{"id":515,"date":"2015-03-24T05:07:02","date_gmt":"2015-03-24T05:07:02","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=515"},"modified":"2015-03-24T17:44:12","modified_gmt":"2015-03-24T17:44:12","slug":"morrissey-discografia-escrita-em-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=515","title":{"rendered":"Morrissey &#8211; discografia (at\u00e9 2008)"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Viva Hate<\/em> (1988\/1997)<\/strong><br \/>\nMorrissey disse, em uma entrevista, que foi importante o lan\u00e7amento deste disco pouco tempo depois do fim dos Smiths, para que o grande p\u00fablico logo tomasse conhecimento da sua carreira como cantor solo. E ele foi feliz neste intento. <em>Viva Hate<\/em>, que impressiona pela variedade musical, alcan\u00e7ou grande sucesso comercial, chegando ao primeiro posto da parada brit\u00e2nica. Os maiores destaques s\u00e3o os hits \u201cEveryday Is Like Sunday\u201d e \u201cSuedehead\u201d, a acolhedora \u201cBreak Up The Family\u201d, a desesperada \u201cAngel, Angel, Down We Go Toghether\u201d e a amarga e debochada \u201cOrdinary Boys\u201d. Em 1997, este mesmo \u00e1lbum foi relan\u00e7ado \u2013 com capa diferente e o acr\u00e9scimo de oito faixas exclu\u00eddas da primeira edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong><em>Bona Drag<\/em> (1990)<\/strong><br \/>\nA maior parte da cr\u00edtica odiou esta colet\u00e2nea de <em>singles<\/em> lan\u00e7ados entre 1987 e 1989. A extinta revista Bizz, por exemplo, chamou <em>Bona Drag<\/em> de \u201cconjunto de can\u00e7\u00f5es an\u00f3dinas\u201d. Mas hoje, ouvido com calma, \u00e9 impressionante como um punhado de can\u00e7\u00f5es \u2013 a maioria delas simples e aparentemente despretensiosas \u2013 pode deixar o ouvinte t\u00e3o feliz. As melhores s\u00e3o a melodiosa \u201cWill Never Marry\u201d, as ensolaradas \u201cPicadilly Palare\u201d e \u201cHairdresser On Fire\u201d e a meio-engra\u00e7ada-meio-pungente \u201cOuija Board, Ouija Board\u201d. (Interessante notar que este disco tem \u201cSuedehead\u201d e \u201cEveryday Is Like Sunday\u201d, que j\u00e1 haviam sido lan\u00e7adas em <em>Viva Hate<\/em> \u2013 a repeti\u00e7\u00e3o de faixas \u00e9 uma constante na carreira de Morrissey, tanto solo quanto nos Smiths.)<\/p>\n<p><strong><em>Kill Uncle<\/em> (1991)<\/strong><br \/>\nAmargo e dif\u00edcil, este \u00e1lbum foi ainda mais desprezado pela cr\u00edtica do que o anterior. \u00c9 extremamente lento \u2013 a impress\u00e3o que d\u00e1 nas primeiras audi\u00e7\u00f5es \u00e9 que <em>Kill Uncle<\/em> simplesmente n\u00e3o consegue sair do lugar. Com o tempo, entretanto, o disco cresceu \u2013 e muito \u2013 em qualidade. Hoje em dia simplesmente n\u00e3o d\u00e1 para negar a excel\u00eancia de can\u00e7\u00f5es complexas e angustiantes como \u201cMute Witness\u201d, \u201cThe Harsh Truth Of The Camera Eye\u201d e \u201cThere&#8217;s A Place In Hell For Me And My Friends\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>Your Arsenal<\/em> (1992)<\/strong><br \/>\nSignificou um renascimento para Morrissey, tanto em termos de cr\u00edtica como de p\u00fablico \u2013 nenhum outro disco da cantor havia vendido tanto nos Estados Unidos, incluindo os dos Smiths. Neste \u00e1lbum, ele flerta com o <em>rockabilly<\/em>, com can\u00e7\u00f5es mais pesadas do que fizera em praticamente toda a sua carreira (\u201cWe Hate When Our Friends Become Successful\u201d, \u201cYou&#8217;re Gonna Need Someone On Your Side\u201d), al\u00e9m das emocionantes \u201cI Know It&#8217;s Gonna Happen Someday\u201d (balada valseada no melhor estilo <em>fiftie<\/em>) e \u201cWe&#8217;ll Let You Know\u201d (esp\u00e9cie de &#8220;resumo de toda a sua carreira&#8221;, segundo o pr\u00f3prio cantor, que considera esta a sua melhor can\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong><em>Beethoven Was Deaf<\/em> (1993)<\/strong><br \/>\nSegundo o encarte, este disco foi todo gravado ao vivo em Paris \u2013 entretanto, algumas can\u00e7\u00f5es foram gravadas em outro show, em Londres. O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado aproveitando o sucesso de <em>Your Arsenal<\/em>, e \u00e9 quase todo baseado neste. Como bem notou na \u00e9poca o grande jornalista Jos\u00e9 Augusto Lemos, algumas can\u00e7\u00f5es (como \u201cWe&#8217;ll Let You Know\u201d, \u201cHe Knows I&#8217;d Love To See Him\u201d e \u201cNational Front Disco\u201d) est\u00e3o melhores aqui do que nas vers\u00f5es de est\u00fadio.<\/p>\n<p><strong><em>Vauxhall And I<\/em> (1994)<\/strong><br \/>\nBrilhante em todos os sentidos, este \u00e1lbum \u00e9 considerado por muitos o melhor disco da carreira solo de Morrissey. Mais lento que <em>Your Arsenal<\/em>,<em>Vauxhall And I<\/em> tem tanto letras extraordin\u00e1rias (a assustadora \u201cLifeguard Sleeping, Girl Drowning\u201d, e a impressionante \u201cWhy Don&#8217;t You Find For Yourself\u201d) quanto melodias arrebatadoras (\u201cNow My Heart Is Full\u201d, \u201cThe More You Ignore Me, The Closer I Get\u201d, \u201cSpeedway\u201d). No todo, um disco melanc\u00f3lico, pungente e muito, mas muito emocionante.<\/p>\n<p><strong><em>World Of Morrissey<\/em> (1995)<\/strong><br \/>\nColet\u00e2nea com lados-A de <em>singles<\/em>, al\u00e9m de m\u00fasicas que j\u00e1 haviam aparecido em outros discos. O maior destaque \u00e9 \u201cBoxers\u201d, uma das mais belas can\u00e7\u00f5es que Morrissey j\u00e1 fez (se n\u00e3o a mais bela de todas).<\/p>\n<p><strong><em>Southpaw Grammar<\/em> (1995)<\/strong><br \/>\nO \u00e1lbum mais barulhento de toda a carreira de Morrissey foi injustamente desprezado por grande parte da cr\u00edtica, que simplesmente ignorou o seu impressionante <em>punch<\/em>. Os maiores destaques s\u00e3o \u201cReader Meet Author\u201d (que tem a frase \u201cHave you ever escaped from a shipwrecked life?\u201d \u2013 \u201cVoc\u00ea j\u00e1 escapou de uma vida naufragada?\u201d), a \u00e9pica e sombria \u201cThe Teachers Are Afraid Of The Pupils\u201d e as pesadas \u201cDo Your Best And Don&#8217;t Worry\u201d e \u201cBest Friend On The Payroll\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>Maladjusted<\/em> (1997)<\/strong><br \/>\nO mais recente \u00e1lbum de est\u00fadio de Morrissey \u00e9 irregular. Tem algumas faixas excelentes (a complexa faixa-t\u00edtulo, as pungentes \u201cTrouble Loves Me\u201d, \u201cAmmunition\u201d e \u201cAlma Matters\u201d), e outras nem tanto (a lenta \u201cHe Cried\u201d e a chata \u201cRoy&#8217;s Keen\u201d).<\/p>\n<p><strong><em>The Best Of Morrissey<\/em> (1997)<\/strong><br \/>\nColet\u00e2nea da EMI feita especialmente para o mercado ingl\u00eas, com os maiores sucessos do cantor nos discos solo lan\u00e7ados pela gravadora (de<em>Viva Hate<\/em> at\u00e9 <em>World Of Morrissey<\/em>), al\u00e9m de apresentar algumas can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o haviam sa\u00eddo anteriormente em \u00e1lbuns \u2013 como \u201cInterlude\u201d, dueto com Siouxsie Sioux.<\/p>\n<p><strong><em>My Early Burglary Years<\/em> (1998)<\/strong><br \/>\nA expectativa era de uma colet\u00e2nea apenas com <em>b-sides<\/em>, mas o disco acabou sendo lan\u00e7ado tamb\u00e9m com faixas que tinham aparecido em outros \u00e1lbuns. No todo, <em>My Early Burglary Years<\/em> ficou extraordin\u00e1rio, um disco para se levar para uma ilha deserta. Tem uma espetacular seq\u00fc\u00eancia (as intensas e profundamente emocionantes \u201cI&#8217;d Love To\u201d, \u201cGirl Least Likely To\u201d, \u201cI&#8217;ve Changed My Plea To Guilty\u201d e \u201cMichael&#8217;s Bon\u00e9s\u201d) que tamb\u00e9m \u00e9 encontrada na supracitada reedi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum <em>Viva Hate<\/em>. Tem as p\u00e9rolas \u201cSwallow On My Neck\u201d, \u201cBlack-Eyed Susan\u201d, \u201cJack The Ripper\u201d (ao vivo) e \u201cReader Meet Author. Como se n\u00e3o bastasse, ainda tem \u201cBoxers\u201d e uma nova vers\u00e3o do T-Rex (\u201cCosmic Dancer\u201d, tamb\u00e9m ao vivo).<\/p>\n<p><strong><em>Oye Esteban<\/em> (DVD, 2000)<\/strong><br \/>\nO \u00fanico DVD de Moz, at\u00e9 agora. Compila 19 videoclipes lan\u00e7ados pelo cantor em sua carreira solo: \u201cEveryday Is Like Sunday\u201d, \u201cSuedehead\u201d, \u201cWill Never Marry (Live)\u201d, \u201cNovember Spawned A Monster\u201d, \u201cInteresting Drug\u201d, \u201cLast Of The Famous International Playboys\u201d, \u201cMy Love Life\u201d, \u201cSing Your Life\u201d, \u201cSeasick, Yet Still Docked\u201d, \u201cWe Hate It When Our Friends Become Successful\u201d, \u201cGlamorous Glue\u201d, \u201cTomorrow\u201d, \u201cYou&#8217;re The One For Me Fatty\u201d, \u201cThe More You Ignore Me, The Closer I Get\u201d, \u201cPregnant For The Last Time\u201d, \u201cBoxers\u201d, \u201cDaggenham Dave\u201d, \u201cBoy Racer\u201d, \u201cSunny\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>The Best Of Morrissey<\/em> (2001)<\/strong><br \/>\nColet\u00e2nea da Rhino Records com excelente qualidade de edi\u00e7\u00e3o, feita especialmente para o mercado norte-americano. O disco, cujo repert\u00f3rio foi escolhido pelo pr\u00f3prio Morrissey, engloba toda a carreira solo do cantor at\u00e9 <em>Maladjusted<\/em>.<\/p>\n<p><strong>B-sides<\/strong><br \/>\nOs Smiths n\u00e3o lan\u00e7aram em \u00e1lbuns grandes can\u00e7\u00f5es como \u201cJeanne\u201d e \u201cI Keep Mine Hidden\u201d. Na carreira solo de Morrissey, a coisa se torna ainda mais incompreens\u00edvel. \u00c9 imposs\u00edvel algu\u00e9m adivinhar por que algu\u00e9m p\u00f5e em lados B de <em>singles<\/em> can\u00e7\u00f5es como as bel\u00edssimas \u201cLost\u201d (para mim, uma das m\u00fasicas mais bonitas de todos os tempos), \u201cI Know Very Well Where I Got My Name\u201d, a vers\u00e3o de est\u00fadio (e cheia de climas) de Jack The Ripper e a angustiante \u201cThis Is Not Your Country\u201d.<\/p>\n<p><em>(texto publicado no <a href=\"http:\/\/www.mondobacana.com\/edicao-25-morrissey\/especial-morrissey.html\" target=\"_blank\">Mondo Bacana<\/a> em 2008)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viva Hate (1988\/1997) Morrissey disse, em uma entrevista, que foi importante o lan\u00e7amento deste disco pouco tempo depois do fim dos Smiths, para que o grande p\u00fablico logo tomasse conhecimento da sua carreira como cantor solo. E ele foi feliz neste intento. 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