{"id":4433,"date":"2020-08-13T22:03:35","date_gmt":"2020-08-14T01:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4433"},"modified":"2020-08-13T22:11:08","modified_gmt":"2020-08-14T01:11:08","slug":"o-dia-em-que-o-rock-morreu-de-andre-forastieri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4433","title":{"rendered":"&#8220;O dia em que o rock morreu&#8221;, de Andr\u00e9 Forastieri"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"600\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/large_forastieri7500.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4438\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/large_forastieri7500.jpg 600w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/large_forastieri7500-150x150.jpg 150w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/large_forastieri7500-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption>Andr\u00e9 Forastieri: <a href=\"https:\/\/180graus.com\/musica\/andre-forastieri-o-rock-morreu-o-que-existe-e-celebracao-ao-passado\">180graus<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi ouvindo o \u00f3timo podcast \u201c\u00c1lvaro &amp; Barcinski &amp; Forasta &amp; Paul\u00e3o\u201d, que \u00e9 uma retomada do falecido \u201cGaragem\u201d, que fiquei com vontade de ler este \u201cO dia em que o rock morreu\u201d (Arquip\u00e9lago Editorial, 121 p\u00e1ginas, lan\u00e7ado originalmente em 2017), do jornalista e ex-cr\u00edtico da Bizz Andr\u00e9 Forastieri (ali\u00e1s, \u00c1lvaro Pereiro Jr. e Andr\u00e9 Barcinski, que participam do podcast, tamb\u00e9m eram cr\u00edticos da finada revista). Acompanho a carreira de Andr\u00e9 Forastieri desde, praticamente, seu in\u00edcio, e fiquei interessado em ler este apanhado de textos jornal\u00edsticos do autor n\u00e3o s\u00f3 porque ele escreve muito bem, mas tamb\u00e9m porque, como soube pelo podcast, ele tinha colocado no livro todos os seus textos sobre Kurt Cobain \u2013 com direito \u00e0 \u00fanica entrevista do cantor do Nirvana quando esteve aqui no Brasil, em 1992. <\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, eu sabia que o gosto do Andr\u00e9 Forastieri \u00e9 bem diferente do meu \u2013 ele odeia Smiths e Morrissey e isso j\u00e1 diz tudo. Mas a leitura de &nbsp;\u201cO dia em que o rock morreu\u201d foi bem agrad\u00e1vel: ele parece arrogante, mas quem conhece o cara do podcast \u201c\u00c1lvaro &amp; Barcinski &amp; Forasta &amp; Paul\u00e3o\u201d pode ter a mesma opin\u00e3o que eu: ele parece n\u00e3o se levar assim t\u00e3o a s\u00e9rio, e essa \u00e9 uma qualidade rara. Sem contar que, n\u00e3o custa repetir, ele escreve bem demais.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais bacana ainda, particularmente, foi ele ter explicitado a diferen\u00e7a enorme que existe entre mim e os amantes de rock em geral. Segundo as palavras de Andr\u00e9 Forastieri, <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201co rock foi muito importante para mim, na vida, no amor, no trabalho, na maneira como entendo o mundo. Rock \u00e9 tes\u00e3o proibido, coragem suicida, dentes \u00e0 mostra.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Falando sobre Jimi Hendrix, ele comenta que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201couvir sua guitarra me d\u00e1 vontade de fazer besteira, e besteiras que nunca fiz. Rock\u2019n\u2019roll \u00e9 isso.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sobre a banda de punk feminino The Slits, que nunca ouvi,\nAndr\u00e9 Forastieri fala que<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201c(a banda) dizia a que vinha desde o batismo. Era rock barulhento, abrasivo, feminista, multicultural. As meninas n\u00e3o tinham medo de nada.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa f\u00e9 no poder transformador do rock, da revolta e tudo o que vem junto com ela, de certa forma me desvelou por que sempre senti um certo estranhamento com \u201croqueiros\u201d (desculpem o termo, que muitos n\u00e3o gostam) em geral: para mim, o rock \u00e9 s\u00f3 mais um estilo musical, como outros que amo tanto quanto, como blues, pop, rap, erudito e jazz. Um estilo, como todos os outros ali\u00e1s, com coisas maravilhosas (Morrissey, por exemplo) e detest\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi ouvindo o \u00f3timo podcast \u201c\u00c1lvaro &amp; Barcinski &amp; Forasta &amp; Paul\u00e3o\u201d, que \u00e9 uma retomada do falecido \u201cGaragem\u201d, que fiquei com vontade de ler este \u201cO dia em que o rock morreu\u201d (Arquip\u00e9lago Editorial, 121 p\u00e1ginas, lan\u00e7ado originalmente em 2017), do jornalista e ex-cr\u00edtico da Bizz Andr\u00e9 Forastieri (ali\u00e1s, \u00c1lvaro Pereiro Jr. e Andr\u00e9 Barcinski, que participam do podcast, tamb\u00e9m eram cr\u00edticos da finada revista). Acompanho a carreira de Andr\u00e9 Forastieri desde, praticamente, seu in\u00edcio, e fiquei interessado em ler este apanhado de textos jornal\u00edsticos do autor n\u00e3o s\u00f3 porque ele escreve muito bem, mas tamb\u00e9m porque, como soube pelo podcast, ele tinha colocado no livro todos os seus textos sobre Kurt Cobain \u2013 com direito \u00e0 \u00fanica entrevista do cantor do Nirvana quando esteve aqui no Brasil, em 1992. Enfim, eu sabia que o gosto do Andr\u00e9 Forastieri \u00e9 bem diferente do meu \u2013 ele odeia Smiths e Morrissey e isso j\u00e1 diz tudo. Mas a leitura de &nbsp;\u201cO dia em que o rock morreu\u201d foi bem agrad\u00e1vel: ele parece arrogante, mas quem conhece o cara do podcast \u201c\u00c1lvaro &amp; Barcinski &amp; Forasta &amp; Paul\u00e3o\u201d pode ter a mesma opin\u00e3o que eu: ele parece n\u00e3o se levar assim t\u00e3o a s\u00e9rio, e essa \u00e9 uma qualidade rara. Sem contar que, n\u00e3o custa repetir, ele escreve bem demais. O mais bacana ainda, particularmente, foi ele ter explicitado a diferen\u00e7a enorme que existe entre mim e os amantes de rock em geral. Segundo as palavras de Andr\u00e9 Forastieri, \u201co rock foi muito importante para mim, na vida, no amor, no trabalho, na maneira como entendo o mundo. Rock \u00e9 tes\u00e3o proibido, coragem suicida, dentes \u00e0 mostra.\u201d Falando sobre Jimi Hendrix, ele comenta que: \u201couvir sua guitarra me d\u00e1 vontade de fazer besteira, e besteiras que nunca fiz. Rock\u2019n\u2019roll \u00e9 isso.\u201d J\u00e1 sobre a banda de punk feminino The Slits, que nunca ouvi, Andr\u00e9 Forastieri fala que \u201c(a banda) dizia a que vinha desde o batismo. Era rock barulhento, abrasivo, feminista, multicultural. 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