{"id":5607,"date":"2024-12-10T01:19:51","date_gmt":"2024-12-10T04:19:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5607"},"modified":"2024-12-10T01:20:34","modified_gmt":"2024-12-10T04:20:34","slug":"dalton-trevisan-1925-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5607","title":{"rendered":"Dalton Trevisan (1925-2024)"},"content":{"rendered":"<p>Eu devia ser ainda crian\u00e7a quando <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?tag=nedier\">minha m\u00e3e<\/a> me falou de Dalton Trevisan pela primeira vez. Ela tinha alguns livros escritos por ele em casa, fui ler e n\u00e3o levei muito a s\u00e9rio: n\u00e3o devia ser assim t\u00e3o bom um escritor que falava s\u00f3 de bairros e lugares que eu conhecia. O bairro Barreirinha. A Pra\u00e7a Tiradentes. A Rua das Flores.<\/p>\n<p>O prazer que eu tenho com suas hist\u00f3rias \u00e9 dif\u00edcil de descrever. At\u00e9 hoje, se leio um conto dele e vejo citado um lugar em que eu sempre passo, eu sinto um certo arrepio bom. Bobo, mas bom.<\/p>\n<p>Por uma dessas coisas que \u00e9 dif\u00edcil de explicar racionalmente, passei a sentir de uns dois meses para c\u00e1 uma grande necessidade de ler seus contos \u2013 cheguei a contar para um amigo que estava com cada vez menos vontade de ler fic\u00e7\u00e3o, fora J.M. Coetzee e Dalton Trevisan. Comprei quatro livros dele recentemente, j\u00e1 li um \u2013 &#8220;Mist\u00e9rios de Curitiba&#8221; &#8211; e, entre os outros tr\u00eas, um grosso volume chamado \u201cAntologia Pessoal\u201d. N\u00e3o via a hora de come\u00e7ar a l\u00ea-lo. N\u00e3o via a hora de escrever sobre os contos dos livros que comprei recentemente.<\/p>\n<p>N\u00e3o costumo me abalar muito com a morte de quem n\u00e3o conhe\u00e7o pessoalmente, e n\u00e3o conheci pessoalmente o maior escritor que j\u00e1 nasceu na minha cidade. Mas me abalei MESMO com a morte de Dalton Trevisan.<\/p>\n<p>De uma maneira idiota e meio pat\u00e9tica, no fundo eu achava que ele era meu amigo.<\/p>\n<p>Descanse em paz, gigante.<\/p>\n<p><em>(foto que acompanha o texto obtida na <a href=\"https:\/\/www.bandab.com.br\/curitiba\/morre-dalton-trevisan-o-vampiro-de-curitiba-aos-99-anos\/#google_vignette\">Banda B<\/a>)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu devia ser ainda crian\u00e7a quando minha m\u00e3e me falou de Dalton Trevisan pela primeira vez. Ela tinha alguns livros escritos por ele em casa, fui ler e n\u00e3o levei muito a s\u00e9rio: n\u00e3o devia ser assim t\u00e3o bom um escritor que falava s\u00f3 de bairros e lugares que eu conhecia. O bairro Barreirinha. A Pra\u00e7a Tiradentes. A Rua das Flores. O prazer que eu tenho com suas hist\u00f3rias \u00e9 dif\u00edcil de descrever. At\u00e9 hoje, se leio um conto dele e vejo citado um lugar em que eu sempre passo, eu sinto um certo arrepio bom. Bobo, mas bom. Por uma dessas coisas que \u00e9 dif\u00edcil de explicar racionalmente, passei a sentir de uns dois meses para c\u00e1 uma grande necessidade de ler seus contos \u2013 cheguei a contar para um amigo que estava com cada vez menos vontade de ler fic\u00e7\u00e3o, fora J.M. Coetzee e Dalton Trevisan. Comprei quatro livros dele recentemente, j\u00e1 li um \u2013 &#8220;Mist\u00e9rios de Curitiba&#8221; &#8211; e, entre os outros tr\u00eas, um grosso volume chamado \u201cAntologia Pessoal\u201d. N\u00e3o via a hora de come\u00e7ar a l\u00ea-lo. N\u00e3o via a hora de escrever sobre os contos dos livros que comprei recentemente. N\u00e3o costumo me abalar muito com a morte de quem n\u00e3o conhe\u00e7o pessoalmente, e n\u00e3o conheci pessoalmente o maior escritor que j\u00e1 nasceu na minha cidade. Mas me abalei MESMO com a morte de Dalton Trevisan. De uma maneira idiota e meio pat\u00e9tica, no fundo eu achava que ele era meu amigo. Descanse em paz, gigante. (foto que acompanha o texto obtida na Banda B)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5609,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[905,807],"class_list":["post-5607","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-dalton-tevisan","tag-nedier","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5607"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5616,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5607\/revisions\/5616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}