{"id":5973,"date":"2025-09-07T01:20:31","date_gmt":"2025-09-07T04:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5973"},"modified":"2026-03-22T19:43:28","modified_gmt":"2026-03-22T22:43:28","slug":"diario-de-um-leitor-compulsivo-um-mergulho-pessoal-nas-paginas-e-nas-frustracoes-da-vida-literaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5973","title":{"rendered":"Di\u00e1rio de um Leitor Compulsivo &#8211; Um mergulho pessoal nas p\u00e1ginas e nas frustra\u00e7\u00f5es da vida liter\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p data-pm-slice=\"1 1 []\">A minha ideia de escrever sobre livros na internet surgiu no in\u00edcio dos anos 2000, mais como um aux\u00edlio \u00e0 minha pr\u00f3pria mem\u00f3ria. Como leio muito, tinha receio de esquecer se j\u00e1 havia lido ou n\u00e3o determinado livro. Com exce\u00e7\u00e3o de um curto per\u00edodo, sempre li o que quis, sem compromisso com prazos, lan\u00e7amentos ou qualquer outra obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse desejo, sempre achei que, ao publicar meus coment\u00e1rios, poderia ajudar outras pessoas a descobrir uma obra. Por isso, me sinto um pouco frustrado quando leio algo decepcionante, mas, por uma esp\u00e9cie de dever \u201cprofissional\u201d, sinto a necessidade de comentar todos os livros que leio \u2014 exceto os de engenharia.<\/p>\n<p data-pm-slice=\"1 1 []\">O texto de hoje, ali\u00e1s, fala sobre tr\u00eas livros que foram bastante decepcionantes, mas, mesmo assim, vale a pena coment\u00e1-los, n\u00e9?<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong>Foe, de J. M. Coetzee<\/strong><\/h3>\n<p>Publicado originalmente em 1986, <strong>Foe<\/strong>, de J. M. Coetzee, \u00e9 uma obra de 157 p\u00e1ginas editada pela Penguin Books. A edi\u00e7\u00e3o brasileira, traduzida por Jos\u00e9 Geraldo Couto, foi publicada pela Companhia das Letras.<\/p>\n<p>O romance reconta a hist\u00f3ria de Robinson Cruso\u00e9 a partir de uma perspectiva feminina. A naufragada Susan Barton, que morou no Brasil colonial e procurava a filha desaparecida, encontra Cruso\u00e9 (chamado de \u201cCruso\u201d no livro) e Sexta-feira em uma ilha deserta. Ao ser resgatada e retornar \u00e0 Inglaterra, ela procura o autor Daniel Foe (o nome original de Daniel Defoe) para que ele escreva sua aventura. No entanto, o relato de Susan foca na aus\u00eancia da l\u00edngua de Sexta-feira e na recusa de Cruso em valorizar essa quest\u00e3o, o que levanta discuss\u00f5es sobre colonialismo, identidade e autoria.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil expressar o quanto amo as obras de <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=j-m-coetzee\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">J. M. Coetzee<\/a>, mas esta, apesar de ser interessante em alguns momentos no in\u00edcio, tem um final t\u00e3o confuso e sem sentido que se torna uma decep\u00e7\u00e3o completa. Quem sabe eu passe a gostar dela no futuro, como aconteceu com a trilogia sobre Jesus, mas acho dif\u00edcil.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong>Sete anos, de Fernanda Torres<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Sete anos<\/strong>, de Fernanda Torres, com 168 p\u00e1ginas, \u00e9 uma colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas publicada em 2024 pela Companhia das Letras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=fernanda-torres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Eu gostei bastante<\/a> dos dois romances da grande atriz Fernanda Torres e de suas cr\u00f4nicas na Folha de S\u00e3o Paulo. Isso, mais o fato de a primeira cr\u00f4nica de \u201cSete Anos\u201d, a longa \u201cKuarup\u201d (quase 20 p\u00e1ginas), sobre as filmagens do filme de mesmo nome, dirigido por Ruy Guerra em 1989, ser bastante interessante, acabou me animando em rela\u00e7\u00e3o ao que viria depois no livro. Que decep\u00e7\u00e3o! Fernanda Torres passeia por v\u00e1rios temas e faz in\u00fameras rela\u00e7\u00f5es, fala muito sobre pol\u00edtica, mas quase tudo me deixou profundamente entediado. Foi uma dificuldade terminar de ler o livro, que ficou datado al\u00e9m da conta.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong>Television\u00e1rios. A Hist\u00f3ria da Fac\u00e7\u00e3o Ex\u00e9rcito Vermelho, Mais Conhecida por Engano Como Grupo Baader Meinhof, de Tom Vague<\/strong><\/h3>\n<p>Publicado originalmente em 1992, <strong>Television\u00e1rios<\/strong>, de Tom Vague, \u00e9 uma obra de 208 p\u00e1ginas. A edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas foi traduzida por Celso Grubisic e publicada em 1999 pela editora Conrad.<\/p>\n<p>O grupo terrorista alem\u00e3o Baader-Meinhof \u00e9 um dos <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5095\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">meus interesses estranhos<\/a>, assim como os Wari, os etruscos, os papas de Avignon e o per\u00edodo Permiano. Comprei este livro na esperan\u00e7a de saber mais sobre o grupo, mas o texto, que n\u00e3o passa de uma longa cronologia, n\u00e3o aprofunda basicamente nada sobre as motiva\u00e7\u00f5es do grupo nem sobre seus integrantes. Terei que encontrar outro livro sobre eles.<\/p>\n<blockquote>\n<p data-pm-slice=\"1 1 []\"><em>(Imagem que acompanha o texto obtida com o Google Gemini.)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minha ideia de escrever sobre livros na internet surgiu no in\u00edcio dos anos 2000, mais como um aux\u00edlio \u00e0 minha pr\u00f3pria mem\u00f3ria. Como leio muito, tinha receio de esquecer se j\u00e1 havia lido ou n\u00e3o determinado livro. Com exce\u00e7\u00e3o de um curto per\u00edodo, sempre li o que quis, sem compromisso com prazos, lan\u00e7amentos ou qualquer outra obriga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m desse desejo, sempre achei que, ao publicar meus coment\u00e1rios, poderia ajudar outras pessoas a descobrir uma obra. Por isso, me sinto um pouco frustrado quando leio algo decepcionante, mas, por uma esp\u00e9cie de dever \u201cprofissional\u201d, sinto a necessidade de comentar todos os livros que leio \u2014 exceto os de engenharia. O texto de hoje, ali\u00e1s, fala sobre tr\u00eas livros que foram bastante decepcionantes, mas, mesmo assim, vale a pena coment\u00e1-los, n\u00e9? Foe, de J. M. Coetzee Publicado originalmente em 1986, Foe, de J. M. Coetzee, \u00e9 uma obra de 157 p\u00e1ginas editada pela Penguin Books. A edi\u00e7\u00e3o brasileira, traduzida por Jos\u00e9 Geraldo Couto, foi publicada pela Companhia das Letras. O romance reconta a hist\u00f3ria de Robinson Cruso\u00e9 a partir de uma perspectiva feminina. A naufragada Susan Barton, que morou no Brasil colonial e procurava a filha desaparecida, encontra Cruso\u00e9 (chamado de \u201cCruso\u201d no livro) e Sexta-feira em uma ilha deserta. Ao ser resgatada e retornar \u00e0 Inglaterra, ela procura o autor Daniel Foe (o nome original de Daniel Defoe) para que ele escreva sua aventura. No entanto, o relato de Susan foca na aus\u00eancia da l\u00edngua de Sexta-feira e na recusa de Cruso em valorizar essa quest\u00e3o, o que levanta discuss\u00f5es sobre colonialismo, identidade e autoria. \u00c9 dif\u00edcil expressar o quanto amo as obras de J. M. Coetzee, mas esta, apesar de ser interessante em alguns momentos no in\u00edcio, tem um final t\u00e3o confuso e sem sentido que se torna uma decep\u00e7\u00e3o completa. Quem sabe eu passe a gostar dela no futuro, como aconteceu com a trilogia sobre Jesus, mas acho dif\u00edcil. Sete anos, de Fernanda Torres Sete anos, de Fernanda Torres, com 168 p\u00e1ginas, \u00e9 uma colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas publicada em 2024 pela Companhia das Letras. Eu gostei bastante dos dois romances da grande atriz Fernanda Torres e de suas cr\u00f4nicas na Folha de S\u00e3o Paulo. Isso, mais o fato de a primeira cr\u00f4nica de \u201cSete Anos\u201d, a longa \u201cKuarup\u201d (quase 20 p\u00e1ginas), sobre as filmagens do filme de mesmo nome, dirigido por Ruy Guerra em 1989, ser bastante interessante, acabou me animando em rela\u00e7\u00e3o ao que viria depois no livro. Que decep\u00e7\u00e3o! Fernanda Torres passeia por v\u00e1rios temas e faz in\u00fameras rela\u00e7\u00f5es, fala muito sobre pol\u00edtica, mas quase tudo me deixou profundamente entediado. Foi uma dificuldade terminar de ler o livro, que ficou datado al\u00e9m da conta. Television\u00e1rios. A Hist\u00f3ria da Fac\u00e7\u00e3o Ex\u00e9rcito Vermelho, Mais Conhecida por Engano Como Grupo Baader Meinhof, de Tom Vague Publicado originalmente em 1992, Television\u00e1rios, de Tom Vague, \u00e9 uma obra de 208 p\u00e1ginas. A edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas foi traduzida por Celso Grubisic e publicada em 1999 pela editora Conrad. O grupo terrorista alem\u00e3o Baader-Meinhof \u00e9 um dos meus interesses estranhos, assim como os Wari, os etruscos, os papas de Avignon e o per\u00edodo Permiano. Comprei este livro na esperan\u00e7a de saber mais sobre o grupo, mas o texto, que n\u00e3o passa de uma longa cronologia, n\u00e3o aprofunda basicamente nada sobre as motiva\u00e7\u00f5es do grupo nem sobre seus integrantes. Terei que encontrar outro livro sobre eles. 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