{"id":5228,"date":"2023-12-03T16:40:53","date_gmt":"2023-12-03T19:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5228"},"modified":"2023-12-03T16:40:53","modified_gmt":"2023-12-03T19:40:53","slug":"livros-que-minha-mae-amava-1-o-filho-eterno-de-cristovao-tezza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5228","title":{"rendered":"Livros que minha m\u00e3e amava: 1. &#8220;O filho eterno&#8221;, de Crist\u00f3v\u00e3o Tezza"},"content":{"rendered":"<p>Gosto de ler basicamente por causa da minha m\u00e3e. Foi ela que sempre me incentivou \u00e0 leitura, e passamos boa parte da vida trocando indica\u00e7\u00f5es sobre livros. Na adolesc\u00eancia, em geral, eu n\u00e3o gostava muito das obras que ela me recomendava, e o inverso quase sempre tamb\u00e9m era verdadeiro. S\u00f3 com a idade adulta comecei a curtir os livros que ela me indicava, quando comecei a entender as quest\u00f5es levantadas por escritores que ela amava, como John Updike e Philip Roth.<\/p>\n<p>Falecida h\u00e1 pouco mais de seis meses, uma das maneiras de me lembrar dela \u2013 sempre uma lembran\u00e7a doce, principalmente, no meu caso, quando se trata de livros \u2013 tem sido ler (ou reler) livros que ela gostava e descobrir o que acho sobre eles, agora.<\/p>\n<p>Pretendo que esta s\u00e9rie \u201cLivros que minha m\u00e3e amava\u201d, que come\u00e7o agora no meu blog, demore bastante, e que eu consiga inserir muitos textos nela. N\u00e3o sei se lembro de um n\u00famero muito grande de coment\u00e1rios dela sobre o que ela lia, mas os livros da minha m\u00e3e \u2013 os que eu n\u00e3o roubei com o passar dos anos \u2013 est\u00e3o na casa do meu pai, passo horas vendo aquele grande n\u00famero de prateleiras abarrotadas e \u00e9 inevit\u00e1vel eu me lembrar de uma coisa aqui e outra ali. Se eu n\u00e3o me lembrar de nada, o estado do livro pode me indicar se ela o leu ou n\u00e3o!<\/p>\n<p>O primeiro livro da s\u00e9rie \u201cLivros que minha m\u00e3e amava\u201d \u00e9 \u201cO filho eterno\u201d (Record, 224 p\u00e1ginas, lan\u00e7ado originalmente em 2007), sucesso extraordin\u00e1rio do escritor catarinense, que vive em Curitiba desde crian\u00e7a, Cristov\u00e3o Tezza. O romance, de autofic\u00e7\u00e3o, conta a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio autor com os problemas gerados pelo nascimento de um filho com s\u00edndrome de <em>Down<\/em>. \u00a0Passando ao largo da pieguice, Cristov\u00e3o Tezza, com uma t\u00e9cnica liter\u00e1ria impec\u00e1vel \u2013 a narra\u00e7\u00e3o vai e volta ao passado de maneira suave, acess\u00edvel e, muitas vezes, emocionante \u2013, conta o quanto se sentia mal em ter um filho com uma condi\u00e7\u00e3o especial. O interessante \u00e9 que o autor n\u00e3o poupa os leitores nem de sua postura pouco recomend\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao filho, nem das suas duvidosas decis\u00f5es pessoais e profissionais. O romance \u00e9 uma pequena obra-prima, que fez por merecer o imenso sucesso a que chegou \u2013 a ponto de ter tido um filme, lan\u00e7ado em 2016 e com Marcos Veras e D\u00e9bora Fallabella nos pap\u00e9is principais, baseado nele.<\/p>\n<p>No final da sua vida minha m\u00e3e sempre citava este livro, e me contava a cena final do filme (a que n\u00e3o assisti, ali\u00e1s) e sua diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao que acontecia no romance original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gosto de ler basicamente por causa da minha m\u00e3e. Foi ela que sempre me incentivou \u00e0 leitura, e passamos boa parte da vida trocando indica\u00e7\u00f5es sobre livros. Na adolesc\u00eancia, em geral, eu n\u00e3o gostava muito das obras que ela me recomendava, e o inverso quase sempre tamb\u00e9m era verdadeiro. S\u00f3 com a idade adulta comecei a curtir os livros que ela me indicava, quando comecei a entender as quest\u00f5es levantadas por escritores que ela amava, como John Updike e Philip Roth. Falecida h\u00e1 pouco mais de seis meses, uma das maneiras de me lembrar dela \u2013 sempre uma lembran\u00e7a doce, principalmente, no meu caso, quando se trata de livros \u2013 tem sido ler (ou reler) livros que ela gostava e descobrir o que acho sobre eles, agora. Pretendo que esta s\u00e9rie \u201cLivros que minha m\u00e3e amava\u201d, que come\u00e7o agora no meu blog, demore bastante, e que eu consiga inserir muitos textos nela. N\u00e3o sei se lembro de um n\u00famero muito grande de coment\u00e1rios dela sobre o que ela lia, mas os livros da minha m\u00e3e \u2013 os que eu n\u00e3o roubei com o passar dos anos \u2013 est\u00e3o na casa do meu pai, passo horas vendo aquele grande n\u00famero de prateleiras abarrotadas e \u00e9 inevit\u00e1vel eu me lembrar de uma coisa aqui e outra ali. Se eu n\u00e3o me lembrar de nada, o estado do livro pode me indicar se ela o leu ou n\u00e3o! O primeiro livro da s\u00e9rie \u201cLivros que minha m\u00e3e amava\u201d \u00e9 \u201cO filho eterno\u201d (Record, 224 p\u00e1ginas, lan\u00e7ado originalmente em 2007), sucesso extraordin\u00e1rio do escritor catarinense, que vive em Curitiba desde crian\u00e7a, Cristov\u00e3o Tezza. O romance, de autofic\u00e7\u00e3o, conta a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio autor com os problemas gerados pelo nascimento de um filho com s\u00edndrome de Down. \u00a0Passando ao largo da pieguice, Cristov\u00e3o Tezza, com uma t\u00e9cnica liter\u00e1ria impec\u00e1vel \u2013 a narra\u00e7\u00e3o vai e volta ao passado de maneira suave, acess\u00edvel e, muitas vezes, emocionante \u2013, conta o quanto se sentia mal em ter um filho com uma condi\u00e7\u00e3o especial. 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No final da sua vida minha m\u00e3e sempre citava este livro, e me contava a cena final do filme (a que n\u00e3o assisti, ali\u00e1s) e sua diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao que acontecia no romance original.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5229,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[850,851,807],"class_list":["post-5228","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-cristovao-tezza","tag-livros-que-minha-mae-amava","tag-nedier","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5228"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5239,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5228\/revisions\/5239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}