{"id":4628,"date":"2021-01-10T18:39:42","date_gmt":"2021-01-10T21:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4628"},"modified":"2021-01-10T18:43:03","modified_gmt":"2021-01-10T21:43:03","slug":"livros-lidos-recentemente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4628","title":{"rendered":"Livros lidos recentemente"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li>\u201cO olho\u201d, de Vladimir Nabokov (Alfaguara, 86 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Rubens Siqueira, publicado originalmente em 1965): quarto romance de Nabokov, ainda em sua fase russa, o livro discorre sobre Smurov, jovem russo pobre vivendo no ex\u00edlio em Berlim e que se suicida logo no in\u00edcio da hist\u00f3ria. Se no in\u00edcio temos o Nabokov brilhante de sempre, o final do romance deixa um pouco a desejar.<\/li>\n<li>\u201cMadame Or\u00e1culo\u201d, de Margaret Atwood (C\u00edrculo do Livro, 325 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Domingos Demasi, publicado originalmente em 1976): uma escritora de romances a\u00e7ucarados s\u00f3 pode receber uma heran\u00e7a se emagrecer. O terceiro romance da autora de \u201cO conto da aia\u201d come\u00e7a brilhantemente, mas, assim como o livro citado acima, se perde um pouco no final.<\/li>\n<li>\u201cAmiga de juventude\u201d, de Alice Munro (Biblioteca Azul, 259 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Elton Mesquita, publicado originalmente em 1990): <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4594\">comentei recentemente<\/a> o seguinte sobre \u201cA fugitiva\u201d, outro livro de contos da escritora Pr\u00eamio Nobel de 2013: \u201cj\u00e1 d\u00e1 para perceber que a canadense, \u00fanica pessoa a receber o Nobel de Literatura tendo escrito somente contos na carreira, tem um estilo todo pr\u00f3prio: o neg\u00f3cio ent\u00e3o, para mim, \u00e9 continuar lendo suas \u00f3timas hist\u00f3rias, mesmo que o maravilhamento tenha diminu\u00eddo muito da leitura de \u2018\u00d3dio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento\u2019 para c\u00e1\u201d. Pois \u00e9, o mesmo vale para este \u201cAmiga de juventude\u201d.<\/li>\n<li>\u201cPhilosophy, Pussycats, &amp; Porn\u201d, de Stoya (Not a Cult, 148 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 2018): nesta colet\u00e2nea de textos j\u00e1 publicados anteriormente em diversas m\u00eddias, a famosa atriz porn\u00f4 Stoya fala sobre relacionamentos sexuais, apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, quest\u00f5es relacionadas a trabalhadores do sexo, viagens de trabalho e, como diz o t\u00edtulo, filosofia e gatos. Ela escreve muito bem, e o livro \u00e9 de leitura extremamente agrad\u00e1vel.<\/li>\n<li>\u201cO segundo tempo\u201d, de Michel Laub (Companhia das Letras, 112 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 2006): o narrador desta novela n\u00e3o sabe se vai dar ou n\u00e3o uma not\u00edcia ruim a seu irm\u00e3o mais novo durante um Grenal no est\u00e1dio Beira Rio, em Porto Alegre. O livro \u00e9 t\u00e3o bom quanto \u201cA ma\u00e7\u00e3 envenenada\u201d, do mesmo autor, sobre o qual eu tinha comentado <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4530\">aqui<\/a>.<\/li>\n<li>\u201cA gafieira de dois tost\u00f5es\u201d, de Georges Simenon (Companhia das Letras, 150 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Brand\u00e3o, publicado originalmente em 1931): antes de ser executado, o condenado Jean Lenoir confessa ao comiss\u00e1rio Maigret que foi testemunha de um crime seis anos antes. Conforme o coment\u00e1rio do leitor <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/gafieira-dois-tost%C3%B5es-Georges-Simenon-ebook\/dp\/B01E4GAKOQ\/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=a+gafieira+de+dois+tost%C3%B5es&amp;qid=1610313665&amp;sr=8-1\">Heitor Vieira de Resende no site da Amazon<\/a>, \u201co pior livro de Simenon \u00e9 ainda muito bom\u201d. E este certamente n\u00e3o \u00e9 o pior livro de Simenon!<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO olho\u201d, de Vladimir Nabokov (Alfaguara, 86 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Rubens Siqueira, publicado originalmente em 1965): quarto romance de Nabokov, ainda em sua fase russa, o livro discorre sobre Smurov, jovem russo pobre vivendo no ex\u00edlio em Berlim e que se suicida logo no in\u00edcio da hist\u00f3ria. Se no in\u00edcio temos o Nabokov brilhante de sempre, o final do romance deixa um pouco a desejar. \u201cMadame Or\u00e1culo\u201d, de Margaret Atwood (C\u00edrculo do Livro, 325 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Domingos Demasi, publicado originalmente em 1976): uma escritora de romances a\u00e7ucarados s\u00f3 pode receber uma heran\u00e7a se emagrecer. O terceiro romance da autora de \u201cO conto da aia\u201d come\u00e7a brilhantemente, mas, assim como o livro citado acima, se perde um pouco no final. \u201cAmiga de juventude\u201d, de Alice Munro (Biblioteca Azul, 259 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Elton Mesquita, publicado originalmente em 1990): comentei recentemente o seguinte sobre \u201cA fugitiva\u201d, outro livro de contos da escritora Pr\u00eamio Nobel de 2013: \u201cj\u00e1 d\u00e1 para perceber que a canadense, \u00fanica pessoa a receber o Nobel de Literatura tendo escrito somente contos na carreira, tem um estilo todo pr\u00f3prio: o neg\u00f3cio ent\u00e3o, para mim, \u00e9 continuar lendo suas \u00f3timas hist\u00f3rias, mesmo que o maravilhamento tenha diminu\u00eddo muito da leitura de \u2018\u00d3dio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento\u2019 para c\u00e1\u201d. Pois \u00e9, o mesmo vale para este \u201cAmiga de juventude\u201d. \u201cPhilosophy, Pussycats, &amp; Porn\u201d, de Stoya (Not a Cult, 148 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 2018): nesta colet\u00e2nea de textos j\u00e1 publicados anteriormente em diversas m\u00eddias, a famosa atriz porn\u00f4 Stoya fala sobre relacionamentos sexuais, apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, quest\u00f5es relacionadas a trabalhadores do sexo, viagens de trabalho e, como diz o t\u00edtulo, filosofia e gatos. Ela escreve muito bem, e o livro \u00e9 de leitura extremamente agrad\u00e1vel. \u201cO segundo tempo\u201d, de Michel Laub (Companhia das Letras, 112 p\u00e1ginas, publicado originalmente em 2006): o narrador desta novela n\u00e3o sabe se vai dar ou n\u00e3o uma not\u00edcia ruim a seu irm\u00e3o mais novo durante um Grenal no est\u00e1dio Beira Rio, em Porto Alegre. O livro \u00e9 t\u00e3o bom quanto \u201cA ma\u00e7\u00e3 envenenada\u201d, do mesmo autor, sobre o qual eu tinha comentado aqui. \u201cA gafieira de dois tost\u00f5es\u201d, de Georges Simenon (Companhia das Letras, 150 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Brand\u00e3o, publicado originalmente em 1931): antes de ser executado, o condenado Jean Lenoir confessa ao comiss\u00e1rio Maigret que foi testemunha de um crime seis anos antes. Conforme o coment\u00e1rio do leitor Heitor Vieira de Resende no site da Amazon, \u201co pior livro de Simenon \u00e9 ainda muito bom\u201d. 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