{"id":6089,"date":"2025-11-30T14:06:34","date_gmt":"2025-11-30T17:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=6089"},"modified":"2025-11-30T14:06:34","modified_gmt":"2025-11-30T17:06:34","slug":"resenha-de-2006-dos-romances-de-diogo-mainardi-e-a-ironia-de-seu-retorno-as-narrativas-mais-intimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=6089","title":{"rendered":"Resenha de 2006 dos romances de Diogo Mainardi e a ironia de seu retorno \u00e0s narrativas mais \u00edntimas"},"content":{"rendered":"<p><em>Em 2006, ao longo de quase um ano inteiro, escrevi resenhas para o suplemento dominical do jornal <strong>O Estado do Paran\u00e1<\/strong>. Um dos textos que mais me marcaram foi sobre a obra ficcional do famoso jornalista <strong>Diogo Mainardi<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 na \u00e9poca \u2013 cito de mem\u00f3ria \u2013 ele havia declarado que n\u00e3o escreveria mais fic\u00e7\u00e3o. Lembro-me de algumas declara\u00e7\u00f5es dele de que n\u00e3o tinha nenhum talento metaf\u00edsico, que n\u00e3o conseguia imaginar o mundo fora do estritamente material \u2013 e sua fic\u00e7\u00e3o, &#8220;sem nenhuma profundidade psicol\u00f3gica&#8221;, era uma prova disso.<\/em><\/p>\n<p><em>Lembro que gostei demais dos seus romances, e esta \u201cfalta de profundidade\u201d acabou criando hist\u00f3rias <strong>absurdas, esquisitas e divertidas<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p><em>De l\u00e1 para c\u00e1, ele realmente n\u00e3o escreveu mais fic\u00e7\u00e3o, e acabei n\u00e3o lendo nenhum dos seus livros posteriores. No entanto, tenho interesse em ler os mais recentes, baseados em sua vida pessoal, &#8220;<strong>A Queda: As Mem\u00f3rias de um Pai em 424 Passos\u201d<\/strong> e \u201c<strong>Meus Mortos: Um Autorretrato<\/strong>\u201d. O abandono da s\u00e1tira an\u00e1rquica para narrativas de mem\u00f3rias profundas sugere que ele encontrou, na pr\u00f3pria vida e na trag\u00e9dia familiar, o material n\u00e3o-metaf\u00edsico que precisava para criar obras de grande impacto (como o sucesso de A Queda demonstrou).<\/em><\/p>\n<p><em>Segue, abaixo, o texto revisado que escrevi sobre os quatro livros de fic\u00e7\u00e3o de Diogo Mainardi para o Suplemento Dominical do jornal O Estado do Paran\u00e1 em 2006.<\/em><\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Diogo Mainardi \u00e9, provavelmente, o mais <strong>pol\u00eamico<\/strong> jornalista brasileiro da atualidade. Dono de uma coluna semanal na revista <strong>Veja<\/strong> e participante fixo do programa de debates <strong>Manhattan Connection<\/strong>, da emissora de TV a cabo GNT, ele n\u00e3o costuma poupar pol\u00edticos, colegas de profiss\u00e3o e brasileiros em geral de seus \u00e1cidos coment\u00e1rios. Al\u00e9m de jornalista, Mainardi tamb\u00e9m \u00e9 (ou foi, j\u00e1 que ele declarou que sua experi\u00eancia nesta \u00e1rea terminou) romancista, tendo publicado quatro livros do g\u00eanero, que foram recentemente reeditados pela Record.<\/p>\n<p><strong>Malthus (1989)<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro romance de Mainardi, <strong>Malthus<\/strong> (95 p\u00e1ginas), recebeu o <strong>Pr\u00eamio Jabuti de 1990<\/strong>. Segundo o pref\u00e1cio de Ivan Lessa, a obra \u00e9 inspirada na tese do economista Thomas Robert Malthus, que sustentava que &#8220;a popula\u00e7\u00e3o aumenta mais rapidamente do que o suprimento de alimentos e se limita apenas pela guerra, pobreza e v\u00edcio.&#8221;<\/p>\n<p>Este aumento &#8220;em progress\u00e3o geom\u00e9trica&#8221; da popula\u00e7\u00e3o mundial serviu de inspira\u00e7\u00e3o para que Mainardi criasse uma hist\u00f3ria <strong>absurda e engra\u00e7ad\u00edssima<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o personagem principal do romance, um sujeito chamado Loyola y Loyola, &#8220;todas as pessoas perturbavam e eram perturbadas. A culpa pelos infort\u00fanios era de quem eventualmente estivesse por perto, e sempre haveria algu\u00e9m por perto.&#8221;<\/p>\n<p>Logo no primeiro par\u00e1grafo de <em>Malthus<\/em> se pode ter uma ideia da loucura que vir\u00e1 a seguir: conta-se que Loyola y Loyola foi morar em uma casa que n\u00e3o \u00e9 a sua, mas sim na de uma tal Sra. Robalinho. Diversos outros personagens, como &#8220;magistrados&#8221; e &#8220;oficiais do ex\u00e9rcito&#8221;, tamb\u00e9m se alojam no local.<\/p>\n<p>As aventuras de Loyola y Loyola n\u00e3o param por a\u00ed. Ele e a multid\u00e3o v\u00e3o morar num navio, onde a filha do comandante se casa com o &#8220;her\u00f3i&#8221; do livro. Posteriormente, esta \u00e9 engolida pela Sra. Robalinho, que j\u00e1 tinha comido diversos objetos. Assim, de absurdo em absurdo, <strong>Malthus<\/strong> vai se desenvolvendo de maneira sempre surpreendente, para o prazer do leitor.<\/p>\n<p><strong>Arquip\u00e9lago (1992)<\/strong><\/p>\n<p>No segundo romance de Mainardi, <strong>Arquip\u00e9lago<\/strong> (127 p\u00e1ginas), o personagem principal conta a hist\u00f3ria em primeira pessoa e \u00e9 v\u00edtima de uma enchente monstruosa \u2013 quase um dil\u00favio \u2013 causada pelo rompimento da barragem de Ilha Solteira. A cidade de Pedran\u00e1polis fica quase totalmente submersa. O personagem, junto a alguns desabrigados, sobrevive na ab\u00f3bada de uma igreja local.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no local \u00e9 estranh\u00edssima: o narrador passa horas e horas filosofando sobre todo e qualquer assunto. Os outros desabrigados, que no in\u00edcio estranham esse costume, logo passam a admir\u00e1-lo. Em pouco tempo, eles elegem o narrador l\u00edder do grupo e se sentem satisfeitos em n\u00e3o serem mais do que &#8220;<strong>instrumentos de reflex\u00e3o filos\u00f3fica<\/strong>&#8221; para ele.<\/p>\n<p>Com diversas passagens e di\u00e1logos memor\u00e1veis, <strong>Arquip\u00e9lago<\/strong>, apesar de ser tamb\u00e9m uma narrativa sat\u00edrica e eivada de absurdos, tem um estilo menos an\u00e1rquico e mais elaborado do que o romance anterior.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edgono das Secas (1995)<\/strong><\/p>\n<p>O pior dos quatro romances de Diogo Mainardi \u00e9 o terceiro, <strong>Pol\u00edgono das Secas<\/strong> (127 p\u00e1ginas). O livro conta a hist\u00f3ria do &#8220;<strong>Untor<\/strong>&#8220;, sujeito tenebroso que sai espalhando um unguento venenoso, que transmite a peste, pelo sert\u00e3o nordestino e que, com isso, acaba matando centenas de pessoas.<\/p>\n<p>O livro, ranzinza e <strong>sem humor<\/strong>, apesar da forte atmosfera assustadora, peca pela falta de sutileza, resumindo-se a um &#8220;<strong>romance de tese<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p>A tese aqui \u00e9 para l\u00e1 de question\u00e1vel: para Mainardi, a tradi\u00e7\u00e3o cultural do sert\u00e3o nordestino n\u00e3o vale nada, \u00e9 apenas um pastiche de tradi\u00e7\u00f5es medievais misturadas a muita ignor\u00e2ncia, preconceito e moralismo.<\/p>\n<p><strong>Contra o Brasil (1998)<\/strong><\/p>\n<p>O \u00faltimo romance escrito por Mainardi chama-se <strong>Contra o Brasil<\/strong> (236 p\u00e1ginas) e conta a hist\u00f3ria de <strong>Pimenta Bueno<\/strong>, um sujeito que n\u00e3o trabalha e cuja \u00fanica atividade \u00e9 ficar lendo \u2014 de prefer\u00eancia textos falando mal do Brasil.<\/p>\n<p>O personagem principal n\u00e3o tem nenhum car\u00e1ter. No in\u00edcio do livro, ele herda um cinema abandonado no centro de S\u00e3o Paulo habitado por mendigos, vai at\u00e9 l\u00e1 e <strong>p\u00f5e fogo no local com seus moradores dentro<\/strong>. Depois, tenta transformar os j\u00e1 aculturados \u00edndios Nambiquara em &#8220;aut\u00eanticos \u00edndios&#8221;, nem que para isso estes tenham que passar fome.<\/p>\n<p>Em grande parte das p\u00e1ginas do romance existem cita\u00e7\u00f5es (declamadas sempre por Pimenta Bueno) liter\u00e1rias ou hist\u00f3ricas falando mal do Brasil, incluindo frases de personalidades do porte de Camus, Darwin e Evelyn Waugh. De certa forma, assim como <em>Pol\u00edgono das Secas<\/em>, este tamb\u00e9m \u00e9 um &#8220;romance de tese&#8221;, e a tese aqui \u00e9 a de que <strong>o Brasil n\u00e3o presta para nada<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, ao contr\u00e1rio daquele, em <strong>Contra o Brasil<\/strong> Diogo Mainardi n\u00e3o parece levar sua teoria muito a s\u00e9rio. Afinal de contas, neste romance extremamente divertido, o personagem principal \u00e9 um sujeito t\u00e3o sem qualidades que suas cr\u00edticas acabam perdendo bastante do seu peso.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Imagem que acompanha o texto: Divulga\u00e7\u00e3o &#8211; obtida no <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/764994-diogo-mainardi-vai-apresentar-manhattan-connection-de-veneza.shtml\">site<\/a> da Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Se voc\u00ea estiver interessado em receber este e outros textos meus semanalmente, clique <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/764994-diogo-mainardi-vai-apresentar-manhattan-connection-de-veneza.shtml\">aqui<\/a> e cadastre seu e-mail.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2006, ao longo de quase um ano inteiro, escrevi resenhas para o suplemento dominical do jornal O Estado do Paran\u00e1. Um dos textos que mais me marcaram foi sobre a obra ficcional do famoso jornalista Diogo Mainardi. J\u00e1 na \u00e9poca \u2013 cito de mem\u00f3ria \u2013 ele havia declarado que n\u00e3o escreveria mais fic\u00e7\u00e3o. Lembro-me de algumas declara\u00e7\u00f5es dele de que n\u00e3o tinha nenhum talento metaf\u00edsico, que n\u00e3o conseguia imaginar o mundo fora do estritamente material \u2013 e sua fic\u00e7\u00e3o, &#8220;sem nenhuma profundidade psicol\u00f3gica&#8221;, era uma prova disso. Lembro que gostei demais dos seus romances, e esta \u201cfalta de profundidade\u201d acabou criando hist\u00f3rias absurdas, esquisitas e divertidas. De l\u00e1 para c\u00e1, ele realmente n\u00e3o escreveu mais fic\u00e7\u00e3o, e acabei n\u00e3o lendo nenhum dos seus livros posteriores. No entanto, tenho interesse em ler os mais recentes, baseados em sua vida pessoal, &#8220;A Queda: As Mem\u00f3rias de um Pai em 424 Passos\u201d e \u201cMeus Mortos: Um Autorretrato\u201d. O abandono da s\u00e1tira an\u00e1rquica para narrativas de mem\u00f3rias profundas sugere que ele encontrou, na pr\u00f3pria vida e na trag\u00e9dia familiar, o material n\u00e3o-metaf\u00edsico que precisava para criar obras de grande impacto (como o sucesso de A Queda demonstrou). Segue, abaixo, o texto revisado que escrevi sobre os quatro livros de fic\u00e7\u00e3o de Diogo Mainardi para o Suplemento Dominical do jornal O Estado do Paran\u00e1 em 2006. *** Diogo Mainardi \u00e9, provavelmente, o mais pol\u00eamico jornalista brasileiro da atualidade. Dono de uma coluna semanal na revista Veja e participante fixo do programa de debates Manhattan Connection, da emissora de TV a cabo GNT, ele n\u00e3o costuma poupar pol\u00edticos, colegas de profiss\u00e3o e brasileiros em geral de seus \u00e1cidos coment\u00e1rios. Al\u00e9m de jornalista, Mainardi tamb\u00e9m \u00e9 (ou foi, j\u00e1 que ele declarou que sua experi\u00eancia nesta \u00e1rea terminou) romancista, tendo publicado quatro livros do g\u00eanero, que foram recentemente reeditados pela Record. Malthus (1989) O primeiro romance de Mainardi, Malthus (95 p\u00e1ginas), recebeu o Pr\u00eamio Jabuti de 1990. Segundo o pref\u00e1cio de Ivan Lessa, a obra \u00e9 inspirada na tese do economista Thomas Robert Malthus, que sustentava que &#8220;a popula\u00e7\u00e3o aumenta mais rapidamente do que o suprimento de alimentos e se limita apenas pela guerra, pobreza e v\u00edcio.&#8221; Este aumento &#8220;em progress\u00e3o geom\u00e9trica&#8221; da popula\u00e7\u00e3o mundial serviu de inspira\u00e7\u00e3o para que Mainardi criasse uma hist\u00f3ria absurda e engra\u00e7ad\u00edssima. Segundo o personagem principal do romance, um sujeito chamado Loyola y Loyola, &#8220;todas as pessoas perturbavam e eram perturbadas. 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Arquip\u00e9lago (1992) No segundo romance de Mainardi, Arquip\u00e9lago (127 p\u00e1ginas), o personagem principal conta a hist\u00f3ria em primeira pessoa e \u00e9 v\u00edtima de uma enchente monstruosa \u2013 quase um dil\u00favio \u2013 causada pelo rompimento da barragem de Ilha Solteira. A cidade de Pedran\u00e1polis fica quase totalmente submersa. O personagem, junto a alguns desabrigados, sobrevive na ab\u00f3bada de uma igreja local. A situa\u00e7\u00e3o no local \u00e9 estranh\u00edssima: o narrador passa horas e horas filosofando sobre todo e qualquer assunto. Os outros desabrigados, que no in\u00edcio estranham esse costume, logo passam a admir\u00e1-lo. Em pouco tempo, eles elegem o narrador l\u00edder do grupo e se sentem satisfeitos em n\u00e3o serem mais do que &#8220;instrumentos de reflex\u00e3o filos\u00f3fica&#8221; para ele. Com diversas passagens e di\u00e1logos memor\u00e1veis, Arquip\u00e9lago, apesar de ser tamb\u00e9m uma narrativa sat\u00edrica e eivada de absurdos, tem um estilo menos an\u00e1rquico e mais elaborado do que o romance anterior. Pol\u00edgono das Secas (1995) O pior dos quatro romances de Diogo Mainardi \u00e9 o terceiro, Pol\u00edgono das Secas (127 p\u00e1ginas). O livro conta a hist\u00f3ria do &#8220;Untor&#8220;, sujeito tenebroso que sai espalhando um unguento venenoso, que transmite a peste, pelo sert\u00e3o nordestino e que, com isso, acaba matando centenas de pessoas. O livro, ranzinza e sem humor, apesar da forte atmosfera assustadora, peca pela falta de sutileza, resumindo-se a um &#8220;romance de tese&#8220;. A tese aqui \u00e9 para l\u00e1 de question\u00e1vel: para Mainardi, a tradi\u00e7\u00e3o cultural do sert\u00e3o nordestino n\u00e3o vale nada, \u00e9 apenas um pastiche de tradi\u00e7\u00f5es medievais misturadas a muita ignor\u00e2ncia, preconceito e moralismo. Contra o Brasil (1998) O \u00faltimo romance escrito por Mainardi chama-se Contra o Brasil (236 p\u00e1ginas) e conta a hist\u00f3ria de Pimenta Bueno, um sujeito que n\u00e3o trabalha e cuja \u00fanica atividade \u00e9 ficar lendo \u2014 de prefer\u00eancia textos falando mal do Brasil. O personagem principal n\u00e3o tem nenhum car\u00e1ter. No in\u00edcio do livro, ele herda um cinema abandonado no centro de S\u00e3o Paulo habitado por mendigos, vai at\u00e9 l\u00e1 e p\u00f5e fogo no local com seus moradores dentro. Depois, tenta transformar os j\u00e1 aculturados \u00edndios Nambiquara em &#8220;aut\u00eanticos \u00edndios&#8221;, nem que para isso estes tenham que passar fome. Em grande parte das p\u00e1ginas do romance existem cita\u00e7\u00f5es (declamadas sempre por Pimenta Bueno) liter\u00e1rias ou hist\u00f3ricas falando mal do Brasil, incluindo frases de personalidades do porte de Camus, Darwin e Evelyn Waugh. De certa forma, assim como Pol\u00edgono das Secas, este tamb\u00e9m \u00e9 um &#8220;romance de tese&#8221;, e a tese aqui \u00e9 a de que o Brasil n\u00e3o presta para nada. S\u00f3 que, ao contr\u00e1rio daquele, em Contra o Brasil Diogo Mainardi n\u00e3o parece levar sua teoria muito a s\u00e9rio. Afinal de contas, neste romance extremamente divertido, o personagem principal \u00e9 um sujeito t\u00e3o sem qualidades que suas cr\u00edticas acabam perdendo bastante do seu peso. *** Imagem que acompanha o texto: Divulga\u00e7\u00e3o &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[257],"class_list":["post-6089","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-diogo-mainardi","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6089"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6096,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6089\/revisions\/6096"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}