{"id":5107,"date":"2023-01-28T15:46:44","date_gmt":"2023-01-28T18:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5107"},"modified":"2023-01-28T16:37:52","modified_gmt":"2023-01-28T19:37:52","slug":"era-uma-vez-em-hollywood-de-quentin-tarantino-o-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5107","title":{"rendered":"&#8220;Era uma vez em Hollywood&#8221;, de Quentin Tarantino (o livro)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o \u00e9 com orgulho que eu digo que o \u00faltimo filme a que assisti de Quentin Tarantino foi \u201cPulp Fiction\u201d &#8211; a primeira vez que o vi foi no cinema, na \u00e9poca do seu lan\u00e7amento, a\u00ed por 1994.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A verdade \u00e9 que amei o filme, um dos melhores a que j\u00e1 assisti, e que revi umas tr\u00eas vezes depois.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Depois, n\u00e3o me animei muito com as resenhas que li e com a dura\u00e7\u00e3o (duas partes lan\u00e7adas respectivamente em 2003 e 2004) do filme subsequente do diretor, \u201cKill Bill\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">E assim a pregui\u00e7a e o receio de que os filmes subsequentes de Tarantino n\u00e3o fossem t\u00e3o bons quanto \u201cPulp Fiction\u201d acabaram me impedindo de assistir aos outros filmes dele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Num podcast visto h\u00e1 algum tempo acabei sabendo de passagem que o diretor tinha escrito um livro &#8211; mas essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o me marcou muito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">At\u00e9 que, mais ou menos dois meses, atr\u00e1s vi na Livraria da Vila \u201co novo livro baseado no filme\u201d, um romance chamado \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d, de Quentin Tarantino. O formato inusual (17 x 11,8 x 3,8 cm segundo a Amazon, menor do que o padr\u00e3o dos livros vendidos no Brasil), j\u00e1 me chamou a aten\u00e7\u00e3o. As letras e o espa\u00e7amento faziam com que a leitura fosse agrad\u00e1vel. O pre\u00e7o era acess\u00edvel (n\u00e3o paguei t\u00e3o pouco, mas est\u00e1 R$ 19,90 na Amazon agora!). Numa r\u00e1pida folheada, gostei de todos os trechos que li. Resolvi comprar o romance \u201cno sentimento\u201d, coisa que raramente fa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Excelente investimento! O livro (intr\u00ednseca, 560 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Czarnobai, lan\u00e7ado originalmente em 2021) conta basicamente a hist\u00f3ria de dois personagens fict\u00edcios\u00a0 &#8211;\u00a0 Rick Dalton, um ator que costuma fazer vil\u00f5es em s\u00e9ries de faroeste na TV, e seu dubl\u00ea, amigo e chofer, Cliff Booth. Al\u00e9m dos dois, uma s\u00e9rie de personagens reais aparecem &#8211; com mais ou menos profundidade &#8211; no romance, como o diretor Roman Polanski, sua esposa, a atriz Sharon Tate, e o respons\u00e1vel pelo assassinato dela, Charles Manson.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m de personagens muito bem constru\u00eddos, \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d mostra um brilhante painel da meca do cinema americano no final dos anos 60 e in\u00edcio dos 70, quando muitos atores de s\u00e9ries de faroeste foram tentar a sorte na Europa como astros do chamado \u201cwestern spaghetti\u201d. Al\u00e9m dos apresentados acima, um grande n\u00famero de personagens aparece no livro, e muitos filmes e s\u00e9ries s\u00e3o citados &#8211; s\u00f3 que eu mesmo, em geral, n\u00e3o sabia quem era real e quem era ficcional no romance!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEra uma vez em Hollywood\u201d \u00e9 um livro que prende a aten\u00e7\u00e3o da primeira \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina, com uma escrita \u00e1gil e leve, e mostra o grande amor de Tarantino pelo cinema em geral e por Hollywood em particular. Excelente pedida mesmo para os que, como eu, n\u00e3o costumam assistir aos filmes do diretor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Agora, eu que deixe de ser vagabundo e d\u00ea um jeito de ver \u201cEra uma Vez em&#8230; Hollywood\u201d, n\u00e9?<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 com orgulho que eu digo que o \u00faltimo filme a que assisti de Quentin Tarantino foi \u201cPulp Fiction\u201d &#8211; a primeira vez que o vi foi no cinema, na \u00e9poca do seu lan\u00e7amento, a\u00ed por 1994. A verdade \u00e9 que amei o filme, um dos melhores a que j\u00e1 assisti, e que revi umas tr\u00eas vezes depois.\u00a0 Depois, n\u00e3o me animei muito com as resenhas que li e com a dura\u00e7\u00e3o (duas partes lan\u00e7adas respectivamente em 2003 e 2004) do filme subsequente do diretor, \u201cKill Bill\u201d. E assim a pregui\u00e7a e o receio de que os filmes subsequentes de Tarantino n\u00e3o fossem t\u00e3o bons quanto \u201cPulp Fiction\u201d acabaram me impedindo de assistir aos outros filmes dele. Num podcast visto h\u00e1 algum tempo acabei sabendo de passagem que o diretor tinha escrito um livro &#8211; mas essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o me marcou muito. At\u00e9 que, mais ou menos dois meses, atr\u00e1s vi na Livraria da Vila \u201co novo livro baseado no filme\u201d, um romance chamado \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d, de Quentin Tarantino. O formato inusual (17 x 11,8 x 3,8 cm segundo a Amazon, menor do que o padr\u00e3o dos livros vendidos no Brasil), j\u00e1 me chamou a aten\u00e7\u00e3o. As letras e o espa\u00e7amento faziam com que a leitura fosse agrad\u00e1vel. O pre\u00e7o era acess\u00edvel (n\u00e3o paguei t\u00e3o pouco, mas est\u00e1 R$ 19,90 na Amazon agora!). Numa r\u00e1pida folheada, gostei de todos os trechos que li. Resolvi comprar o romance \u201cno sentimento\u201d, coisa que raramente fa\u00e7o. Excelente investimento! O livro (intr\u00ednseca, 560 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Czarnobai, lan\u00e7ado originalmente em 2021) conta basicamente a hist\u00f3ria de dois personagens fict\u00edcios\u00a0 &#8211;\u00a0 Rick Dalton, um ator que costuma fazer vil\u00f5es em s\u00e9ries de faroeste na TV, e seu dubl\u00ea, amigo e chofer, Cliff Booth. Al\u00e9m dos dois, uma s\u00e9rie de personagens reais aparecem &#8211; com mais ou menos profundidade &#8211; no romance, como o diretor Roman Polanski, sua esposa, a atriz Sharon Tate, e o respons\u00e1vel pelo assassinato dela, Charles Manson.\u00a0 Al\u00e9m de personagens muito bem constru\u00eddos, \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d mostra um brilhante painel da meca do cinema americano no final dos anos 60 e in\u00edcio dos 70, quando muitos atores de s\u00e9ries de faroeste foram tentar a sorte na Europa como astros do chamado \u201cwestern spaghetti\u201d. Al\u00e9m dos apresentados acima, um grande n\u00famero de personagens aparece no livro, e muitos filmes e s\u00e9ries s\u00e3o citados &#8211; s\u00f3 que eu mesmo, em geral, n\u00e3o sabia quem era real e quem era ficcional no romance! \u201cEra uma vez em Hollywood\u201d \u00e9 um livro que prende a aten\u00e7\u00e3o da primeira \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina, com uma escrita \u00e1gil e leve, e mostra o grande amor de Tarantino pelo cinema em geral e por Hollywood em particular. Excelente pedida mesmo para os que, como eu, n\u00e3o costumam assistir aos filmes do diretor. 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