{"id":5300,"date":"2024-03-17T17:44:45","date_gmt":"2024-03-17T20:44:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5300"},"modified":"2024-06-30T13:39:46","modified_gmt":"2024-06-30T16:39:46","slug":"quem-e-vivo-sempre-aparece-2-in-washington-d-c-1956-volume-four-de-lester-young","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5300","title":{"rendered":"Quem \u00e9 vivo sempre aparece: 2.\u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d, de Lester Young"},"content":{"rendered":"<p>Grande parte das pessoas, depois de uma certa idade, continua a ouvir apenas as m\u00fasicas e\/ou m\u00fasicos que gostava na juventude. J\u00e1 ouvi um podcaster famoso contando que continuava ouvindo sons do passado porque eles lhe lembravam de sua juventude &#8211; e acho que \u00e9 assim com muita gente.<\/p>\n<p>Comigo, ao contr\u00e1rio, praticamente nunca \u00e9 assim. Se volto a ouvir algo que eu gostava quando era mais jovem, julgo este som como se eu o estivesse ouvindo pela primeira vez: se continuo achando bom, \u00f3timo; se mudei de ideia e n\u00e3o acho mais, lamento.<\/p>\n<p>Como raras exce\u00e7\u00f5es a este comportamento n\u00e3o-saudosista, lembro de um momento, alguns poucos anos atr\u00e1s, em que ouvi \u201cStanding on a Beach\u201d, da banda inglesa The Cure, e ter me sentido de novo no Cursinho, na Rua Vicente Machado, aqui em Curitiba, onde estudei em 1986.<\/p>\n<p>O texto de hoje desta s\u00e9rie \u201cQuem \u00e9 vivo sempre aparece\u201d, onde comento m\u00fasicas que n\u00e3o ouvia h\u00e1 muito tempo e que voltei a escutar e gostar, \u00e9 sobre o disco \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d, do saxofonista americano Lester Young (1909-1959), que tenho ouvido bastante nos \u00faltimos tempos &#8211; mas n\u00e3o sei se \u00e9 por causa de saudosismo ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Por muito tempo tentei gostar de jazz, mas isto \u00e9 assunto para o epis\u00f3dio desta s\u00e9rie que tratar\u00e1 de Modern Jazz Quartet. De todo modo, um dos discos que comprei no estilo, na adolesc\u00eancia, foi este \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d, e nunca vou ter ideia de quantas dezenas \u2013 ou centenas \u2013 de vezes ouvi o LP. Eu s\u00f3 sabia que, se colocasse o disco na vitrola, eu n\u00e3o pensaria em troc\u00e1-lo t\u00e3o cedo. E lamentava que s\u00f3 tinha conseguido o Vol. 4 da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>J\u00e1 casado comprei alguns CDs de Lester Young, mas eram sempre vers\u00f5es de \u201cmelhores m\u00fasicas da carreira\u201d que tinham coisas de orquestra, coisas com vocal, e quase nada que se aproximasse da sensa\u00e7\u00e3o de prazer que \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d me dava.<\/p>\n<p>At\u00e9 que, com o advento do Spotify, resolvi um belo dia ouvir os tr\u00eas primeiros volumes da s\u00e9rie do grande saxofonista, precursor do bebop, tocando na capital dos Estados Unidos (eu n\u00e3o tinha ideia de quantos discos havia na s\u00e9rie, mas eram s\u00f3 quatro mesmo).<\/p>\n<p>E a\u00ed veio a decep\u00e7\u00e3o. Os volumes 1 a 3 est\u00e3o, obviamente, longe de ser ruins. Mas n\u00e3o me passavam a emo\u00e7\u00e3o que \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d me passa, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Saudosismo? Quem sabe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grande parte das pessoas, depois de uma certa idade, continua a ouvir apenas as m\u00fasicas e\/ou m\u00fasicos que gostava na juventude. J\u00e1 ouvi um podcaster famoso contando que continuava ouvindo sons do passado porque eles lhe lembravam de sua juventude &#8211; e acho que \u00e9 assim com muita gente. Comigo, ao contr\u00e1rio, praticamente nunca \u00e9 assim. Se volto a ouvir algo que eu gostava quando era mais jovem, julgo este som como se eu o estivesse ouvindo pela primeira vez: se continuo achando bom, \u00f3timo; se mudei de ideia e n\u00e3o acho mais, lamento. Como raras exce\u00e7\u00f5es a este comportamento n\u00e3o-saudosista, lembro de um momento, alguns poucos anos atr\u00e1s, em que ouvi \u201cStanding on a Beach\u201d, da banda inglesa The Cure, e ter me sentido de novo no Cursinho, na Rua Vicente Machado, aqui em Curitiba, onde estudei em 1986. 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J\u00e1 casado comprei alguns CDs de Lester Young, mas eram sempre vers\u00f5es de \u201cmelhores m\u00fasicas da carreira\u201d que tinham coisas de orquestra, coisas com vocal, e quase nada que se aproximasse da sensa\u00e7\u00e3o de prazer que \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d me dava. At\u00e9 que, com o advento do Spotify, resolvi um belo dia ouvir os tr\u00eas primeiros volumes da s\u00e9rie do grande saxofonista, precursor do bebop, tocando na capital dos Estados Unidos (eu n\u00e3o tinha ideia de quantos discos havia na s\u00e9rie, mas eram s\u00f3 quatro mesmo). E a\u00ed veio a decep\u00e7\u00e3o. Os volumes 1 a 3 est\u00e3o, obviamente, longe de ser ruins. Mas n\u00e3o me passavam a emo\u00e7\u00e3o que \u201cIn Washington D.C. 1956 Volume Four\u201d me passa, at\u00e9 hoje. Saudosismo? 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