{"id":4691,"date":"2021-03-28T18:29:34","date_gmt":"2021-03-28T21:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4691"},"modified":"2021-03-28T18:31:16","modified_gmt":"2021-03-28T21:31:16","slug":"a-fonte-da-donzela-de-ingmar-bergman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4691","title":{"rendered":"&#8220;A Fonte da Donzela&#8221;, de Ingmar Bergman"},"content":{"rendered":"<p>Dias atr\u00e1s eu pensei em fazer um texto aqui chamado \u201cos cinco melhores filmes de Ingmar Bergman\u201d, e achei que seria uma lista f\u00e1cil, sem muitas d\u00favidas. A lista teria \u201cPersona\u201d, \u201cGritos e Sussurros\u201d, \u201cO S\u00e9timo Selo\u201d, \u201cSonata de Outono\u201d e \u201cMorangos Silvestres\u201d. Dos cinco, o \u00fanico que fazia muito tempo que eu n\u00e3o revia era o \u00faltimo, ent\u00e3o eu precisaria assisti-lo de novo antes de escrever o texto.<\/p>\n<p>Para tirar alguma d\u00favida que eu tivesse ainda, resolvi assistir a mais alguns filmes do grande diretor sueco, nascido em 1918 e falecido em 2007, para garantir que minha escolha dos cinco filmes fosse a mais fiel poss\u00edvel com o meu gosto pessoal. Tudo bobagem, claro, mas justific\u00e1vel por meu amor por listas e por Bergman.<\/p>\n<p>Enfim, o primeiro que eu revi recentemente pensando nessa lista de \u201ccinco melhores de Bergman\u201d foi \u201cNoites de Circo\u201d, de 1953, que me pareceu um pouco pior do que eu me lembrava \u2013 foi o primeiro filme dele a que eu assisti, ainda na Cinemateca do Museu Guido Viaro, o ponto inicial de uma admira\u00e7\u00e3o que nunca esmoreceu. Pouco antes disso, revi a \u201cTrilogia do Sil\u00eancio\u201d, conforme comentei <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3887\">aqui<\/a>, que n\u00e3o tem nenhum filme entre os cinco melhores dele \u2013 na minha opini\u00e3o, claro.<\/p>\n<p>Depois veio a \u201cA Fonte da Donzela\u201d (Jungfruk\u00e4llan), de 1960, a que s\u00f3 tinha assistido uma vez, e que n\u00e3o tinha me agradado: o filme, que conta uma hist\u00f3ria tr\u00e1gica que se passa na Idade M\u00e9dia sueca, me pareceu t\u00e3o violento que acabou desprovido de sentido. Na revisita ao filme, a surpresa: um filme brutal, sim, mas forte, poderoso, e com um significado religioso profundo \u2013 isso sem contar na interpreta\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de Max von Sydow. Nem vou comentar nada porque n\u00e3o quero dar spoiler. Mas garanto: para mim, \u201cA Fonte da Donzela\u201d, que ganhou merecidamente o Oscar de Filme Estrangeiro, j\u00e1 desbancou o grande \u201cMorangos Silvestres\u201d, de 1957, que tamb\u00e9m acabei revendo recentemente.<\/p>\n<p>(fonte da foto: <a href=\"https:\/\/br.pinterest.com\/pin\/358458451574895221\/\">Pinterest<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias atr\u00e1s eu pensei em fazer um texto aqui chamado \u201cos cinco melhores filmes de Ingmar Bergman\u201d, e achei que seria uma lista f\u00e1cil, sem muitas d\u00favidas. A lista teria \u201cPersona\u201d, \u201cGritos e Sussurros\u201d, \u201cO S\u00e9timo Selo\u201d, \u201cSonata de Outono\u201d e \u201cMorangos Silvestres\u201d. Dos cinco, o \u00fanico que fazia muito tempo que eu n\u00e3o revia era o \u00faltimo, ent\u00e3o eu precisaria assisti-lo de novo antes de escrever o texto. Para tirar alguma d\u00favida que eu tivesse ainda, resolvi assistir a mais alguns filmes do grande diretor sueco, nascido em 1918 e falecido em 2007, para garantir que minha escolha dos cinco filmes fosse a mais fiel poss\u00edvel com o meu gosto pessoal. Tudo bobagem, claro, mas justific\u00e1vel por meu amor por listas e por Bergman. Enfim, o primeiro que eu revi recentemente pensando nessa lista de \u201ccinco melhores de Bergman\u201d foi \u201cNoites de Circo\u201d, de 1953, que me pareceu um pouco pior do que eu me lembrava \u2013 foi o primeiro filme dele a que eu assisti, ainda na Cinemateca do Museu Guido Viaro, o ponto inicial de uma admira\u00e7\u00e3o que nunca esmoreceu. Pouco antes disso, revi a \u201cTrilogia do Sil\u00eancio\u201d, conforme comentei aqui, que n\u00e3o tem nenhum filme entre os cinco melhores dele \u2013 na minha opini\u00e3o, claro. Depois veio a \u201cA Fonte da Donzela\u201d (Jungfruk\u00e4llan), de 1960, a que s\u00f3 tinha assistido uma vez, e que n\u00e3o tinha me agradado: o filme, que conta uma hist\u00f3ria tr\u00e1gica que se passa na Idade M\u00e9dia sueca, me pareceu t\u00e3o violento que acabou desprovido de sentido. Na revisita ao filme, a surpresa: um filme brutal, sim, mas forte, poderoso, e com um significado religioso profundo \u2013 isso sem contar na interpreta\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de Max von Sydow. Nem vou comentar nada porque n\u00e3o quero dar spoiler. Mas garanto: para mim, \u201cA Fonte da Donzela\u201d, que ganhou merecidamente o Oscar de Filme Estrangeiro, j\u00e1 desbancou o grande \u201cMorangos Silvestres\u201d, de 1957, que tamb\u00e9m acabei revendo recentemente. (fonte da foto: Pinterest)<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4692,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[707,708],"class_list":["post-4691","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema","tag-ingmar-bergman","tag-max-von-sydow","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4691"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4696,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4691\/revisions\/4696"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}