Música

Texto antigo sobre “A Crow Left Of The Murder”, do Incubus
Música
Texto antigo sobre “A Crow Left Of The Murder”, do Incubus
4 de dezembro de 2017 at 16:18 0
Banda californiana formada no início dos anos 90, o Incubus despontou para o sucesso quando começou a excursionar com grupos como Limp Bizkit, Coal Chamber, Korn e Papa Roach - e deve ser por isto que alguns ainda insistem em colocar o rótulo de nü metal neles. Se nos primeiros e mais pesados álbuns da banda (Fungus Amongus e S.C.I.E.N.C.E, respectivamente de 1995 e 1997) este epíteto já não lhes cabia direito dada a multiplicidade de influências, os subseqüentes (Make Yourself e Morning View, de 1999 e 2001) definitivamente não podem ser chamados de discos de "novo metal". Ambos são bons discos de rock, com bastante punch e que não apresentam as características do estilo que a crítica ama odiar. (mais…)
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Justin Bieber – Allianz Parque, São Paulo (1/4/2017)
Música, Shows e Espetáculos
Justin Bieber – Allianz Parque, São Paulo (1/4/2017)
8 de novembro de 2017 at 17:13 0
Foi com “Purpose”, disco de novembro de 2015, que Justin Bieber começou a querer ser tratado como um artista sério. Seu quarto álbum de estúdio é uma deliciosa mistura de faixas dançantes (“Get Used To It”, “Been You”), melancólicas (“Trust”, “Life Is Worth Living”, “Purpose”), delicadas (“What Do You Mean”, “Children”). O melhor são as mais viajantes, em que a rica produção musical parece querer levar o ouvinte para um lugar distante e bonito (“The Feeling”, “Where Are Ü Now”, com Jack Ü, “I’ll Show You”). Tudo isto com a belíssima interpretação de Justin Bieber, cantor de recursos vocais limitados, mas de timbre único. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 5. “The Way”, de Ariana Grande (feat Mac Miller)
Música
Minhas músicas preferidas: 5. “The Way”, de Ariana Grande (feat Mac Miller)
5 de novembro de 2017 at 13:37 0
Existem músicas do Morrissey que eu não curto. Existem músicas do Bones que eu não curto. Músicas dos $uicideboy$ que eu não curto. Músicas dos Stone Roses que eu não curto. Músicas do The Weeknd que eu não curto. Nada demais, né? Todo o mundo não curte algumas faixas de seus músicos preferidos. (mais…)
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Texto antigo sobre dois DVDs de Morrissey
Música
Texto antigo sobre dois DVDs de Morrissey
1 de novembro de 2017 at 10:54 0
É interessante observar as diferenças existentes entre os dois DVDs com videoclipes de Morrissey lançados recentemente no Brasil pela EMI.  (mais…)
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“Unrendered”, de Bones
Música
“Unrendered”, de Bones
22 de outubro de 2017 at 18:28 0
Lembro nitidamente do impacto da primeira audição das três primeiras faixas (sem contar a vinheta inicial, “Importing”) da mixtape “Unrendered”, lançada por Bones em abril de 2017: “CtrAltDelete” (em que ele canta “eu prefiro ser aquele que eles odeiam do que aquele que eles acham que é amigável”, frase muito mais verdadeira que qualquer “Imagine” da vida), “SystemPreferences” e “MissingProjectFiles”: a primeira é uma das melhores músicas de toda a carreira do rapper, com um tema melancólico inesquecível ao fundo; a segunda é um rap de impacto hipnótico que Bones faz como ninguém; e a terceira tem uma levada repetitiva e suave que faz com que o ouvinte tenha vontade de colocá-la no repeat por dias. Sem exagero, um LP só com essas três faixas bastaria (e como!) para justificar seu lançamento. E tem os clipes, claro: no sensacional “TakingOutTheTrash”, gravado de maneira convencional, Bones anda em meio à sujeira embaixo de um viaduto – parece São Paulo, aliás – enquanto canta que nunca usa Xanax porque “comprimidos são para otários” – o que deixou $crim, dos $uicideboy$, irritado porque achou que esta era uma indireta de Bones à sua (maravilhosa, na minha opinião) banda; já “SunnyDay” mostra Bones, em VHS, num casarão que deve ser aquele em que está morando em Los Angeles: sim, o homem ficou rico (e não foi por falta de torcida minha!) e agora vai fazer turnês pela Rússia e União Europeia. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
Música
Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
6 de setembro de 2017 at 23:17 0
A culpa é do Bones. A primeira música que ouvi do rapper – juntamente com o primeiro clipe – foi “Casey Jones” e a minha impressão, profunda, foi imediata. Isto já faz mais de três anos. Sua obra é tão vasta e impressionante que, à medida que eu ia escutando mais e mais Bones, passei a ouvir outras coisas na mesma linha – notadamente $uicideboy$ e Ashley All Day - e fui deixando de lado os estilos que eu mais curtia na época, o metal e o jazz. Assim, para mim foi uma surpresa quando, recomendado pelo meu amigo Pedro Alves, recentemente fui dar uma conferida no clipe da música “Ontzieling”, da banda belga de black metal Wiegedood - e fiquei embasbacado. Sim, o vídeo, escuro, no qual um sujeito encapuzado e solitário monta um estranho símbolo de madeira (o mesmo que acompanha este texto), lembra os melhores de Bones. Mas o melhor da coisa era mesmo a música: um black metal violento, agressivo, com uma bela melodia ao fundo e um vocal profundo, berrado e assustador - melhor, basicamente, que todo o black metal que eu já tinha ouvido antes, e olha que já ouvi muito black metal nesta vida. (mais…)
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Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
Música
Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
6 de setembro de 2017 at 22:56 0
A Importância de Ser Prudente é considerada a melhor peça de Oscar Wilde, o grande ídolo literário de Morrissey. Foi, portanto, um trocadilho óbvio – porém feliz – o título do documentário que o canal inglês Channel Four apresentou em 19 de junho de 2003 sobre o ex-frontman dos Smiths: The Importance Of Being Morrissey (A Importância de ser Morrissey). (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
Música
Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
25 de julho de 2017 at 21:06 0
Para você ver como às vezes a pessoa pode ser preconceituosa sem se dar conta. Se uns anos atrás alguém me contasse que um dos meus raps preferidos seria cantado por uma mulher branca, eu provavelmente riria na cara da pessoa. A partir disto, dá para imaginar o meu espanto quando Leonardo Gama, sempre ele, me mostrou o clipe de “Go Hard (La.La.La)”, da rapper Kreayshawn – claro, branca. Eu assistia e assistia àquele clipe – lançado em 2012, acho que foi naquela época mesmo que o conheci – sem acreditar direito que um muro de preconceito imbecil contra mulheres (não gostei das poucas rappers que ouvi) E brancos (tinha Eminem, aprovado por negros, e Beastie Boys, mais indie que qualquer outra coisa, que não contavam) no rap estava sendo destruído inapelavelmente num clipe avassalador de três minutos e pouco. O vídeo de “Go Hard (La.La.La)” era totalmente diferente de tudo o que eu já tinha visto até então. Só Kreayshawn, morena, que canta, mas outra rapper, Lil Debbie, loira, fica o tempo fazendo palhaçadas ao lado dela. A principal influência do clipe são histórias em quadrinhos: a rapper e sua amiga aparecem em cenários coloridos, no meio de desenhos de olhos enormes, sorvetes e doces gigantes, pessoas fantasiadas de animais, grafites, páginas de jornal, automóveis de fantasia; elas mesmas são enquadradas fazendo parte de HQs coloridas e alucinadas. Neste cenário infanto-juvenil, Lil Debbie realmente parece fazer parte de um especial para crianças e adolescentes – mas Kreayshawn nem tanto, com sua postura ao mesmo tempo divertida e desafiadora, que só dá mais charme para a coisa toda. Nada disso seria memorável, claro, se não fosse o som: “Go Hard (La.La.La)” é pesada, divertida, grudenta, com um refrão matador – tem até umas batidas de rap e scratches típicos dos anos 80 lá pelo final da música. Um deslumbre. (mais…)
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