Séries

Tabula Rasa

7 de abril de 2019 0
fonte: Netflix

A situação de Annemie D’Haeze (Veerle Baetens, sensacional) está para lá de complicada: teve um acidente de carro que a fez perder toda a memória dos acontecimentos ocorridos antes dele, e é acusada do desaparecimento de um rapaz que ela nem se lembra de ter conhecido. Esse é o mote principal de “Tabula Rasa”, brilhante série belga da Netflix, produzida em 2017, com nove episódios de cerca de 50 minutos cada um.

“Tabula Rasa” é contada pelo ponto de vista de Annemie, e o espectador sofre junto com ela – como não se sabe o que aconteceu, basicamente todos os personagens são suspeitos, a incerteza é uma constante e os fatos são contados de maneira diferente à medida que a série transcorre – e há espaço até para o sobrenatural. Tanto as atuações dos atores, como o desfecho da história são brilhantes. Não tem como recomendar demais “Tabula Rasa”.

Como comentário complementar, tenho notado como as séries não americanas da Netflix têm atuações, em média, melhores que as suas correspondentes americanas. Posso destacar nesse sentido as séries “Dark” (Alemanha), “Fauda” (Israel), “Nobel” (Noruega), “The End of the F***ing World” (Reino Unido). A razão disto deve ser, simplesmente, a quantidade: como os Estados Unidos produzem a grande maioria das séries da Netflix, é inevitável que a qualidade média da atuação acabe diminuindo um pouco, enquanto que os outros países podem caprichar mais nesse sentido.

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