{"id":4346,"date":"2020-03-15T13:11:05","date_gmt":"2020-03-15T16:11:05","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4346"},"modified":"2020-10-31T14:28:16","modified_gmt":"2020-10-31T17:28:16","slug":"amenra-fabrique-club-1-3-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4346","title":{"rendered":"Amenra (Fabrique Club, 1\/3\/2020)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"499\" height=\"960\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/amenra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4347\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/amenra.jpg 499w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/amenra-156x300.jpg 156w\" sizes=\"(max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Eu comecei a me divertir pensando neste texto enquanto via o show da banda belga Amenra, em S\u00e3o Paulo. Explico: o meu show preferido tinha sido o do Morrissey no ano 2000, mas em 2017 <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3177\">escrevi aqui<\/a> pedindo desculpas a ele por ter preferido o show da Ariana Grande. Depois, em 2018, foi a vez de o jogo virar eu <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3928\">comentar que<\/a> o show do <em>\u201cMorrissey no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas em S\u00e3o Paulo, no dia 2 de dezembro, foi n\u00e3o s\u00f3 o melhor dos tr\u00eas dele que j\u00e1 vi, como, provavelmente, foi o melhor show a que j\u00e1 assisti\u201d<\/em>. E a\u00ed vem o motivo do meu divertimento durante o show do Amenra: eu teria que escrever que tinha mudado de ideia de novo, porque ele estava fazendo picadinho de tudo a que eu tinha assistido antes.<\/p>\n\n\n\n<p>O espet\u00e1culo se iniciou com o vocalista Colin H. Van Eeckhout, de joelhos e de costas para a plateia, tocando uma esp\u00e9cie de percuss\u00e3o met\u00e1lica num ritmo lento e preciso, enquanto os instrumentos faziam um clima baixinho ao fundo. Aquilo demorou uns bons minutos, a ponto de eu ficar me perguntando quando mesmo o show iria come\u00e7ar\u2026 at\u00e9 que todos os instrumentos (duas guitarras, bateria e baixo &#8211; a cargo do grande Levy Seynaeve, l\u00edder o Wiegedood, sobre quem j\u00e1 comentei <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3256\">aqui<\/a>) tocam os primeiros acordes em un\u00edssono, o vocalista grita, e todos no Fabrique Club passam a saber que estavam vivenciando uma experi\u00eancia \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu lamento n\u00e3o ter o talento do meu mestre Jos\u00e9 Augusto Lemos para o superlativo &#8211; eu lembro dos textos dele falando de shows como um da Gal Costa e outro do David Bowie: o Amenra merecia um texto melhor, mas isso agora n\u00e3o importa muito.<\/p>\n\n\n\n<p>A banda de \u201cdoom\/sludge metal\/hardcore\u201d (segundo o <a href=\"https:\/\/www.metal-archives.com\/bands\/Amenra\/63075\">Encyclopaedia Metallum<\/a>) mant\u00e9m a pegada de altern\u00e2ncia entre peso e delicadeza durante todo o show. Colin H. Van Eeckhout passa a maior parte do tempo de costas para a plateia, e se vira de vez em quando e parece que vai rasgar a camiseta; ao seu lado, o baixista Levy Seynaeve alterna entre momentos de costas e de frente para a plateia, do mesmo modo que os guitarristas Mathieu J. Vandekerckhove e Lennart Bossu, nas pontas do palco. Durante todo o show s\u00e3o projetadas bel\u00edssimas imagens em preto e branco com cenas rurais e partes de corpos humanos. Muito mais n\u00e3o tem como descrever, a n\u00e3o ser que eu fosse o j\u00e1 citado Jos\u00e9 Augusto Lemos. Por sorte a banda tem alguns shows muito bem filmados no YouTube (ver <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uZrFKD0553g&amp;t=2200s\">aqui<\/a>, por exemplo), que d\u00e3o uma boa ideia da coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, quase todas as pessoas com as quais eu conversei falaram termos como \u201cmagia\u201d para descrever esse espet\u00e1culo incomum.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O show da minha vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Desculpem, Morrissey e Ariana Grande.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu comecei a me divertir pensando neste texto enquanto via o show da banda belga Amenra, em S\u00e3o Paulo. Explico: o meu show preferido tinha sido o do Morrissey no ano 2000, mas em 2017 escrevi aqui pedindo desculpas a ele por ter preferido o show da Ariana Grande. Depois, em 2018, foi a vez de o jogo virar eu comentar que o show do \u201cMorrissey no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas em S\u00e3o Paulo, no dia 2 de dezembro, foi n\u00e3o s\u00f3 o melhor dos tr\u00eas dele que j\u00e1 vi, como, provavelmente, foi o melhor show a que j\u00e1 assisti\u201d. E a\u00ed vem o motivo do meu divertimento durante o show do Amenra: eu teria que escrever que tinha mudado de ideia de novo, porque ele estava fazendo picadinho de tudo a que eu tinha assistido antes. O espet\u00e1culo se iniciou com o vocalista Colin H. Van Eeckhout, de joelhos e de costas para a plateia, tocando uma esp\u00e9cie de percuss\u00e3o met\u00e1lica num ritmo lento e preciso, enquanto os instrumentos faziam um clima baixinho ao fundo. Aquilo demorou uns bons minutos, a ponto de eu ficar me perguntando quando mesmo o show iria come\u00e7ar\u2026 at\u00e9 que todos os instrumentos (duas guitarras, bateria e baixo &#8211; a cargo do grande Levy Seynaeve, l\u00edder o Wiegedood, sobre quem j\u00e1 comentei aqui) tocam os primeiros acordes em un\u00edssono, o vocalista grita, e todos no Fabrique Club passam a saber que estavam vivenciando uma experi\u00eancia \u00fanica. Eu lamento n\u00e3o ter o talento do meu mestre Jos\u00e9 Augusto Lemos para o superlativo &#8211; eu lembro dos textos dele falando de shows como um da Gal Costa e outro do David Bowie: o Amenra merecia um texto melhor, mas isso agora n\u00e3o importa muito. A banda de \u201cdoom\/sludge metal\/hardcore\u201d (segundo o Encyclopaedia Metallum) mant\u00e9m a pegada de altern\u00e2ncia entre peso e delicadeza durante todo o show. Colin H. Van Eeckhout passa a maior parte do tempo de costas para a plateia, e se vira de vez em quando e parece que vai rasgar a camiseta; ao seu lado, o baixista Levy Seynaeve alterna entre momentos de costas e de frente para a plateia, do mesmo modo que os guitarristas Mathieu J. Vandekerckhove e Lennart Bossu, nas pontas do palco. Durante todo o show s\u00e3o projetadas bel\u00edssimas imagens em preto e branco com cenas rurais e partes de corpos humanos. Muito mais n\u00e3o tem como descrever, a n\u00e3o ser que eu fosse o j\u00e1 citado Jos\u00e9 Augusto Lemos. Por sorte a banda tem alguns shows muito bem filmados no YouTube (ver aqui, por exemplo), que d\u00e3o uma boa ideia da coisa. Enfim, quase todas as pessoas com as quais eu conversei falaram termos como \u201cmagia\u201d para descrever esse espet\u00e1culo incomum.&nbsp; O show da minha vida.&nbsp; Desculpem, Morrissey e Ariana Grande.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4347,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[658],"class_list":["post-4346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","tag-amenra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4346"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4353,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4346\/revisions\/4353"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}