{"id":5170,"date":"2023-07-02T15:16:01","date_gmt":"2023-07-02T18:16:01","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5170"},"modified":"2023-07-02T15:16:01","modified_gmt":"2023-07-02T18:16:01","slug":"freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5170","title":{"rendered":"Freud"},"content":{"rendered":"<p>Um dos melhores livros que j\u00e1 li \u00e9 \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos\u201d, de Sigmund Freud, o criador da psican\u00e1lise, publicado orginalmente em 1900. Gostei tanto da obra que uma vez minha filha psic\u00f3loga comentou comigo que, quando falava em psicologia, eu praticamente s\u00f3 citava este livro. O perigo de ser o leitor de um livro s\u00f3.<\/p>\n<p>Para tentar me aprofundar um pouco mais sobre o assunto li recentemente tr\u00eas livros sobre Freud e seu m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Na adolesc\u00eancia eu gostava muito das cole\u00e7\u00f5es \u201cPrimeiros passos\u201d (sobre temas gerais) e \u201cEncanto radical\u201d (de biografias), da Editora Brasiliense. Eram livros de bolso com pouco mais de cem p\u00e1ginas cada um, e alguns dos meus preferidos foram aqueles sobre Anarquismo, Punk, James Dean e Marcel Proust.<\/p>\n<p>Da cole\u00e7\u00e3o &#8220;Primeiros Passos&#8221; e lan\u00e7ado originalmente em 1984, \u201cO que \u00e9 psican\u00e1lise\u201d est\u00e1 longe de ser um livro voltado para um desconhecedor do assunto. Com linguagem empolada, o livro, escrito por F\u00e1bio Herrmann, parece feito sob medida para especialistas em psican\u00e1lise. Um trecho pego meio aleatoriamente d\u00e1 uma ideia da coisa:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cA sexualidade, ent\u00e3o, h\u00e1 de ser entendida pelas qualidades do apelo que seu objeto exerce. Trata-se, em primeir\u00edssimo lugar, de um recorte apropriado do real, duma \u00e1rea bem delimitada e especial, compar\u00e1vel ao quadrado da janela alheia, no caso do exibicionismo-voyeurismo. Em segundo lugar, para que o apelo ganhe m\u00e1xima efici\u00eancia, para que alcance o fasc\u00ednio, ser\u00e1 requerido um equil\u00edbrio adequado dos componentes\u00a0do\u00a0atrativo.\u201d <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Muito melhor \u00e9 \u201cFreud b\u00e1sico \u2013 pensamentos psicanal\u00edticos para o s\u00e9culo XXI\u201d, de Michael Kahn (BestBolso, 238 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Paulo Guanabara, publicado originalmente em 2002). Neste caso o autor descreve de maneira bastante acess\u00edvel os principais aspectos da obra de Freud e comenta o estado atual da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Minha ideia, quando resolvi escrever este texto, era comentar apenas sobre os dois exemplares citados acima. Mexendo na minha prateleira acabei vendo outro livro que li recentemente e que tinha comprado nos anos 1980: \u201cConhe\u00e7a Freud\u201d, livro em quadrinhos com roteiro de Richard Appignanesi e ilustra\u00e7\u00f5es de Oscar Zarate (Proposta Editorial, 175 p\u00e1ginas, sem indica\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o). De fato, este livro \u00e9 uma boa introdu\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o sabe nada sobre Freud!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos melhores livros que j\u00e1 li \u00e9 \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos\u201d, de Sigmund Freud, o criador da psican\u00e1lise, publicado orginalmente em 1900. Gostei tanto da obra que uma vez minha filha psic\u00f3loga comentou comigo que, quando falava em psicologia, eu praticamente s\u00f3 citava este livro. O perigo de ser o leitor de um livro s\u00f3. Para tentar me aprofundar um pouco mais sobre o assunto li recentemente tr\u00eas livros sobre Freud e seu m\u00e9todo. Na adolesc\u00eancia eu gostava muito das cole\u00e7\u00f5es \u201cPrimeiros passos\u201d (sobre temas gerais) e \u201cEncanto radical\u201d (de biografias), da Editora Brasiliense. Eram livros de bolso com pouco mais de cem p\u00e1ginas cada um, e alguns dos meus preferidos foram aqueles sobre Anarquismo, Punk, James Dean e Marcel Proust. Da cole\u00e7\u00e3o &#8220;Primeiros Passos&#8221; e lan\u00e7ado originalmente em 1984, \u201cO que \u00e9 psican\u00e1lise\u201d est\u00e1 longe de ser um livro voltado para um desconhecedor do assunto. Com linguagem empolada, o livro, escrito por F\u00e1bio Herrmann, parece feito sob medida para especialistas em psican\u00e1lise. Um trecho pego meio aleatoriamente d\u00e1 uma ideia da coisa: \u201cA sexualidade, ent\u00e3o, h\u00e1 de ser entendida pelas qualidades do apelo que seu objeto exerce. Trata-se, em primeir\u00edssimo lugar, de um recorte apropriado do real, duma \u00e1rea bem delimitada e especial, compar\u00e1vel ao quadrado da janela alheia, no caso do exibicionismo-voyeurismo. Em segundo lugar, para que o apelo ganhe m\u00e1xima efici\u00eancia, para que alcance o fasc\u00ednio, ser\u00e1 requerido um equil\u00edbrio adequado dos componentes\u00a0do\u00a0atrativo.\u201d Muito melhor \u00e9 \u201cFreud b\u00e1sico \u2013 pensamentos psicanal\u00edticos para o s\u00e9culo XXI\u201d, de Michael Kahn (BestBolso, 238 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Paulo Guanabara, publicado originalmente em 2002). Neste caso o autor descreve de maneira bastante acess\u00edvel os principais aspectos da obra de Freud e comenta o estado atual da psican\u00e1lise. Minha ideia, quando resolvi escrever este texto, era comentar apenas sobre os dois exemplares citados acima. Mexendo na minha prateleira acabei vendo outro livro que li recentemente e que tinha comprado nos anos 1980: \u201cConhe\u00e7a Freud\u201d, livro em quadrinhos com roteiro de Richard Appignanesi e ilustra\u00e7\u00f5es de Oscar Zarate (Proposta Editorial, 175 p\u00e1ginas, sem indica\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o). De fato, este livro \u00e9 uma boa introdu\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o sabe nada sobre Freud!<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5171,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[228],"tags":[826,250,825],"class_list":["post-5170","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia","tag-fabio-herrmann","tag-freud","tag-michael-kahn","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5170"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5179,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5170\/revisions\/5179"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}