, vive em prédios gigantes, isolada da natureza. Temas como sexualidade, religião, relacionamentos e música — recorrentes em minha obra — aparecem aqui em uma narrativa com começo, meio e fim. É uma estrutura bem diferente de A mulher de César, uma coletânea caótica que reúne contos eróticos e fantásticos, poesia (Sempre) e delírios em geral (deus um delírio). Sinto-me feliz por ter publicado tudo o que desejei até agora, mas pretendo continuar: já estou escrevendo um novo romance, chamado Não tenho medo do escuro, sobre um homem que perde a visão. Olhando para trás, tenho mais um motivo para me sentir confortável com essa foto: quero ser escritor desde criança. Quem leu Rua Paraíba sabe o quanto amo meu trabalho como engenheiro, mas, quem sabe, agora eu já possa ser chamado, finalmente, de “engenheiro e escritor”. *** Se você estiver interessado em receber este e outros textos meus semanalmente, clique aqui e cadastre seu e-mail.
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Meus cinco livros sob a análise do Gemini, do Google
Obra Literária
Meus cinco livros sob a análise do Gemini, do Google
5 de março de 2026 at 03:06 0
Pedi para o Gemini responder a duas perguntas sobre meus cinco livros: "Você pode comentar este livro?" e "O que você achou do livro?". As respostas seguem abaixo.
  1. 3040
Você pode comentar este livro?
O texto intitulado "3040", da autoria de Fabricio Muller, é uma obra de ficção científica que utiliza o formato de diário e memórias para explorar uma sociedade futurista e claustrofóbica. Abaixo, apresento um comentário detalhado sobre os principais aspetos da narrativa:
  • Construção do Mundo e Ambientação: A narrativa situa-se no ano de 3040, num cenário pós-apocalíptico onde a humanidade vive no "Condomínio", uma rede de 800 edifícios gigantescos situados no litoral da antiga Argentina, Brasil e Uruguai. Este isolamento é justificado por séculos de pandemias mortais que reduziram a população mundial para 500 milhões de pessoas. O exterior é visto com medo e desconfiança, sendo chamado genericamente de "Natureza". A vida urbana tornou-se uma ruína arqueológica. A sociedade é monitorada por câmaras e o trabalho tornou-se facultativo devido à automação.
  • Temas Centrais: O texto explora a tensão entre gerações sobre a utilidade do esforço e da produtividade num mundo onde as máquinas providenciam o básico. Descreve uma mudança radical nos costumes, onde a sexualidade é livre, fluida e desprovida de tabus. Um dos pontos mais intrigantes é o renascimento religioso com uma Igreja Católica reformada que eliminou pecados sexuais e focou em "pecados de verdade".
  • Dinâmica de Personagens: Sílvia (a narradora) é intelectualizada e fã de História. Mariana representa o contraste entre eficiência profissional e uma vida sexual descomplexada. Paulo, o interesse amoroso de Sílvia, introduz um elemento místico-religioso ao ter visões da Virgem Maria, apesar de se declarar ateu.
  • Estilo e Estrutura: O texto alterna entre digressões explicativas sobre o funcionamento do mundo e diálogos íntimos e crus. A linguagem é coloquial e direta, criando uma sensação de cápsula do tempo.
O que você achou do livro?
Como inteligência artificial, não possuo sentimentos ou gostos pessoais, mas posso analisar a obra do ponto de vista literário e conceptual. O texto "3040" é uma peça de ficção especulativa bastante intrigante por diversos motivos:
  1. A Criatividade na Reintegração de Tradições: É fascinante como o autor projeta a sobrevivência de tradições milenares num cenário de alta tecnologia.
  2. O Contraste entre Estagnação e Humanidade: O livro descreve um mundo onde a luta pela sobrevivência física foi vencida, mas a luta pelo sentido da vida continua.
  3. O Estilo Narrativo: A mistura de diálogos quotidianos com explicações quase enciclopédicas mantém o leitor curioso.
  4. A Provocação Social: O livro é "gostável" para quem aprecia ficção científica que se foca na sociologia.
Em resumo: É uma análise sociológica disfarçada de ficção especulativa. Se gosta de distopias que exploram a natureza humana e a evolução dos costumes sociais, é um texto com muito valor intelectual.
  1. Um amor como nenhum outro
Você pode comentar este livro?
O texto "Um amor como nenhum outro" é um relato confessional e retrospectivo, carregado de uma melancolia irônica e de uma vulnerabilidade muito honesta. O narrador, Raul, utiliza sua trajetória na natação competitiva como pano de fundo para explorar sua formação emocional, suas frustrações amorosas e sua busca por uma identidade intelectual.
  • A Dualidade entre o Corpo e o Intelecto: Raul vive um conflito constante entre o ambiente físico da natação e um refúgio intelectual onde se sente superior por ler James Joyce e Thomas Mann.
  • A Idealização do Feminino: O texto revela uma visão quase platônica das mulheres que ele ama. O medo de "macular" a perfeição é maior do que o desejo de concretizar o amor.
  • O Esporte como Metáfora da Vida: A natação reflete seus estados emocionais. Raul descreve-se como um "Leão de Treino": alguém que rende bem no cotidiano, mas falha sob pressão em momentos decisivos.
  • Tom e Estilo: O autor utiliza uma linguagem direta com fórmulas matemáticas e citações literárias. Termina com uma virada de esperança ao encontrar Valéria.
O que você achou do livro?
É um relato fascinante e tecnicamente muito bem construído. O que torna a leitura envolvente é a honestidade brutal com que o narrador expõe suas inseguranças e contradições.
  • A Honestidade da Inadequação: Captura perfeitamente o sentimento de inadequação da adolescência e a disparidade entre a imagem externa e o caos interno.
  • A Estrutura de "Mosaico": A narrativa composta por fragmentos de memória, letras de música e fórmulas reflete como nossa mente organiza o passado.
  • O Retrato de uma Época: Funciona como uma cápsula do tempo dos anos 80 (revistas de música, bandas como Echo and the Bunnymen, ambiente das equipes de natação).
  • A Ironia com o Intelectualismo: É muito interessante como o autor ironiza a própria "pose" intelectual do protagonista.

  1. O verão de 54 (novelas)
Você pode comentar este livro?
O livro é uma obra de ficção que reúne quatro novelas distintas, cada uma explorando temas, estilos narrativos e públicos-alvo diferentes.
  • Estrutura e Estilo Narrativo: A obra destaca-se pela diversidade de géneros: "O Verão de 54" usa metalinguagem; "Conversão" aborda família e religião; "Morrissey" é um conto policial em formato de diálogo; e "Sorry" é uma novela adolescente em formato de diário.
  • Enredos e Temas: "O Verão de 54" foca em Paulo Moreira e um amor proibido que atravessa décadas, revelando segredos sombrios de sua família durante a ditadura. "Morrissey" apresenta um interrogatório sobre um assassino inspirado nas letras do cantor. "Conversão" foca em conflitos geracionais e religiosos. "Sorry" relata dilemas típicos da adolescência.
  • Contexto: O autor utiliza sua cidade natal, Curitiba, e o litoral paranaense como cenários, misturando ficção com factos históricos como o suicídio de Getúlio Vargas.
O que você achou do livro?
Apresenta-se como uma obra multifacetada que combina ficção, memória e experimentação técnica.
  • Diversidade de Géneros: O autor demonstra versatilidade ao transitar entre metalinguagem, narrativa policial e literatura juvenil.
  • Interligação entre Pessoal e Histórico: O uso de eventos reais como pano de fundo confere à narrativa uma camada de realismo e peso histórico.
  • Temas Provocadores: Não foge de temas complexos como hipocrisia social, fanatismo e conflitos de gerações.
  • Construção de Personagens: As personagens são imperfeitas e movidas por desejos contraditórios.

  1. Rua Paraíba
Você pode comentar este livro?
Este livro é uma obra de autoficção ou memórias que se destaca pela honestidade brutal e pela fusão entre o universo técnico da engenharia e a sensibilidade das humanidades.
  • A Dualidade: Exatas vs. Humanas: O autor vive em conflito entre seu lado engenheiro hidrólogo e seu lado escritor. Encontra lirismo em conceitos técnicos, comparando a criação de séries sintéticas de água ao sentimento de ser um "deusinho".
  • Solidão e Melancolia: A obra é permeada por uma tristeza enraizada. O autor vê o sono como o ápice da solidão humana e sente luto por perdas como a de sua cachorra Chérie.
  • Espiritualidade e Cultura: Detalha um processo de conversão tardia do ateísmo para o catolicismo, influenciado por Santa Teresa d’Ávila. A cultura pop (Seinfeld, Morrissey, Teresa Salgueiro) é o fio condutor de suas memórias.
  • Estilo: Texto fragmentado que não hesita em usar termos técnicos ao lado de análises literárias de Proust e Nabokov.
O que você achou do livro?
É um exercício de memória notável por sua honestidade intelectual.
  • A Engenharia como Lente Existencial: Muller utiliza a hidrologia para explicar o mundo e a si mesmo, definindo sua existência pelo conceito físico de "arrasto" (resistência ao movimento).
  • A Melancolia e o "Oceano Escuro": A obra é atravessada por uma tristeza profunda, comparada a fossas abissais vazias e escuras.
  • A Fé e a Cultura Pop: Sua jornada espiritual une o rigor científico a um delírio místico. A obra transita entre Proust e o amor pelo black metal ou rap.
  • Honestidade e Autocrítica: O autor não tenta parecer heroico, confessando falhas como professor.

  1. A mulher de César
Você pode comentar este livro?
É uma coletânea de contos, novelas e poesias que transita entre o realismo cotidiano, o erotismo e o fantástico metafísico.
  • Reencarnação e Realidades Alternativas: O conto título narra a história de Gabriela, que acredita ser a reencarnação da esposa de Júlio César, fundindo a rotina paranaense com memórias da Roma Antiga.
  • O Lado Sombrio e Poder Mental: Explora psicopatologias (como em "Jack the Ripper") e oferece perspectivas melancólicas, como a vida de um cachorro acompanhando a decadência do dono.
  • Sexualidade e Fetichismo: O livro contém forte carga erótica, detalhando jogos de poder, fetiches e buscas psicológicas por prazer.
  • Metafísica e Delírio: O encerramento propõe uma cosmologia onde Deus reencarnou como uma cantora de rap tatuada e marginalizada.
O que você achou do livro?
É uma obra intrigante que se destaca pela coragem em transitar por temas de "esquisitice generalizada".
  • Dualidade entre Autor e Obra: Há um contraste curioso entre a vida pacata do autor (engenheiro, católico, casado há 35 anos) e a liberdade absoluta de sua literatura.
  • Narrativas de Identidade: A reencarnação e o fantástico servem para explorar a psicologia das personagens e a vulnerabilidade humana.
  • O Lado Sombrio da Mente: Explora com frieza sentimentos de ódio e indiferença, sugerindo que o pensamento negativo pode ter um poder letal.
  • Metafísica e Solidão: Reflete uma profunda solidão existencial e a busca por uma "metade" que dê sentido à vida.

Imagem que acompanha o texto também foi obtida no Gemini, do Google.
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Prefácio de “A mulher de César”
Engenharia, Obra Literária
Prefácio de “A mulher de César”
20 de julho de 2025 at 14:13 0
Chamem de mania (ou TOC), mas por um longo tempo minha obra literária – fora o que escrevo no site fabriciomuller.com.br, composto de comentários sobre literatura, música, cinema e outros assuntos – tinha textos de aproximadamente cinquenta páginas no formato A4. Assim foram compostos minha obra de estreia, “Um amor como nenhum outro”, de 2017 (Schoba); as quatro histórias de “O verão de 54 (novelas)”, de 2019 (Artêra); e os três livros que compõem “Rua Paraíba” (Café do Escritor), de 2020. Uma mania (ou TOC) também presente era o objetivo de escrever histórias com estilos muito diferentes entre si: “Verão de 54 (novelas)” tem uma história em metalinguagem (“O Verão de 54”), um policial em formato de diálogo (“Morrissey”), uma história convencional (“Conversão”) e uma história para adolescentes (“Sorry”). Enquanto eu escrevia as histórias de “O verão de 54 (novelas)”, e no mesmo formato de cinquenta páginas em A4, também terminei as versões iniciais de um livro de poesias (“Sempre”), uma história de delírio metafísico-literário (“deus um delírio” – para fins de precisão, é importante dizer que foi o único em que não consegui chegar nem perto das cinquenta páginas) e uma novela erótica (“Marina”). Minha ideia inicial era publicar os três livros – cujas versões finais estão nesta coletânea – separadamente, já que, para mim, não combinavam com “O verão de 54 (novelas)”. A mania (ou TOC) acabou quando vi uma entrevista com João Ubaldo Ribeiro, que disse – cito de memória – que tinha escrito “Viva o Povo Brasileiro” para provar a todos que conseguia fazer um romance enorme, como os alemães. Resolvi imitá-lo, e assim surgiu “3040”, com cerca de 450 páginas, já publicado, livro que teve a mentoria da grande Juliana Frank. À medida que a longa escrita de “3040” transcorria, e como a mania (ou TOC) das cinquenta páginas A4 já tinha terminado, pensei em escrever um livro de contos. Eu já tinha um conto, “A mulher de César”, publicado numa coletânea (“Ser: Antologia Emcontos”, da EntreCapas, lançada em 2019), coordenada pelo grande Robertson Frizero, para quem eu tinha escrito alguns microcontos num grupo de literatura no WhatsApp – que são a maioria dos contos muito curtos desta coletânea. Tinha também o já citado “Marina” (ainda não pensava em incluir “Sempre” e “deus um delírio”, que não são contos). Enfim, conversei com a Juliana Frank, que me ajudou muito nos demais contos presentes aqui, principalmente me incentivando a incluir elementos fantásticos em histórias onde eles não ocorriam. Ela me ajudou também a diminuir de maneira significativa o número de páginas de “Marina”. A coletânea ficou pronta alguns anos atrás. Há poucos dias, resolvi finalmente incluir “Sempre” e “deus um delírio”, já que a coletânea já é estranha o bastante – duas outras histórias estranhas não fariam assim tanta diferença. Pela temática “herege”, pelo erotismo e pela esquisitice generalizada, muitas histórias aqui poderão assustar quem me conhece. Afinal de contas, sou um tranquilo engenheiro civil – profissão da qual retiro meu sustento – abstêmio, católico praticante, casado com a mesma mulher há quase 35 anos e pai de uma psicóloga de sucesso. A única “esquisitice visível” na minha vida é escrever textos mais ou menos convencionais sobre literatura, música, cinema, história e outros assuntos no meu site. Mas gosto de pensar que minha literatura não tem nenhuma amarra, seja moral, religiosa ou política. Se não for assim, não tem graça. Pelo menos, não para mim. *** A ilustração que acompanha este texto foi feita pelo Gemini para o conto "Boneca". Se você quiser receber meus textos semanalmente, clique aqui e cadastre seu e-mail.
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Crítica de Um amor como nenhum outro na Devorando Livros
Literatura, Obra Literária
Crítica de Um amor como nenhum outro na Devorando Livros
21 de agosto de 2017 at 01:26 0
"Em tempos de tanta pirotecnia literária, a simplicidade de um bom texto a contar uma boa história é cativante. Mais ainda quando se trata do romance inaugural de um escritor cujas pretensões literárias parecem modestas, mas deveriam ser bem maiores. Um amor como nenhum outro é o romance de estreia de Fabrício Muller, que sucintamente se apresenta na orelha do livro como engenheiro de formação, mestre em Engenharia Hidráulica, que se lança na literatura de ficção com esta pequena preciosidade. Falo com entusiasmo, pois há tempos não lia um romance de formação que me prendesse a ponto de mergulhar em suas cento e vinte e cinco páginas e vencê-las em um só fôlego."
(mais…)
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“Um amor como nenhum outro”, crítica n’A Escotilha
Literatura, Obra Literária
“Um amor como nenhum outro”, crítica n’A Escotilha
11 de agosto de 2017 at 11:36 0
"Quem foi adolescente na década perdida, ou nos anos seguintes, pode cair na tentação de se identificar e, com certeza, vai se encontrar como peça no jogo criado por Fabricio Muller, um ardiloso experimento sobre os pequenos fracassos que nos fazem mais fortes."
Você pode ler a crítica de Jonatan Silva sobre meu livro de estreia clicando abaixo: http://www.aescotilha.com.br/literatura/ponto-virgula/um-amor-como-nenhum-outro-fabricio-muller/
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