{"id":4064,"date":"2019-06-09T17:41:03","date_gmt":"2019-06-09T20:41:03","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4064"},"modified":"2019-06-09T17:41:05","modified_gmt":"2019-06-09T20:41:05","slug":"prefacio-de-o-verao-de-54-novelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4064","title":{"rendered":"Pref\u00e1cio de &#8220;O ver\u00e3o de 54 (novelas)&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"676\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20190609_173307-676x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4065\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20190609_173307-676x1024.jpg 676w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20190609_173307-198x300.jpg 198w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20190609_173307-768x1163.jpg 768w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/20190609_173307.jpg 1960w\" sizes=\"(max-width: 676px) 100vw, 676px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segue abaixo o pref\u00e1cio do meu livro &#8220;O ver\u00e3o de 54 (novelas)&#8221;, a ser publicado brevemente, escrito pelo escritor, tradutor, editor, professor e conferencista <a href=\"http:\/\/www.frizero.com.br\/\">Robertson Frizero<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>H\u00e1 um conceito musical que se aplica perfeitamente ao livro que tens em m\u00e3os, caro leitor. Na m\u00fasica, chamamos <em>raps\u00f3dia<\/em> a um tipo de composi\u00e7\u00e3o que re\u00fane, em um s\u00f3 movimento, diferentes temas musicais que, sem seguir uma estrutura pr\u00e9-definida, encantam por sua variedade de temas, tons e intensidade. Nesse sentido, <em>O Ver\u00e3o de 54 <\/em>pode ser visto como uma grande e multifacetada raps\u00f3dia liter\u00e1ria que nos apresenta Fabr\u00edcio Muller. <\/p><p>Composto por quatro novelas, a obra mostra a imensa capacidade narrativa de Muller, nada espantosa para os que conheceram o escritor em seu seu romance de estreia, <em>Um amor como nenhum outro<\/em>, um romance de forma\u00e7\u00e3o que merece ser descoberto pelos leitores brasileiros. Seguindo a ideia de uma raps\u00f3dia narrativa, cada uma das novelas tem seu universo particular e \u2013 como tra\u00e7o ineg\u00e1vel de dom\u00ednio da escrita \u2013 uma estrutura narrativa pr\u00f3pria e absolutamente distinta dos demais. Se o cen\u00e1rio une essas quatros novelas \u2013 o livro \u00e9 universalmente curitibano \u2013, cada uma das hist\u00f3rias encantar\u00e1 o leitor por diferentes raz\u00f5es. <\/p><p>A novela-t\u00edtulo, <em>Ver\u00e3o de 54<\/em>, \u00e9 uma das mais bem sucedidas experi\u00eancias metalingu\u00edsticas que j\u00e1 li em forma de narrativa longa; a hist\u00f3ria de inoc\u00eancia e ousadia desse jogo farsesco proposto por Muller \u00e9 entremeada pela voz desse autor onisciente intruso, que tudo sabe e sobre tudo opina \u2013 e que nos convida a acompanhar o pr\u00f3prio ato de cria\u00e7\u00e3o, tornando-se quase uma aula sobre o of\u00edcio de escritor. <\/p><p><em>Morrissey <\/em>\u00e9 uma ousada novela em modo dram\u00e1tico, contada do in\u00edcio ao fim em um di\u00e1logo do qual o leitor dificilmente conseguir\u00e1 se desprender; os f\u00e3s do cantor ir\u00e3o se deliciar com cada can\u00e7\u00e3o aqui recordada, e ser\u00e1 imposs\u00edvel para quem n\u00e3o as conhece fugir da tenta\u00e7\u00e3o de busc\u00e1-las de imediato. N\u00e3o creio exagerar ao dizer que o pr\u00f3prio homenageado se divertiria muito ao ler essa narrativa policial que traz o vocalista do <em>The Smiths<\/em> at\u00e9 Curitiba na tentativa de solucionar uma s\u00e9rie surpreendente de crimes.<\/p><p><em>Convers\u00e3o <\/em>\u00e9, em termos de estrutura, a mais tradicional das quatro partes desta raps\u00f3dia; a forma como o autor escolheu para abordar a quest\u00e3o central dessa novela \u2013 a f\u00e9 \u2013, no entanto, \u00e9 inusitada e t\u00e3o veross\u00edmil que certamente encontrar\u00e1 eco na experi\u00eancia de vida de muitos leitores. Seu final \u00e9 um bom exemplo de uma das principais caracter\u00edsticas da literatura de Muller, um autor que oferece caminhos ao leitor, mas nunca respostas prontas; que confia na capacidade intr\u00ednseca do homem em buscar raz\u00f5es e preencher lacunas; que sabe usar a escrita para suscitar reflex\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m das obviedades cotidianas.<\/p><p><em>Sorry<\/em>, o quarto movimento desta obra, \u00e9 uma hist\u00f3ria deliciosa. Traz a voz narrativa de uma <em>aluna da nona s\u00e9rie<\/em>, com todos os seus maneirismos e g\u00edrias, mas sem que isso ganhe tintas de exagero. \u00c9 uma divertida hist\u00f3ria de amor adolescente temperada por pequenos tabus e estranhamentos, um refrig\u00e9rio que, ao final da raps\u00f3dia, deixa o ouvinte desejoso de conhecer mais e mais hist\u00f3rias cantadas por Muller.<\/p><p>Preciso apropriar-me desse autor intruso que surge em v\u00e1rios momentos deste livro para dizer que n\u00e3o h\u00e1 erros aqui \u2013 falo de <em>ouvinte <\/em>e<em> hist\u00f3rias cantadas <\/em>porque a m\u00fasica est\u00e1 intrinsecamente ligada a este <em>Ver\u00e3o de 54<\/em>. Fabr\u00edcio Muller tem um texto musical, para ser lido em voz alta, e um sentido de composi\u00e7\u00e3o e harmonia que remete aos grandes mestres daquela outra grandiosa forma de arte. Permita-se ouvir suas hist\u00f3rias como se as personagens estivessem vivendo cada epis\u00f3dio diante de seus olhos, leitor. Atesto que ser\u00e1 um sarau particular \u2013 ou um concerto de rock \u2013 dos mais agrad\u00e1veis.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segue abaixo o pref\u00e1cio do meu livro &#8220;O ver\u00e3o de 54 (novelas)&#8221;, a ser publicado brevemente, escrito pelo escritor, tradutor, editor, professor e conferencista Robertson Frizero. H\u00e1 um conceito musical que se aplica perfeitamente ao livro que tens em m\u00e3os, caro leitor. Na m\u00fasica, chamamos raps\u00f3dia a um tipo de composi\u00e7\u00e3o que re\u00fane, em um s\u00f3 movimento, diferentes temas musicais que, sem seguir uma estrutura pr\u00e9-definida, encantam por sua variedade de temas, tons e intensidade. Nesse sentido, O Ver\u00e3o de 54 pode ser visto como uma grande e multifacetada raps\u00f3dia liter\u00e1ria que nos apresenta Fabr\u00edcio Muller. Composto por quatro novelas, a obra mostra a imensa capacidade narrativa de Muller, nada espantosa para os que conheceram o escritor em seu seu romance de estreia, Um amor como nenhum outro, um romance de forma\u00e7\u00e3o que merece ser descoberto pelos leitores brasileiros. Seguindo a ideia de uma raps\u00f3dia narrativa, cada uma das novelas tem seu universo particular e \u2013 como tra\u00e7o ineg\u00e1vel de dom\u00ednio da escrita \u2013 uma estrutura narrativa pr\u00f3pria e absolutamente distinta dos demais. Se o cen\u00e1rio une essas quatros novelas \u2013 o livro \u00e9 universalmente curitibano \u2013, cada uma das hist\u00f3rias encantar\u00e1 o leitor por diferentes raz\u00f5es. A novela-t\u00edtulo, Ver\u00e3o de 54, \u00e9 uma das mais bem sucedidas experi\u00eancias metalingu\u00edsticas que j\u00e1 li em forma de narrativa longa; a hist\u00f3ria de inoc\u00eancia e ousadia desse jogo farsesco proposto por Muller \u00e9 entremeada pela voz desse autor onisciente intruso, que tudo sabe e sobre tudo opina \u2013 e que nos convida a acompanhar o pr\u00f3prio ato de cria\u00e7\u00e3o, tornando-se quase uma aula sobre o of\u00edcio de escritor. Morrissey \u00e9 uma ousada novela em modo dram\u00e1tico, contada do in\u00edcio ao fim em um di\u00e1logo do qual o leitor dificilmente conseguir\u00e1 se desprender; os f\u00e3s do cantor ir\u00e3o se deliciar com cada can\u00e7\u00e3o aqui recordada, e ser\u00e1 imposs\u00edvel para quem n\u00e3o as conhece fugir da tenta\u00e7\u00e3o de busc\u00e1-las de imediato. N\u00e3o creio exagerar ao dizer que o pr\u00f3prio homenageado se divertiria muito ao ler essa narrativa policial que traz o vocalista do The Smiths at\u00e9 Curitiba na tentativa de solucionar uma s\u00e9rie surpreendente de crimes. Convers\u00e3o \u00e9, em termos de estrutura, a mais tradicional das quatro partes desta raps\u00f3dia; a forma como o autor escolheu para abordar a quest\u00e3o central dessa novela \u2013 a f\u00e9 \u2013, no entanto, \u00e9 inusitada e t\u00e3o veross\u00edmil que certamente encontrar\u00e1 eco na experi\u00eancia de vida de muitos leitores. Seu final \u00e9 um bom exemplo de uma das principais caracter\u00edsticas da literatura de Muller, um autor que oferece caminhos ao leitor, mas nunca respostas prontas; que confia na capacidade intr\u00ednseca do homem em buscar raz\u00f5es e preencher lacunas; que sabe usar a escrita para suscitar reflex\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m das obviedades cotidianas. Sorry, o quarto movimento desta obra, \u00e9 uma hist\u00f3ria deliciosa. Traz a voz narrativa de uma aluna da nona s\u00e9rie, com todos os seus maneirismos e g\u00edrias, mas sem que isso ganhe tintas de exagero. \u00c9 uma divertida hist\u00f3ria de amor adolescente temperada por pequenos tabus e estranhamentos, um refrig\u00e9rio que, ao final da raps\u00f3dia, deixa o ouvinte desejoso de conhecer mais e mais hist\u00f3rias cantadas por Muller. Preciso apropriar-me desse autor intruso que surge em v\u00e1rios momentos deste livro para dizer que n\u00e3o h\u00e1 erros aqui \u2013 falo de ouvinte e hist\u00f3rias cantadas porque a m\u00fasica est\u00e1 intrinsecamente ligada a este Ver\u00e3o de 54. Fabr\u00edcio Muller tem um texto musical, para ser lido em voz alta, e um sentido de composi\u00e7\u00e3o e harmonia que remete aos grandes mestres daquela outra grandiosa forma de arte. 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