{"id":5872,"date":"2025-06-22T18:58:45","date_gmt":"2025-06-22T21:58:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5872"},"modified":"2025-06-22T18:58:45","modified_gmt":"2025-06-22T21:58:45","slug":"cristianismo-positivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5872","title":{"rendered":"Cristianismo Positivo"},"content":{"rendered":"<p>Eu tenho interesses estranhos. O Imp\u00e9rio <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=wari\">Wari<\/a>, precursor dos Incas, no Peu. <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?cat=188\">S\u00e3o Lu\u00eds de Tolosa<\/a>. As esp\u00e9cies meio-mam\u00edferas, meio-r\u00e1pteis do Per\u00edodo Permiano. <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5413\">Os Etruscos<\/a>. <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=futebol-australiano\">Futebol Australiano<\/a>. Os Papas de Avignon, no s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p>O texto de hoje \u00e9 sobre outro interesse esquisito, o \u201cCristianismo Positivo\u201d. A hist\u00f3ria \u00e9 esquisita e assustadora demais, deve ser isto que despertou meu interesse.<\/p>\n<p>Seguinte: Cristianismo Positivo \u00e9 a ideia de que muitos nazistas tinham de que Jesus Cristo era ariano. \u00c9 isso. Na minha opini\u00e3o, isso \u00e9 t\u00e3o estranho e idiota que eu poderia terminar o texto aqui. Mas vou comentar um pouco mais.<\/p>\n<p>O grande historiador brasileiro <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=andre-leonardo-chevitarese\">Andr\u00e9 Chevitarese<\/a>, o maior especialista brasileiro no Jesus Hist\u00f3rico, escreveu com Daniel Brasil Justi um artigo, chamado \u201c<a href=\"https:\/\/periodicos.pucminas.br\/horizonte\/article\/view\/P.2175-5841.2017v15n45p188\/11296\">O Jesus Ariano. O imagin\u00e1rio e as concep\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas do Jesus Hist\u00f3rico na Alemanha Nazista<\/a>\u201d (*), no qual detalha como te\u00f3logos alem\u00e3es, alinhados ao nazismo, ativamente promoveram e popularizaram a imagem de um &#8220;Jesus Ariano&#8221; para desvincular o cristianismo de suas ra\u00edzes judaicas e justificar o antissemitismo, culminando na colabora\u00e7\u00e3o com o Holocausto. Segundo os autores, por mais que o Nazismo tenha promovido o tal \u201cCristianismo Positivo\u201d, estas teorias j\u00e1 eram anteriores \u00e0 d\u00e9cada de 1930, sempre no bojo de um antissemitismo feroz.<\/p>\n<p>Em seu artigo, Chevitarese e Justi citam alguns textos antigos alem\u00e3es que sugeriam tirar o Velho Testamento da B\u00edblia:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cConforme observou Richard Steigmann-Gall (2004, p. 39, 48), n\u00e3o apenas Artur Dinter, em 1921, no seu romance O Pecado contra o Esp\u00edrito (&#8230;), reivindicava a necessidade de remo\u00e7\u00e3o desse material judaico da b\u00edblia crist\u00e3, pois ele constituiria um monumento ao \u2018pensamento religioso dos judeus, que se baseia em mentiras e trai\u00e7\u00e3o, neg\u00f3cios e lucro\u2019, como tamb\u00e9m o pr\u00f3prio Mestre Eckart, a quem Hitler fez um tributo em Mein Kampf, ao escrever no poema intitulado \u2018O Enigma\u2019: \u2018O Novo Testamento afastou-se do Velho \/ como tu te libertaste do mundo \/ E assim como est\u00e1s livre das tuas ilus\u00f5es passadas \/ tamb\u00e9m Jesus Cristo rejeitou a sua condi\u00e7\u00e3o de judeu\u2019.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Cristo, no Cristianismo Positivo, era equivalente, e muitas vezes inferior, a Hitler:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuanto \u00e0 cren\u00e7a na reden\u00e7\u00e3o crist\u00e3 entre muitos alem\u00e3es durante o per\u00edodo nazista, percebe-se que ela era composta de duas metades, como se formassem uma perfeita simbiose (STEIGMANN-GALL, 2004, p. 46). A primeira delas era formada pela figura de Hitler como salvador. Sua miss\u00e3o era aquela mesma de Cristo, qual seja, a de combater sem medo e sem tr\u00e9gua o juda\u00edsmo. A segunda metade dizia respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es religiosas, muitas delas destacando a ideia de reden\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cruz. Neste sentido, essa reden\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser realizada na sua plenitude pela purifica\u00e7\u00e3o de Jesus de toda e qualquer rela\u00e7\u00e3o com o juda\u00edsmo, reconstruindo-o como ele pretensamente teria sido, isto \u00e9, como um ariano, e n\u00e3o como um judeu.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Finalmente, Chevitarese e Justi citam a (tenebrosa) ideia de um Jesus musculoso:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA fim de superar, do ponto de vista est\u00e9tico, aquilo que poderia parecer um sinal de derrota frente \u00e0s maquina\u00e7\u00f5es judaicas, outras representa\u00e7\u00f5es de Jesus foram desenvolvidas nos anos trinta no interior da Alemanha. Por meio delas, buscou-se refor\u00e7ar a vit\u00f3ria da cruz sobre os judeus. Jesus, firme como uma rocha, tem um corpo musculoso e reluzente, cabe\u00e7a erguida e olhos fixos no horizonte, como que transcendendo \u00e0 dor, \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 derrota. V\u00ea-se aqui, do ponto de vista est\u00e9tico, a sistematiza\u00e7\u00e3o de um olhar historiogr\u00e1fico levado ao seu \u00e1pice pelos te\u00f3logos e religiosos nazistas: o Jesus ariano.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Em um <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C_Nj3-_JPWE\/\">v\u00eddeo<\/a> no Instagram, Andr\u00e9 Chevitarese comenta que centenas de igrejas foram constru\u00eddas no per\u00edodo nazista, levando em conta as ideias absurdas do Cristianismo Positivo, mas apenas uma, a Martin-Luther-Ged\u00e4chtniskirche (Igreja Memorial Martin Lutero), em Berlim, constru\u00edda em 1935, sobreviveu. A imagem de um Jesus musculoso e vitorioso, que est\u00e1 nesta igreja, \u00e9 apresentada na imagem que acompanha o texto.<\/p>\n<p>O artigo de Chevitarese e Justi apresenta v\u00e1rias outras imagens do Cristianismo Positivo, como altares luteranos cheios de su\u00e1sticas e outra foto da igreja Martin-Luther-Ged\u00e4chtniskirche, em que Jesus aparece seguido por ap\u00f3stolos e um soldado alem\u00e3o (!).<\/p>\n<p>Enfim, eu nem precisaria refor\u00e7ar, acho, mas n\u00e3o custa nada: ideia de um &#8220;Jesus Ariano&#8221; \u00e9 categoricamente rejeitada pela esmagadora maioria das denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s em todo o mundo. O cristianismo, em sua ess\u00eancia, reconhece Jesus como judeu, nascido em Bel\u00e9m, na Judeia, e pertencente \u00e0 linhagem de Davi. Negar sua identidade judaica \u00e9 negar a pr\u00f3pria base hist\u00f3rica e teol\u00f3gica do cristianismo, que se enra\u00edza nas tradi\u00e7\u00f5es e escrituras judaicas.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia do &#8220;Jesus Ariano&#8221; \u00e9 um testemunho da capacidade de ideologias totalit\u00e1rias de distorcer e manipular at\u00e9 mesmo as cren\u00e7as mais sagradas para seus pr\u00f3prios fins perversos. Ele permanece como um exemplo sombrio da corrup\u00e7\u00e3o da f\u00e9 para justificar o \u00f3dio e a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Quem tiver interesse em receber este e outros textos meus semanalmente, clique <a href=\"https:\/\/open.substack.com\/pub\/fabriciomuller\/p\/cristianismo-positivo?r=2m0pd&amp;utm_campaign=post&amp;utm_medium=web&amp;showWelcomeOnShare=true\">aqui<\/a> e cadastre seu e-mail.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>(*) CHEVITARESE, Andr\u00e9 Leonardo; JUSTI, Daniel Brasil. O Jesus Ariano: o imagin\u00e1rio e as concep\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas do Jesus Hist\u00f3rico na Alemanha Nazista. Horizonte, Belo Horizonte, v. 15, n. 45, p. 188-205, jan.\/mar. 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu tenho interesses estranhos. O Imp\u00e9rio Wari, precursor dos Incas, no Peu. S\u00e3o Lu\u00eds de Tolosa. As esp\u00e9cies meio-mam\u00edferas, meio-r\u00e1pteis do Per\u00edodo Permiano. Os Etruscos. Futebol Australiano. Os Papas de Avignon, no s\u00e9culo XIV. O texto de hoje \u00e9 sobre outro interesse esquisito, o \u201cCristianismo Positivo\u201d. A hist\u00f3ria \u00e9 esquisita e assustadora demais, deve ser isto que despertou meu interesse. Seguinte: Cristianismo Positivo \u00e9 a ideia de que muitos nazistas tinham de que Jesus Cristo era ariano. \u00c9 isso. Na minha opini\u00e3o, isso \u00e9 t\u00e3o estranho e idiota que eu poderia terminar o texto aqui. Mas vou comentar um pouco mais. O grande historiador brasileiro Andr\u00e9 Chevitarese, o maior especialista brasileiro no Jesus Hist\u00f3rico, escreveu com Daniel Brasil Justi um artigo, chamado \u201cO Jesus Ariano. O imagin\u00e1rio e as concep\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas do Jesus Hist\u00f3rico na Alemanha Nazista\u201d (*), no qual detalha como te\u00f3logos alem\u00e3es, alinhados ao nazismo, ativamente promoveram e popularizaram a imagem de um &#8220;Jesus Ariano&#8221; para desvincular o cristianismo de suas ra\u00edzes judaicas e justificar o antissemitismo, culminando na colabora\u00e7\u00e3o com o Holocausto. Segundo os autores, por mais que o Nazismo tenha promovido o tal \u201cCristianismo Positivo\u201d, estas teorias j\u00e1 eram anteriores \u00e0 d\u00e9cada de 1930, sempre no bojo de um antissemitismo feroz. Em seu artigo, Chevitarese e Justi citam alguns textos antigos alem\u00e3es que sugeriam tirar o Velho Testamento da B\u00edblia: \u201cConforme observou Richard Steigmann-Gall (2004, p. 39, 48), n\u00e3o apenas Artur Dinter, em 1921, no seu romance O Pecado contra o Esp\u00edrito (&#8230;), reivindicava a necessidade de remo\u00e7\u00e3o desse material judaico da b\u00edblia crist\u00e3, pois ele constituiria um monumento ao \u2018pensamento religioso dos judeus, que se baseia em mentiras e trai\u00e7\u00e3o, neg\u00f3cios e lucro\u2019, como tamb\u00e9m o pr\u00f3prio Mestre Eckart, a quem Hitler fez um tributo em Mein Kampf, ao escrever no poema intitulado \u2018O Enigma\u2019: \u2018O Novo Testamento afastou-se do Velho \/ como tu te libertaste do mundo \/ E assim como est\u00e1s livre das tuas ilus\u00f5es passadas \/ tamb\u00e9m Jesus Cristo rejeitou a sua condi\u00e7\u00e3o de judeu\u2019.\u201d Cristo, no Cristianismo Positivo, era equivalente, e muitas vezes inferior, a Hitler: \u201cQuanto \u00e0 cren\u00e7a na reden\u00e7\u00e3o crist\u00e3 entre muitos alem\u00e3es durante o per\u00edodo nazista, percebe-se que ela era composta de duas metades, como se formassem uma perfeita simbiose (STEIGMANN-GALL, 2004, p. 46). A primeira delas era formada pela figura de Hitler como salvador. Sua miss\u00e3o era aquela mesma de Cristo, qual seja, a de combater sem medo e sem tr\u00e9gua o juda\u00edsmo. A segunda metade dizia respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es religiosas, muitas delas destacando a ideia de reden\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cruz. Neste sentido, essa reden\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser realizada na sua plenitude pela purifica\u00e7\u00e3o de Jesus de toda e qualquer rela\u00e7\u00e3o com o juda\u00edsmo, reconstruindo-o como ele pretensamente teria sido, isto \u00e9, como um ariano, e n\u00e3o como um judeu.\u201d Finalmente, Chevitarese e Justi citam a (tenebrosa) ideia de um Jesus musculoso: \u201cA fim de superar, do ponto de vista est\u00e9tico, aquilo que poderia parecer um sinal de derrota frente \u00e0s maquina\u00e7\u00f5es judaicas, outras representa\u00e7\u00f5es de Jesus foram desenvolvidas nos anos trinta no interior da Alemanha. Por meio delas, buscou-se refor\u00e7ar a vit\u00f3ria da cruz sobre os judeus. Jesus, firme como uma rocha, tem um corpo musculoso e reluzente, cabe\u00e7a erguida e olhos fixos no horizonte, como que transcendendo \u00e0 dor, \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 derrota. V\u00ea-se aqui, do ponto de vista est\u00e9tico, a sistematiza\u00e7\u00e3o de um olhar historiogr\u00e1fico levado ao seu \u00e1pice pelos te\u00f3logos e religiosos nazistas: o Jesus ariano.\u201d Em um v\u00eddeo no Instagram, Andr\u00e9 Chevitarese comenta que centenas de igrejas foram constru\u00eddas no per\u00edodo nazista, levando em conta as ideias absurdas do Cristianismo Positivo, mas apenas uma, a Martin-Luther-Ged\u00e4chtniskirche (Igreja Memorial Martin Lutero), em Berlim, constru\u00edda em 1935, sobreviveu. A imagem de um Jesus musculoso e vitorioso, que est\u00e1 nesta igreja, \u00e9 apresentada na imagem que acompanha o texto. O artigo de Chevitarese e Justi apresenta v\u00e1rias outras imagens do Cristianismo Positivo, como altares luteranos cheios de su\u00e1sticas e outra foto da igreja Martin-Luther-Ged\u00e4chtniskirche, em que Jesus aparece seguido por ap\u00f3stolos e um soldado alem\u00e3o (!). Enfim, eu nem precisaria refor\u00e7ar, acho, mas n\u00e3o custa nada: ideia de um &#8220;Jesus Ariano&#8221; \u00e9 categoricamente rejeitada pela esmagadora maioria das denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s em todo o mundo. O cristianismo, em sua ess\u00eancia, reconhece Jesus como judeu, nascido em Bel\u00e9m, na Judeia, e pertencente \u00e0 linhagem de Davi. Negar sua identidade judaica \u00e9 negar a pr\u00f3pria base hist\u00f3rica e teol\u00f3gica do cristianismo, que se enra\u00edza nas tradi\u00e7\u00f5es e escrituras judaicas. A exist\u00eancia do &#8220;Jesus Ariano&#8221; \u00e9 um testemunho da capacidade de ideologias totalit\u00e1rias de distorcer e manipular at\u00e9 mesmo as cren\u00e7as mais sagradas para seus pr\u00f3prios fins perversos. Ele permanece como um exemplo sombrio da corrup\u00e7\u00e3o da f\u00e9 para justificar o \u00f3dio e a viol\u00eancia. *** Quem tiver interesse em receber este e outros textos meus semanalmente, clique aqui e cadastre seu e-mail. *** (*) CHEVITARESE, Andr\u00e9 Leonardo; JUSTI, Daniel Brasil. O Jesus Ariano: o imagin\u00e1rio e as concep\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas do Jesus Hist\u00f3rico na Alemanha Nazista. 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