Patrick Modiano

“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
Literatura
“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
2 de novembro de 2015 at 06:33 0
Eu lembro de ter ouvido ou lido, anos atrás, a notícia de que o político israelense Shimon Peres lia alguns romances de escritores locais antes de viajar para algum país que não conhecia. Creio que ele achava que a literatura mostrava aspectos que outros meios – como a história ou o jornalismo – não conseguiam registrar. Realmente, é inegável que a leitura de Balzac ajuda – e muito – a entender a vida e a política da Restauração e da Monarquia de Julho na França do século XIX, assim como os livros de J.M. Coetzee dão uma visão “de dentro” da África do Sul no período do apartheid. (mais…)
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Três romances
Literatura
Três romances
12 de julho de 2015 at 21:19 0
O primeiro livro que li do romancista israelense David Grossman  foi o espetacular e longo (650 páginas) “A mulher foge”. Se o título se refere à história da mãe que fugia de casa de medo de receber a notícia de que seu filho tinha morrido na guerra, o que mais chama atenção no romance é o estranho triângulo amoroso (a referida mãe, o marido e um antigo namorado) num Israel permeado por guerras sangrentas. Não me lembro de ter lido um romance em que as amizades – a despeito de tudo – sejam tão fortes e poderosas. Depois desse começo alvissareiro, tentei o também longo (530 páginas) “Ver: amor”. Começou bem, mas depois de mais de cinquenta páginas descrevendo o caminho do cadáver de um escritor judeu assassinado pelos nazistas nas profundezas do oceano (!), desisti. Linguagem poética tem lá seus limites. (mais…)
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Patrick Modiano, Prêmio Nobel de 2014
Literatura
Patrick Modiano, Prêmio Nobel de 2014
11 de julho de 2015 at 08:25 0
Já estou me acostumando, todos os meses de outubro, a esperar o Prêmio Nobel de Literatura. Os vencedores dos últimos anos, de maneira geral, são escritores dos quais eu nunca tinha ouvido falar: Mo Yan, Alice Munro, Tomas Transtörmer, Herta Müller. Sempre tenho curiosidade de conhecer alguma coisa dos vencedores mas, na maioria das vezes, a preguiça vence (dos citados acima, li alguns romances de Herta Müller - alguns excelentes, outros nem tanto). Coisa diferente aconteceu com o vencedor deste ano, Patrick Modiano (do qual também nunca tinha ouvido falar). (mais…)
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