Literatura

“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury

18 de agosto de 2019 0
Fonte da imagem: Saga Literária

Num futuro não especificado, foram descobertos materiais de construção, com os quais todas as construções passaram a ser construídas, que não pegavam fogo de jeito nenhum. Os bombeiros passaram a não trabalhar contra os incêndios – que não existiam mais -, mas para colocar fogo em um tipo de material extremamente perigoso, os livros.

Este é o mote principal do clássico distópico “Fahrenheit 451” (Coleção Folha – Grandes Nomes da Literatura, 168 páginas), publicado em 1953 pelo americano Ray Bradbury, e que inspirou o clássico cinematográfico de mesmo nome dirigido em 1966 por François Truffaut. O livro conta a história de um bombeiro, Montag, que começa a ter consciência pesada por colocar fogo em todos os livros que as pessoas guardam, e as aventuras daí decorrentes.

“Fahrenheit 451” (temperatura em graus Fahrenheit da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius) é um excelente romance, que merece o sucesso e status de clássico que obteve no decorrer dos anos. Mas o assustador é o motivo pelo qual a humanidade resolveu proibir os livros: tudo decorreu de um lento processo de imbecilização entre as pessoas, no qual as complexidades dos grandes clássicos passaram a não ter mais espaço em uma sociedade cada vez mais simplista, cada vez mais receptiva a histórias fáceis, cada vez mais preocupada com as minorias.

Qualquer semelhança com o mundo de hoje, infelizmente, parece não ser mera coincidência.

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