{"id":4175,"date":"2019-10-06T13:08:08","date_gmt":"2019-10-06T16:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4175"},"modified":"2019-10-06T13:18:24","modified_gmt":"2019-10-06T16:18:24","slug":"o-verao-de-54-resenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4175","title":{"rendered":"O ver\u00e3o de 54 &#8211; resenha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"498\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20191006_130454-1024x498.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4176\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20191006_130454-1024x498.jpg 1024w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20191006_130454-300x146.jpg 300w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20191006_130454-768x373.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>foto: autor<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segue abaixo a resenha, bem elogiosa por sorte, que a Regina Pimentel fez do meu &#8220;O ver\u00e3o de 54 (novelas)&#8221;:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Fabricio Muller publicou mais um livro. Este, agora, \u00e9 uma colet\u00e2nea de quatro novelas, d\u00edspares entre si, cada uma com seu pr\u00f3prio <em>leitmotiv<\/em>. Mas h\u00e1 o que as una: \u00e9 o estilo muito pessoal de Fabricio, sempre muito intimista, voltado para os recessos da mente e da emo\u00e7\u00e3o. As \u201cverdades em si mesmas\u201d: a no\u00e7\u00e3o protofenomenol\u00f3gica de que o mundo \u00e9 como a consci\u00eancia o percebe.<\/p><p>J\u00e1 vimos isso em Balzac, em Flaubert, em Henry James, em Phillip Roth, e j\u00e1 vimos isso aqui mais perto em Dalton Trevisan \u2013 o realismo&nbsp; voltado \u00e0quilo que constitui o desenrolar da vida&nbsp; humano. Sem a cr\u00edtica social. O sexo sempre premente, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, os pequenos fracassos e sucessos. Tudo isso, na pena de Fabricio, exposto a c\u00e9u aberto, \u00e0s vezes com um sarcasmo que \u00e9 ao mesmo tempo uma divina concess\u00e3o \u00e0 humana pequenez. E a sua escrita \u00e9 impec\u00e1vel.<\/p><p>\u201cMorrissey\u201d, entre os quatro contos, se destaca por ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao cantor ingl\u00eas, uma hist\u00f3ria policial e uma novela escrita inteiramente como fluxo de consci\u00eancia dialogal. O que \u00e9 ainda mais interessante por se tratar do di\u00e1logo entre um acusado e um criminoso&#8230;<\/p><p>A primeira novela, a que d\u00e1 nome ao livro, entremeia \u00e0 narra\u00e7\u00e3o o di\u00e1logo interior do autor. A hist\u00f3ria em si \u00e9 ent\u00e3o uma metanovela: o conto \u00e9 sobre como o autor decidiu escrever, e escreveu, sobre fatos. Ou o inverso? Um contista narra uma hist\u00f3ria, mas h\u00e1 um metanarrador que insiste em dizer como e por que isso e aquilo foi escrito&#8230;<\/p><p>\u201cSorry\u201d \u00e9 o di\u00e1rio de uma adolescente \u2013 \u201cnada do que \u00e9 humano me \u00e9 estranho\u201d, diria Fabricio, que sim, conseguiu narrar as aventuras e desventuras de uma menina rica de fam\u00edlia judia.<\/p><p>Finalmente, \u201cConvers\u00e3o\u201d relata o caminho percorrido por um grupo de pessoas de classe m\u00e9dia rumo a Jesus, nominadamente o Jesus das igrejas Luterana e Bola de Neve. Mais uma vez, o autor consegue mostrar os fatos e as reflex\u00f5es envolvidas em acontecimentos aparentemente cotidianos.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segue abaixo a resenha, bem elogiosa por sorte, que a Regina Pimentel fez do meu &#8220;O ver\u00e3o de 54 (novelas)&#8221;: Fabricio Muller publicou mais um livro. Este, agora, \u00e9 uma colet\u00e2nea de quatro novelas, d\u00edspares entre si, cada uma com seu pr\u00f3prio leitmotiv. Mas h\u00e1 o que as una: \u00e9 o estilo muito pessoal de Fabricio, sempre muito intimista, voltado para os recessos da mente e da emo\u00e7\u00e3o. As \u201cverdades em si mesmas\u201d: a no\u00e7\u00e3o protofenomenol\u00f3gica de que o mundo \u00e9 como a consci\u00eancia o percebe. J\u00e1 vimos isso em Balzac, em Flaubert, em Henry James, em Phillip Roth, e j\u00e1 vimos isso aqui mais perto em Dalton Trevisan \u2013 o realismo&nbsp; voltado \u00e0quilo que constitui o desenrolar da vida&nbsp; humano. Sem a cr\u00edtica social. O sexo sempre premente, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, os pequenos fracassos e sucessos. Tudo isso, na pena de Fabricio, exposto a c\u00e9u aberto, \u00e0s vezes com um sarcasmo que \u00e9 ao mesmo tempo uma divina concess\u00e3o \u00e0 humana pequenez. 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