{"id":5085,"date":"2022-11-13T17:45:48","date_gmt":"2022-11-13T20:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5085"},"modified":"2022-11-13T17:45:48","modified_gmt":"2022-11-13T20:45:48","slug":"arctic-monkeys-pedreira-paulo-leminski-curitiba-8-11-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=5085","title":{"rendered":"Arctic Monkeys (Pedreira Paulo Leminski, Curitiba, 8\/11\/2022)"},"content":{"rendered":"<p>Cheguei na Pedreira Leminski a tempo de ver as \u00faltimas tr\u00eas m\u00fasicas da banda de abertura, o Interpol. J\u00e1 tinha visto o grupo no Lollapalooza de 2019, e novamente fiquei impressionado com a for\u00e7a de seu som, mesmo calcado um pouco al\u00e9m da conta no Joy Division. Longa vida ao Interpol, que recentemente abriu shows para Morrissey, n\u00e3o caindo no cancelamento f\u00e1cil como tanta gente por a\u00ed.<\/p>\n<p>Pouco mais de meia hora de espera e chegou ao palco, praticamente no hor\u00e1rio previsto, a grande atra\u00e7\u00e3o da noite, o Arctic Monkeys &#8211; cujo s\u00edmbolo da capa do \u00e1lbum \u201cAM\u201d eu tenho tatuado na perna.<\/p>\n<p>A decora\u00e7\u00e3o do palco era bel\u00edssima, com uma cortina enorme na parte de tr\u00e1s e um painel de luzes logo atr\u00e1s dos m\u00fasicos, conforme a foto que acompanha este texto, obtida no site <a href=\"https:\/\/sucodemanga.com.br\/arctic-monkeys-em-curitiba\/\">Suco de Mang\u00e1<\/a>. Os tel\u00f5es funcionaram perfeitamente e, na maior parte do tempo, a c\u00e2mera era voltada para o vocalista Alex Turner &#8211; normalmente com uma ilumina\u00e7\u00e3o em tons past\u00e9is, num efeito muito bonito.<\/p>\n<p>O show come\u00e7ou com \u201cSculptures of Anything Goes\u201d, terceira faixa do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u00e1lbum \u201cThe Car\u201d (setlist obtido em setlist.fm), e aqui vale a pena fazer uma pequena digress\u00e3o.<\/p>\n<p>O pen\u00faltimo disco do Arctic Monkeys, \u201cTranquility Base Hotel &amp; Casino\u201d, de 2018, j\u00e1 tinha representado uma virada dr\u00e1stica no energ\u00e9tico rock da banda: o \u00e1lbum era lento e, segundo a Wikip\u00e9dia em ingl\u00eas, ele foi caracterizado por diferentes cr\u00edticos como \u201cpop psicod\u00e9lico, lounge pop, space pop e glam rock &#8211; e o \u00e1lbum incorpora ainda influ\u00eancias do jazz, assim como de soul, prog, funk, pop franc\u00eas e trilhas sonoras de filmes da d\u00e9cada de 1960\u201d: o fato \u00e9 que o disco era t\u00e3o esquisito que era de dif\u00edcil classifica\u00e7\u00e3o, e por isso foram utilizados tantos termos diferentes para represent\u00e1-lo. Quanto a mim, n\u00e3o gostei muito de \u201cTranquility Base Hotel &amp; Casino\u201d nas primeiras audi\u00e7\u00f5es, mas hoje acho que ele \u00e9 t\u00e3o bom quanto os demais \u2013 e a faixa-t\u00edtulo \u00e9 uma das minhas duas m\u00fasicas preferidas do Arctic Monkeys. \u201cThe Car\u201d, rec\u00e9m-lan\u00e7ado, vai na mesma linha do anterior, mas \u00e9 ainda mais lento \u2013 e, do mesmo modo que aquele, cresce para mim a cada audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deste modo, era com curiosidade que eu queria saber como a plateia \u2013 a Pedreira Paulo Leminski n\u00e3o estava lotada, mas estava muito cheia \u2013 reagiria \u00e0s m\u00fasicas de \u201cThe Car\u201d. No fim, o que aconteceu \u00e9 que as m\u00fasicas do novo \u00e1lbum eram os momentos em que o p\u00fablico acendia as lanternas dos seus celulares, num efeito muito bonito.<\/p>\n<p>O show &#8211; que apresentou um belo apanhado dos grandes sucessos da banda, como \u201cCornerstone\u201d, \u201cDo I Wanna Know\u201d, \u201cTranquility Base Hotel &amp; Casino\u201d (a can\u00e7\u00e3o), \u201cCrying Lightning\u201d e \u201cArabella\u201d &#8211; foi uma celebra\u00e7\u00e3o maravilhosa entre a banda e o p\u00fablico. Nada de conversa fiada, de frases simp\u00e1ticas em portugu\u00eas ou ingl\u00eas, de piadinhas: a banda parece saber que qualquer distra\u00e7\u00e3o atrapalha o sentido profundo de um show fora do comum.<\/p>\n<p>E o bis terminou com a minha outra m\u00fasica preferida da banda, \u201cR U Mine?\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cheguei na Pedreira Leminski a tempo de ver as \u00faltimas tr\u00eas m\u00fasicas da banda de abertura, o Interpol. J\u00e1 tinha visto o grupo no Lollapalooza de 2019, e novamente fiquei impressionado com a for\u00e7a de seu som, mesmo calcado um pouco al\u00e9m da conta no Joy Division. Longa vida ao Interpol, que recentemente abriu shows para Morrissey, n\u00e3o caindo no cancelamento f\u00e1cil como tanta gente por a\u00ed. Pouco mais de meia hora de espera e chegou ao palco, praticamente no hor\u00e1rio previsto, a grande atra\u00e7\u00e3o da noite, o Arctic Monkeys &#8211; cujo s\u00edmbolo da capa do \u00e1lbum \u201cAM\u201d eu tenho tatuado na perna. A decora\u00e7\u00e3o do palco era bel\u00edssima, com uma cortina enorme na parte de tr\u00e1s e um painel de luzes logo atr\u00e1s dos m\u00fasicos, conforme a foto que acompanha este texto, obtida no site Suco de Mang\u00e1. Os tel\u00f5es funcionaram perfeitamente e, na maior parte do tempo, a c\u00e2mera era voltada para o vocalista Alex Turner &#8211; normalmente com uma ilumina\u00e7\u00e3o em tons past\u00e9is, num efeito muito bonito. O show come\u00e7ou com \u201cSculptures of Anything Goes\u201d, terceira faixa do rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u00e1lbum \u201cThe Car\u201d (setlist obtido em setlist.fm), e aqui vale a pena fazer uma pequena digress\u00e3o. O pen\u00faltimo disco do Arctic Monkeys, \u201cTranquility Base Hotel &amp; Casino\u201d, de 2018, j\u00e1 tinha representado uma virada dr\u00e1stica no energ\u00e9tico rock da banda: o \u00e1lbum era lento e, segundo a Wikip\u00e9dia em ingl\u00eas, ele foi caracterizado por diferentes cr\u00edticos como \u201cpop psicod\u00e9lico, lounge pop, space pop e glam rock &#8211; e o \u00e1lbum incorpora ainda influ\u00eancias do jazz, assim como de soul, prog, funk, pop franc\u00eas e trilhas sonoras de filmes da d\u00e9cada de 1960\u201d: o fato \u00e9 que o disco era t\u00e3o esquisito que era de dif\u00edcil classifica\u00e7\u00e3o, e por isso foram utilizados tantos termos diferentes para represent\u00e1-lo. 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O show &#8211; que apresentou um belo apanhado dos grandes sucessos da banda, como \u201cCornerstone\u201d, \u201cDo I Wanna Know\u201d, \u201cTranquility Base Hotel &amp; Casino\u201d (a can\u00e7\u00e3o), \u201cCrying Lightning\u201d e \u201cArabella\u201d &#8211; foi uma celebra\u00e7\u00e3o maravilhosa entre a banda e o p\u00fablico. Nada de conversa fiada, de frases simp\u00e1ticas em portugu\u00eas ou ingl\u00eas, de piadinhas: a banda parece saber que qualquer distra\u00e7\u00e3o atrapalha o sentido profundo de um show fora do comum. 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