As onze melhores de Bones
Música

As onze melhores de Bones

15 de julho de 2018 0

Estava ouvindo Bones com a Valéria no carro quando tocou “Spirulina”, um rap hipnotizante e poderoso, acompanhado por um clipe sombrio. Falei para ela que esta música entraria numa lista de dez melhores músicas do Bones… mas não tinha pensado nas outras. Ainda.

Por sorte, eu não sou daqueles que fica desesperado ao fazer listas. É óbvio que numa relação de dez melhores músicas do Bones, muita coisa ficaria de fora. Muitas mesmo. A produção do rapper, como sabemos, é insana e de qualidade extrema. Então, a lista que vou apresentar foi feita com insegurança, mas tenho a meu favor o fato de que, basicamente, as músicas relacionadas são as primeiras que me vieram à cabeça.

A lista tem onze melhores, e não dez, por causa de “Ca$eyJone$”, da mixtape Whiterapper, que não está no Spotify – e a ideia aqui é criar uma playlist, cujo endereço está no final deste texto. Lançada no longínquo 2012, ainda como Th@ Kid, “Ca$eyJone$” foi o primeiro rap de Bones que ouvi, num vídeo (que mostra um Bones jovem e irado, num dia de sol em uma casa caindo aos pedaços) que continuo visitando até hoje.

Vamos às outras dez, sem ordem de preferência:

  • “Spirulina”, de Rotten (2014): claro, foi a música que começou esta brincadeira.
  • “CtrlAltDelete”, de UNRENDERED (2017): a base deste rap é das coisas mais lindas que já ouvi na vida.
  • “Corduroy”, de Garbage (2014): um som poderoso, em que Bones mostra o grande cantor que é. O clipe é espetacular. “Get out the cold, get out the cold / Life’s too tough, bitch, please let me know”.
  • “Air”, de Creep (2013): a segunda música de Bones que ouvi, para você ter uma ideia de como foi marcante. Uma balada linda e melancólica, assim como o vídeo, gravado em VHS.
  • “HollisterJeans”, de Skinny (2014): sei lá, só ouvindo mesmo. “I make ’em freeze like Cabella’s / When I come around, I don’t know how you could be jealous”.
  • “TheDifferenceBetweenUs”, de Banshee (2015): eu gosto de imaginar que o clipe e o som desta música, coloridos e divertidos, são uma homenagem a rappers como Ashley All Day e Kreayshawn, favoritas aqui da casa. Sei lá se não estou viajando nessa.
  • “EmptyTrash”, de FAILURE (2017): já escrevi aqui, e repito, que os versos finais deste rap são cantados de maneira tão hipnotizante que é melhor reproduzir em inglês mesmo, para lembrar da sonoridade: “To the wall, to the blood, drip down and fall / All my deadboys crawl, oh I’ll be there by tomorrow / You can bet on that I come out the black, I’m the great white bat / Take you home back to my cave, they haven’t seen you in days / A bad addiction for shade, always away from the rays / You got no real shit to say, cut it out give it a break / Lay it down deep in a grave to never be heard from again”.
  • “RestInPeace”, de Useless (2016): o clipe deste petardo tem 8,7 milhões de visualizações até agora – dos vídeos de Bones, só perde para o de “Dirt”, que serviu de base para um rap de ASAP Rocky, e para o de “HDMI”. Acho que isto quer dizer alguma coisa. (A propósito: o vídeo de “Corduroy”, citado acima, está em quarto lugar, com 8,1 milhões de visualizações.)
  • “MyFavoriteColorIsRain”, de Garbage (2014): tanto o som quanto o clipe deste rap têm partes praticamente iguais de doçura e raiva: é um exemplar condensado da obra do rapper.
  • “SadlyThatsJustTheWayAre”, de Rotten (2014): provavelmente a mais bela e melancólica balada de Bones.

O endereço da playlist no Spotify está aqui.

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