Literatura

“Zonas húmidas”, de Charlotte Roche

13 de setembro de 2020 0
Charlotte Roche – Wikipédia

O título do presente texto é “Zonas húmidas”, e não isto é um erro de digitação. A edição que li deste romance da alemã Charlotte Roche é de Portugal (CADERNO, 222 páginas, tradução de João Bouza da Costa), e lá “úmido” se escreve com “h” mesmo. Como o livro é permeado de gírias, é ao mesmo tempo engraçado e angustiante para um brasileiro ler vários termos um tanto difíceis de compreender. 

Publicado originalmente em 2008, o livro – muito bem escrito, aliás – conta a história de Helen, uma adolescente que está no hospital por causa de uma crise de hemorróidas. Enquanto está lá, sofrendo com dores, ela descreve e analisa seu dia-a-dia no hospital e comenta sua vida até então.

Helen é obcecada por secreções corporais e por sexo, e critica a “mania de higiene” de outras mulheres – ela mesma não se preocupa, nem um pouco, com limpeza corporal. 

Segundo o site da Amazon, “os jornais relataram desmaios de ouvintes em leituras públicas” de “Zonas húmidas” – e até dá para entender um pouco isso, já que frequentemente o livro é nojento mesmo.

Mas o maior impacto do romance nem está na escatologia, mas na história da própria Helen – e é esse aspecto, que não posso contar para não estragar a surpresa, uma das coisas que fazem de “Zonas húmidas” um ótimo romance.

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