Bones: “Carcass” e “LivingSucks”
Música

Bones: “Carcass” e “LivingSucks”

6 de setembro de 2018 0

Bones tem lançado menos vídeos do que meses atrás, possivelmente por causa do grande número de compromissos com shows. O homem, pelo visto, está fazendo um sucesso enorme no Leste Europeu, e são imagens da Rússia (shows, igrejas, fãs) que povoam “BlastZone (ЗонаПоражения)”, o único vídeo do rapper lançado até agora baseado em músicas dos seus dois discos solo mais recentes, “Carcass” e “LivingSucks” – no intervalo entre eles foram lançados os ótimos “PermanentFrown”, com Curtis Heron, e “Augmented”, com Cat Soup.

Salta aos olhos a diferença de clima entre o pesado “Carcass” e o climático “LivingSucks”, mostrando o cuidado de Bones de manter uma coerência de objetivo em cada lançamento.

Os destaques dos álbuns são muitos.

“Carcass” tem a impressionante “CharacterSelect (ВыборПерсонажа)”, em que é melhor colocar o refrão no original mesmo, para dar uma ideia da sonoridade: “You ain’t really out here sellin’ zips, zips (boy) / You could do a tour and make Zip, Zip (nada) / Zero competition so they pissed, pissed (ah) / I get on a stage and just rip, rip”; a hipnótica “Tissue (Тишью)”; “Another24HoursOfConvincingYourselfEverythingIsOkay (Еще24ЧасаСамоубеждения,ВсеОкей)” tem aqueles climas e bases que só Bones sabe fazer; a bela melodia de “IAmCertainlyNotWorthYourTime (ЯОпределенноНеЗаслуживаюТвоегоВремени)” (em que ele canta que é o “homem atrás da cortina que faz sombras no muro”) é provavelmente a melhor coisa do disco; finalmente, “BadNews (ПлохиеНовости)” (“más notícias nas minhas células cerebrais / eu acho que estou ok, mas não posso contar”) é tranquila, e complexa.

“LivingSucks” tem os climas brilhantes de “Disinfect”, “NightShift” (provavelmente a melhor faixa do disco, onde ele canta que “costumava ficar chapado, estômago cantando como os Hanson / estradas sujas me faziam algo que você não pode suportar”), “Healty” – com Eddy Baker – e “TheLastTimeWeSpoke” (“realisticamente, eu provavelmente nem lançaria isso / eu não sei o que dizer para você / o quê?”); o jazz de “ByTheSkinOfMyTeeth”; a hipnótica e sombria “DoNotTryThisAtHome”; o belo arranjo de “ItsAllYourFault” (“eu posso lidar com uma abundância de ressentimentos / meu DNA é feito de ressentimentos e pôres-do-sol”); e o jeitão West Coast de “Troubleshooting”.

Como é que ele consegue continuar produzindo tanto, e com tanta qualidade?

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