{"id":657,"date":"2015-04-15T23:19:37","date_gmt":"2015-04-15T23:19:37","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=657"},"modified":"2015-04-10T23:36:27","modified_gmt":"2015-04-10T23:36:27","slug":"blink-182-album-homonimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=657","title":{"rendered":"Blink 182: \u00e1lbum hom\u00f4nimo"},"content":{"rendered":"<p>Formado por Tom DeLonge (voz e guitarra), Mark Hoppus (voz e baixo) e Travis Barker (bateria), o Blink 182 \u00e9 uma banda do chamado <em>hardcore<\/em> mel\u00f3dico (na falta de denomina\u00e7\u00e3o melhor), com uma grande\u00a0pegada, \u00f3timas melodias e uma rara no\u00e7\u00e3o de din\u00e2mica. A critica sempre avacalhou o grupo por causa da escatologia e do mau gosto das\u00a0letras, enquanto que os adeptos do <em>hardcore<\/em> mais radical nunca os aceitaram por ach\u00e1-los alienados. Seu mais recente \u00e1lbum, hom\u00f4nimo (Universal, 2003), se n\u00e3o livra totalmente a banda das cr\u00edticas dos radicais, certamente n\u00e3o pode ser acusado de escatol\u00f3gico: chamado por parte da critica de seu \u00e1lbum mais &#8220;maduro&#8221;, &#8220;Blink 182&#8221; transpira melancolia e desilus\u00e3o por grande parte de suas faixas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>E n\u00e3o d\u00e1 para negar que as novas letras do Blink est\u00e3o longe de ser ruins. \u201cFeeling\u201d this come\u00e7a quente e sexy (&#8220;I wanna take off her clothes \/ show me the way to bed&#8221; &#8211; Eu quero tirar suas roupas \/ me mostre o caminho da cama) e a desilus\u00e3o aparece sutilmente, num belo efeito (&#8220;are we alone, do you feel it&#8221; &#8211; n\u00f3s estamos s\u00f3s, voc\u00ea sente isso?); \u201cViolence\u201d fala de sentir falta da pessoa amada, e tem a frase: &#8220;Like violence you have me \/ forever and after&#8221; (como viol\u00eancia voc\u00ea me tem \/ para sempre e depois); \u201cGo\u201d \u00e9 pungente e confessional, contando como Mark e sua m\u00e3e fugiram, com medo, de casa por causa do homem violento com quem ela morava (&#8220;Mom get in the car, and let&#8217;s drive away \/ she said I&#8217;m sorry Mark, but there&#8217;s nowhere to stay&#8221; &#8211; A m\u00e3e chegou no carro, e fomos embora \/ ela disse &#8216;desculpe Mark&#8217;, mas n\u00e3o h\u00e1 lugar pra ficarmos); \u201cAsthenia\u201d \u00e9 desiludida (&#8220;My head is made up of memories \/ most of them useless\u00a0 delusions \/ this room is bored of rehearsal \/ and sick of the boundaries \/ I miss you so much&#8221; &#8211; Minha cabe\u00e7a \u00e9 composta por mem\u00f3rias \/ a maioria delas in\u00fatil \/ este lugar est\u00e1 cansado de tentativas \/ e doente por causa de seus limites \/ Eu sinto tanta falta de voc\u00ea), assim como \u201cI&#8217;m Lost Without You\u201d (&#8220;Are you afraid of being alone \/ cause I am, I&#8217;m lost without you&#8221;\u00a0&#8211;\u00a0Voc\u00ea est\u00e1 com medo de ficar sozinha? \/ porque eu estou \/ Eu fico perdido sem voc\u00ea).<\/p>\n<p>Se as boas letras do novo disco n\u00e3o abrem nenhuma brecha para os que os criticavam pela escatologia, musicalmente \u201cBlink 182\u201d n\u00e3o vai agradar quem j\u00e1 n\u00e3o gostava do som deles &#8211; mas \u00e9 um deleite para os f\u00e3s: o \u00e1lbum tem aquele mesmo som luminoso caracter\u00edstico da banda, aproveitando com maestria o fato de ter dois bons vocalistas (Mark e Tom) e sabendo como poucos trabalhar a din\u00e2mica das can\u00e7\u00f5es: a maioria delas utiliza temas em suspens\u00e3o nas estrofes, crescendos pouco antes dos refr\u00f5es\u00a0 &#8211; que chegam como uma verdadeira catarse. O disco \u00e9 musicalmente t\u00e3o bom e uniforme que \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil apontar destaques: de todo o modo, \u201cDown\u201d, \u201cViolence\u201d, \u201cAlways\u201d, \u201cFeeling This\u201d e, principalmente, as lindas \u201cGo\u201d, \u201cI Miss You\u201d e \u201cAsthenia\u201d parecem estar um pouco acima das demais.<\/p>\n<p>E \u201cBlink 182\u201d tem ainda uma bela balada (\u201cI&#8217;m Lost Without You\u201d) e uma faixa com sonoridade totalmente diferente da usual da banda, com Robert Smith cantando as estrofes e os dois vocalistas da banda nos refr\u00f5es: &#8220;All Of This&#8221;, que parece muito mais uma m\u00fasica do Cure do que do Blink. Um toque de classe num \u00e1lbum quase perfeito.<\/p>\n<p><em>(texto escrito em 2004)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formado por Tom DeLonge (voz e guitarra), Mark Hoppus (voz e baixo) e Travis Barker (bateria), o Blink 182 \u00e9 uma banda do chamado hardcore mel\u00f3dico (na falta de denomina\u00e7\u00e3o melhor), com uma grande\u00a0pegada, \u00f3timas melodias e uma rara no\u00e7\u00e3o de din\u00e2mica. A critica sempre avacalhou o grupo por causa da escatologia e do mau gosto das\u00a0letras, enquanto que os adeptos do hardcore mais radical nunca os aceitaram por ach\u00e1-los alienados. Seu mais recente \u00e1lbum, hom\u00f4nimo (Universal, 2003), se n\u00e3o livra totalmente a banda das cr\u00edticas dos radicais, certamente n\u00e3o pode ser acusado de escatol\u00f3gico: chamado por parte da critica de seu \u00e1lbum mais &#8220;maduro&#8221;, &#8220;Blink 182&#8221; transpira melancolia e desilus\u00e3o por grande parte de suas faixas.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":658,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[103],"class_list":["post-657","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","tag-blink-182","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=657"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/657\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":661,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/657\/revisions\/661"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}