{"id":4039,"date":"2019-05-12T18:03:20","date_gmt":"2019-05-12T21:03:20","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4039"},"modified":"2019-05-12T18:03:23","modified_gmt":"2019-05-12T21:03:23","slug":"satiricon-de-petronio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=4039","title":{"rendered":"&#8220;Sat\u00edricon&#8221;, de Petr\u00f4nio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"615\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/satiricon_9788525433213_hd-1-615x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4041\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/satiricon_9788525433213_hd-1-615x1024.jpg 615w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/satiricon_9788525433213_hd-1-180x300.jpg 180w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/satiricon_9788525433213_hd-1-768x1278.jpg 768w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/satiricon_9788525433213_hd-1.jpg 1263w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para um interessado nos costumes do Imp\u00e9rio Romano como eu, \u201cSat\u00edricon\u201d (L&amp;PM Pocket, 224 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o do latim de Alessandro Zir), de Petr\u00f4nio (27-66 d.C.), \u00e9 ao mesmo tempo fascinante e frustrante, conforme explico a seguir. <\/p>\n\n\n\n<p>O livro conta as a hist\u00f3ria de uma pequena trupe de vagabundos, Enc\u00f3lpio, seu amante Ascilto e seu servo Git\u00e3o, al\u00e9m do poeta Eumolpo, que se liga aos tr\u00eas no meio da hist\u00f3ria. Eles passam por diversas situa\u00e7\u00f5es \u2013 quase sempre c\u00f4micas \u2013 envolvendo brigas, roubos, um banquete (onde aparece o famoso personagem Trimalqui\u00e3o, ex-escravo, vulgar e riqu\u00edssimo), recita\u00e7\u00f5es de poesia \u2013 sempre criticadas pelos demais personagens \u2013 por parte de Eumolpo, uma aventura com uma sacerdotisa do deus Pr\u00edapo, e muito sexo \u2013 inclusive entre menores. A parte do fasc\u00ednio de \u201cSat\u00edricon\u201d est\u00e1 em que, sendo este um dos \u00fanicos romances em prosa da \u00e9poca que sobreviveram at\u00e9 os dias de hoje, \u00e9 mais ou menos como ler um Balzac (famoso, entre outras coisas, pelo realismo de suas descri\u00e7\u00f5es da vida no Terceiro Imp\u00e9rio franc\u00eas) do Imp\u00e9rio Romano: vemos os personagens se perdendo no escuro pois esqueceram suas tochas, participando de rituais pag\u00e3os, morando em apartamentos min\u00fasculos, se alimentando em banquetes, se maquiando das maneiras mais esquisitas. E, o que \u00e9 melhor, \u201cSat\u00edricon\u201d \u00e9 escrito de maneira debochada e v\u00edvida, agradabil\u00edssimo de ler.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte frustrante \u00e9 que a obra chegou at\u00e9 n\u00f3s incompleta: o livro come\u00e7a com a a\u00e7\u00e3o em andamento e os fragmentos v\u00e3o ficando cada vez mais esparsos \u00e0 medida que a a\u00e7\u00e3o transcorre. Nunca saberemos o que acabou acontecendo com os anti-her\u00f3is Enc\u00f3lpio, Ascilto, Git\u00e3o e Eumolpo.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para um interessado nos costumes do Imp\u00e9rio Romano como eu, \u201cSat\u00edricon\u201d (L&amp;PM Pocket, 224 p\u00e1ginas, tradu\u00e7\u00e3o do latim de Alessandro Zir), de Petr\u00f4nio (27-66 d.C.), \u00e9 ao mesmo tempo fascinante e frustrante, conforme explico a seguir. O livro conta as a hist\u00f3ria de uma pequena trupe de vagabundos, Enc\u00f3lpio, seu amante Ascilto e seu servo Git\u00e3o, al\u00e9m do poeta Eumolpo, que se liga aos tr\u00eas no meio da hist\u00f3ria. Eles passam por diversas situa\u00e7\u00f5es \u2013 quase sempre c\u00f4micas \u2013 envolvendo brigas, roubos, um banquete (onde aparece o famoso personagem Trimalqui\u00e3o, ex-escravo, vulgar e riqu\u00edssimo), recita\u00e7\u00f5es de poesia \u2013 sempre criticadas pelos demais personagens \u2013 por parte de Eumolpo, uma aventura com uma sacerdotisa do deus Pr\u00edapo, e muito sexo \u2013 inclusive entre menores. A parte do fasc\u00ednio de \u201cSat\u00edricon\u201d est\u00e1 em que, sendo este um dos \u00fanicos romances em prosa da \u00e9poca que sobreviveram at\u00e9 os dias de hoje, \u00e9 mais ou menos como ler um Balzac (famoso, entre outras coisas, pelo realismo de suas descri\u00e7\u00f5es da vida no Terceiro Imp\u00e9rio franc\u00eas) do Imp\u00e9rio Romano: vemos os personagens se perdendo no escuro pois esqueceram suas tochas, participando de rituais pag\u00e3os, morando em apartamentos min\u00fasculos, se alimentando em banquetes, se maquiando das maneiras mais esquisitas. E, o que \u00e9 melhor, \u201cSat\u00edricon\u201d \u00e9 escrito de maneira debochada e v\u00edvida, agradabil\u00edssimo de ler. A parte frustrante \u00e9 que a obra chegou at\u00e9 n\u00f3s incompleta: o livro come\u00e7a com a a\u00e7\u00e3o em andamento e os fragmentos v\u00e3o ficando cada vez mais esparsos \u00e0 medida que a a\u00e7\u00e3o transcorre. 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