{"id":809,"date":"2015-05-09T03:07:37","date_gmt":"2015-05-09T06:07:37","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=809"},"modified":"2019-06-02T22:38:37","modified_gmt":"2019-06-03T01:38:37","slug":"caetano-veloso-ariano-suassuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=809","title":{"rendered":"Caetano Veloso, Ariano Suassuna"},"content":{"rendered":"<p>Muitos anos atr\u00e1s, soube (acho que no Programa do J\u00f4) que Ariano Suassuna estava escrevendo a grande obra da sua vida. Lendo recentemente na Folha (<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2013\/12\/1388649-em-entrevista-exclusiva-ariano-suassuna-diz-que-fez-pacto-com-deus-para-terminar-livro.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ver a not\u00edcia<\/a>), descubro que a feitura deste romance monumental j\u00e1 estava durando 33 anos at\u00e9 2013, e que finalmente, ele tinha conclu\u00eddo o primeiro dos seus sete (!) volumes. Anteontem Suassuana faleceu, e ficamos aqui frustrados por n\u00e3o conhecer a obra completa &#8211; que ele devia ter na cabe\u00e7a, imagino.<!--more--><\/p>\n<p>Fico aqui pensando o quanto<span class=\"text_exposed_show\"> a pregui\u00e7a deve ter atrapalhado Suassuna. Ou a autocr\u00edtica. Ou nenhuma das duas. Vai saber. O certo \u00e9 que isto me d\u00e1 alguma melancolia.<\/span><\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>Esta melancolia me lembra tamb\u00e9m, como n\u00e3o poderia deixar de ser para quem me conhece, M\u00e1rio Peixoto. O diretor de Limite tinha vinte e poucos anos quando concluiu este que \u00e9 meu filme preferido &#8211; e nunca mais filmou nada, at\u00e9 sua morte, j\u00e1 com mais de noventa anos. O que mais ele poderia ter realizado &#8211; e n\u00e3o realizou?<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o senti um pingo de melancolia ao voltar, agora h\u00e1 pouco, do show do Caetano Veloso &#8211; s\u00f3 alegria.<\/p>\n<p>Importante ressaltar, antes de continuar, que tenho um \u00e1lbum de fotos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fabricio.muller.16\">na minha p\u00e1gina do\u00a0Facebook<\/a> somente com m\u00fasicos, cantores e compositores que admiro &#8211; e Caetano n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. A rapper americana Kreayshawn est\u00e1 l\u00e1, mas Caetano n\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo assim, n\u00e3o tem como n\u00e3o admirar a coragem deste cantor que, com mais de setenta anos, \u00e9 acompanhado por uma banda de rock com excelentes jovens m\u00fasicos e que, durante mais de uma hora, interpretou can\u00e7\u00f5es fortes, poderosas, muitas vezes agressivas &#8211; e poucos sucessos. Claro que tem umas bobagens aqui e ali, mas a impress\u00e3o que fica \u00e9 que Caetano vai at\u00e9 aos limites da sua arte, de suas possibilidades, arriscando e errando.<\/p>\n<p>Mais acertando do que errando, diga-se de passagem.<\/p>\n<p><em>(texto escrito em julho de 2014)<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos anos atr\u00e1s, soube (acho que no Programa do J\u00f4) que Ariano Suassuna estava escrevendo a grande obra da sua vida. Lendo recentemente na Folha (ver a not\u00edcia), descubro que a feitura deste romance monumental j\u00e1 estava durando 33 anos at\u00e9 2013, e que finalmente, ele tinha conclu\u00eddo o primeiro dos seus sete (!) volumes. 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