{"id":5184,"date":"2023-07-30T18:45:47","date_gmt":"2023-07-30T21:45:47","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5184"},"modified":"2023-07-30T18:45:47","modified_gmt":"2023-07-30T21:45:47","slug":"livros-lidos-recentemente-julho-de-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5184","title":{"rendered":"Livros lidos recentemente &#8211; julho de 2023"},"content":{"rendered":"<p>\u201cViver \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade\u201d, de Jamil Snege (Arte e Letra, 78 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 1998): meu grande amigo Ren\u00ea Bettega me recomendou este livro porque, segundo ele, o estilo \u00e9 parecido com o meu. N\u00e3o poderia haver um motivo maior para despertar minha curiosidade! N\u00e3o sei se escrevo t\u00e3o bem, mas, de fato, \u201cViver \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade\u201d, que conta a hist\u00f3ria em primeira pessoa de um arquiteto decadente, \u00e9 delicioso e divertido! Quero ler agora outro livro do autor, \u201cComo eu se fiz por mim mesmo\u201d (um t\u00edtulo que eu usaria para uma obra se eu tivesse tido a ideia, com certeza).<\/p>\n<p>\u201cO territ\u00f3rio do vazio \u2013 a praia e o imagin\u00e1rio ocidental\u201d de Alain Corbin (Companhia das Letras, 385 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Neves, publicado originalmente em 1988): este foi o primeiro livro n\u00e3o profissional que comprei depois de casado, e tenho carregado a obra comigo desde ent\u00e3o, em todas as mudan\u00e7as que fiz &#8211; mas n\u00e3o a tinha lido at\u00e9 agora. O tema, a hist\u00f3ria da concep\u00e7\u00e3o ocidental sobre a praia desde a Antiguidade at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, \u00e9 fascinante &#8211; mas \u201cO territ\u00f3rio do vazio\u201d \u00e9 t\u00e3o detalhista que acaba por ser chato. \u00c9 um livro raro, vale de uns cem a trezentos reais na Estante Virtual, mas n\u00e3o vou me desfazer dele por motivos de: lembran\u00e7as afetivas.<\/p>\n<p>\u201cTudo \u00e9 rio\u201d, de Carla Madeira (Record, 209 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 2014): Lucy \u00e9 uma prostituta que gosta muito da profiss\u00e3o, e Ven\u00e2ncio \u00e9 o marido de Dalva, uma mulher com um comportamento mais convencional. Ele comete um crime inomin\u00e1vel e toda a hist\u00f3ria se desenrola a partir deste fato. Er\u00f3tico, forte, muito bem escrito, \u201cTudo \u00e9 rio\u201d merece o sucesso que faz.<\/p>\n<p>\u201cO Alcor\u00e3o \u2013 Livro Sagrado do Isl\u00e3 (Edi\u00e7\u00f5es BestBolso, 489 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Mansour Challita): como literatura, \u00e9 uma perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Hidu\u00edsmo\u201d, de Louis Renou (Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica, 130 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Sal\u00f3, publicado originalmente em 1951): apesar de ser de fam\u00edlia cat\u00f3lica, a primeira religi\u00e3o pela qual me interessei de verdade foi o Hindu\u00edsmo, ainda no final da inf\u00e2ncia, mas depois me afastei dele. Este \u201cO Hindu\u00edsmo\u201d serviu para mostrar que tenho muito o que aprender sobre o assunto ainda.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 fascismo? E outros ensaios\u201d, de George Orwell (Companhia das Letras, 160 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Geiger, organiza\u00e7\u00e3o e pref\u00e1cio de S\u00e9rgio Augusto): autor dos cl\u00e1ssicos \u201cA revolu\u00e7\u00e3o dos bichos\u201d e \u201c1984\u201d, George Orwell era tamb\u00e9m um ensa\u00edsta de m\u00e3o cheia \u2013 eu gostei mais do pref\u00e1cio dele no livro \u201cViagens de Gulliver\u201d de Jonathan Swift, do que do pr\u00f3prio romance. Este \u201cO que \u00e9 fascismo? E outros ensaios\u201d se concentra mais em ensaios liter\u00e1rios (ele comenta livros de gente como T.S. Eliot, Joseph Conrad e Oscar Wilde) e \u00e9 sensacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cViver \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade\u201d, de Jamil Snege (Arte e Letra, 78 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 1998): meu grande amigo Ren\u00ea Bettega me recomendou este livro porque, segundo ele, o estilo \u00e9 parecido com o meu. N\u00e3o poderia haver um motivo maior para despertar minha curiosidade! N\u00e3o sei se escrevo t\u00e3o bem, mas, de fato, \u201cViver \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade\u201d, que conta a hist\u00f3ria em primeira pessoa de um arquiteto decadente, \u00e9 delicioso e divertido! Quero ler agora outro livro do autor, \u201cComo eu se fiz por mim mesmo\u201d (um t\u00edtulo que eu usaria para uma obra se eu tivesse tido a ideia, com certeza). \u201cO territ\u00f3rio do vazio \u2013 a praia e o imagin\u00e1rio ocidental\u201d de Alain Corbin (Companhia das Letras, 385 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Neves, publicado originalmente em 1988): este foi o primeiro livro n\u00e3o profissional que comprei depois de casado, e tenho carregado a obra comigo desde ent\u00e3o, em todas as mudan\u00e7as que fiz &#8211; mas n\u00e3o a tinha lido at\u00e9 agora. 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Er\u00f3tico, forte, muito bem escrito, \u201cTudo \u00e9 rio\u201d merece o sucesso que faz. \u201cO Alcor\u00e3o \u2013 Livro Sagrado do Isl\u00e3 (Edi\u00e7\u00f5es BestBolso, 489 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Mansour Challita): como literatura, \u00e9 uma perfei\u00e7\u00e3o. \u201cO Hidu\u00edsmo\u201d, de Louis Renou (Publica\u00e7\u00f5es Europa-Am\u00e9rica, 130 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Sal\u00f3, publicado originalmente em 1951): apesar de ser de fam\u00edlia cat\u00f3lica, a primeira religi\u00e3o pela qual me interessei de verdade foi o Hindu\u00edsmo, ainda no final da inf\u00e2ncia, mas depois me afastei dele. Este \u201cO Hindu\u00edsmo\u201d serviu para mostrar que tenho muito o que aprender sobre o assunto ainda. \u201cO que \u00e9 fascismo? 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