{"id":5389,"date":"2024-07-07T17:28:00","date_gmt":"2024-07-07T20:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5389"},"modified":"2024-07-07T17:28:00","modified_gmt":"2024-07-07T20:28:00","slug":"livros-lidos-recentemente-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5389","title":{"rendered":"Livros lidos recentemente"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;O d\u00e9cimo homem&#8221;<\/em>, de Graham Greene (Record, 176 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Flavio Moreira da Costa, publicado originalmente em 1985): em uma pris\u00e3o nazista na Fran\u00e7a durante a ocupa\u00e7\u00e3o, dez prisioneiros s\u00e3o obrigados a fazer um sorteio, e o sorteado ser\u00e1 executado. Aquele que &#8220;vence&#8221; a competi\u00e7\u00e3o faz uma proposta ins\u00f3lita, a de trocar de lugar com outro detento por por toda a sua fortuna. Um dos presos aceita a troca, morre no lugar do outro, e a fortuna do sobrevivente vai para a fam\u00edlia do falecido. O detento que comprou sua sobreviv\u00eancia, agora pobre, volta para a casa onde morava, e a\u00ed come\u00e7am os problemas. Extremamente bem escrito, &#8220;O d\u00e9cimo homem&#8221; \u00e9 uma novela que justifica todo o sucesso que o ingl\u00eas Graham Greene (1904-1991) fez como escritor.<\/p>\n<p><em>&#8220;O abismo vertiginoso &#8211; um mergulho nas ideias e nos efeitos da f\u00edsica qu\u00e2ntica&#8221;<\/em>, de Carlo Rovelli (Objetiva, 199 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Silvana Cobucci, publicado originalmente em 2020): um dos efeitos mais conhecidos da f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 que o observador, apenas por olhar um experimento, muda o comportamento de part\u00edculas subat\u00f4micas. Meu maior objetivo em ler este livro do grande f\u00edsico italiano era tentar entender este efeito estranh\u00edssimo. De fato, como Carlo Rovelli comenta em sua obra,<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;a realidade dos quanta \u00e9 muito mais estranha que todos os delicados, misteriosos, encantadores e intricados aspectos da nossa realidade psicol\u00f3gica e da nossa vida espiritual&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Em seu \u00f3timo livro, Rovelli descreve um experimento que qualquer um acharia maluco se n\u00e3o fosse real, com a m\u00e3o do observador mudando parte dos f\u00f3tons lan\u00e7ados por um equipamento. No livro tamb\u00e9m s\u00e3o apresentadas \u00f3timas descri\u00e7\u00f5es dos principais cientistas envolvidos na descoberta da f\u00edsica qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o que Carlo Rovelli d\u00e1 para este efeito esquisito, por outro lado &#8211; baseado, grosso modo, na rela\u00e7\u00e3o entre todas as part\u00edculas do Universo &#8211; n\u00e3o me impressionou muito. Quem sabe eu n\u00e3o a tenha entendido muito bem.<\/p>\n<p><em>&#8220;Clube da Luta&#8221;<\/em>, de Chuck Palahniuk (Leya, 272 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Cassius Medauar, publicado originalmente em 1996): n\u00e3o assisti ao famoso filme hom\u00f4nimo baseado neste romance, e confesso que agora estou bem curioso para saber como roteirista e diretor fizeram para colocar essa loucura toda nas telas. O livro, narrado em primeira pessoa por um funcion\u00e1rio de uma grande empresa, conta como um sujeito estranho chamado Tyler Durden convence v\u00e1rios homens, uma vez por semana, a trocarem socos no por\u00e3o de bares. A loucura de Tyler vai se aprofundando e ele acaba criando o Projeto Ordem e Destrui\u00e7\u00e3o, em que convence homens a, primeiro, fazerem pequenos atos de desordem, como cuspir em pratos que ser\u00e3o servidos para h\u00f3spedes ricos num hotel, para depois partir para um terrorismo em larga escala. Muita gente acha que &#8220;Clube da Luta&#8221; \u00e9 um livro que representa as repress\u00f5es masculinas, ou coisa que o valha, mas eu s\u00f3 achei que o livro \u00e9 esquisito mesmo &#8211; como os dois do autor (&#8220;<a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3591\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maldita<\/a>&#8221; e &#8220;<a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3365\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Condenada<\/a>&#8220;) que eu j\u00e1 tinha lido, ali\u00e1s.<\/p>\n<p>E sim, eu gostei muito de &#8220;Clube da Luta&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O d\u00e9cimo homem&#8221;, de Graham Greene (Record, 176 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Flavio Moreira da Costa, publicado originalmente em 1985): em uma pris\u00e3o nazista na Fran\u00e7a durante a ocupa\u00e7\u00e3o, dez prisioneiros s\u00e3o obrigados a fazer um sorteio, e o sorteado ser\u00e1 executado. Aquele que &#8220;vence&#8221; a competi\u00e7\u00e3o faz uma proposta ins\u00f3lita, a de trocar de lugar com outro detento por por toda a sua fortuna. Um dos presos aceita a troca, morre no lugar do outro, e a fortuna do sobrevivente vai para a fam\u00edlia do falecido. O detento que comprou sua sobreviv\u00eancia, agora pobre, volta para a casa onde morava, e a\u00ed come\u00e7am os problemas. Extremamente bem escrito, &#8220;O d\u00e9cimo homem&#8221; \u00e9 uma novela que justifica todo o sucesso que o ingl\u00eas Graham Greene (1904-1991) fez como escritor. &#8220;O abismo vertiginoso &#8211; um mergulho nas ideias e nos efeitos da f\u00edsica qu\u00e2ntica&#8221;, de Carlo Rovelli (Objetiva, 199 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Silvana Cobucci, publicado originalmente em 2020): um dos efeitos mais conhecidos da f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 que o observador, apenas por olhar um experimento, muda o comportamento de part\u00edculas subat\u00f4micas. Meu maior objetivo em ler este livro do grande f\u00edsico italiano era tentar entender este efeito estranh\u00edssimo. De fato, como Carlo Rovelli comenta em sua obra, &#8220;a realidade dos quanta \u00e9 muito mais estranha que todos os delicados, misteriosos, encantadores e intricados aspectos da nossa realidade psicol\u00f3gica e da nossa vida espiritual&#8221; Em seu \u00f3timo livro, Rovelli descreve um experimento que qualquer um acharia maluco se n\u00e3o fosse real, com a m\u00e3o do observador mudando parte dos f\u00f3tons lan\u00e7ados por um equipamento. No livro tamb\u00e9m s\u00e3o apresentadas \u00f3timas descri\u00e7\u00f5es dos principais cientistas envolvidos na descoberta da f\u00edsica qu\u00e2ntica. A explica\u00e7\u00e3o que Carlo Rovelli d\u00e1 para este efeito esquisito, por outro lado &#8211; baseado, grosso modo, na rela\u00e7\u00e3o entre todas as part\u00edculas do Universo &#8211; n\u00e3o me impressionou muito. Quem sabe eu n\u00e3o a tenha entendido muito bem. &#8220;Clube da Luta&#8221;, de Chuck Palahniuk (Leya, 272 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Cassius Medauar, publicado originalmente em 1996): n\u00e3o assisti ao famoso filme hom\u00f4nimo baseado neste romance, e confesso que agora estou bem curioso para saber como roteirista e diretor fizeram para colocar essa loucura toda nas telas. O livro, narrado em primeira pessoa por um funcion\u00e1rio de uma grande empresa, conta como um sujeito estranho chamado Tyler Durden convence v\u00e1rios homens, uma vez por semana, a trocarem socos no por\u00e3o de bares. A loucura de Tyler vai se aprofundando e ele acaba criando o Projeto Ordem e Destrui\u00e7\u00e3o, em que convence homens a, primeiro, fazerem pequenos atos de desordem, como cuspir em pratos que ser\u00e3o servidos para h\u00f3spedes ricos num hotel, para depois partir para um terrorismo em larga escala. 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