Literatura

“Diário de um velho louco”, de Junichiro Tanizaki

5 de maio de 2019 0

“Não tenho nenhuma intenção de me apegar tenazmente à vida, mas uma vez que continuo vivo, não posso deixar de sentir atração pelo sexo oposto.” Esta frase, obtida do romance “Diário de um velho louco” (Estação Liberdade, 208 páginas, tradução do japonês de Leiko Gotoda), de Junichiro Tanizaki (1886-1965), é tão representativa do livro que estampa, solitária, sua contracapa.

Tokusuke Utsugi é um senhor de 77 anos, que vive com a esposa, uma enfermeira, seu filho Jokichi e a mulher dele, Satsuko. Apesar de impotente e com a condição física bastante deteriorada, o desejo sexual do patriarca da família Utsugi pela nora Satsuko vai ficando cada vez mais exacerbado à media que transcorrem os dias. Ele não esconde dela seu desejo, e vai conseguindo um favorzinho dela aqui, outro ali. Não dá para contar mais para não estragar a surpresa.

“Diário de um velho louco” é, em sua maior parte, escrito na forma do diário do próprio Utsugi e é fascinante na descrição da obsessão sexual do idoso pela nora. Uma obra-prima.

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