{"id":3957,"date":"2019-01-27T21:01:34","date_gmt":"2019-01-28T00:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3957"},"modified":"2019-01-27T21:14:21","modified_gmt":"2019-01-28T00:14:21","slug":"a-relacao-entre-a-historia-e-a-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3957","title":{"rendered":"A rela\u00e7\u00e3o entre a Hist\u00f3ria (e a Sociologia) e a Literatura em tr\u00eas romances"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"645\" src=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rothfeld_Coetzee_otu_img-1024x645.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3960\" srcset=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rothfeld_Coetzee_otu_img-1024x645.jpg 1024w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rothfeld_Coetzee_otu_img-300x189.jpg 300w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rothfeld_Coetzee_otu_img-768x484.jpg 768w, https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Rothfeld_Coetzee_otu_img.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>o grande J.M.Coetzee &#8211; fonte: <a href=\"https:\/\/www.thenation.com\/article\/j-m-coetzees-facts-of-life\/\">The Nation<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o lembro bem onde li que era poss\u00edvel aprender mais sobre a hist\u00f3ria do Segundo Imp\u00e9rio (1852-1870) com os romances de Honor\u00e9 de Balzac (1799-1850) do que com livros de Hist\u00f3ria. De fato, a rela\u00e7\u00e3o entre a Hist\u00f3ria (e a Sociologia) com a Literatura \u00e9 um tema bastante rico, e \u00e9 claro que aqueles voltados ao estudo das duas primeiras ci\u00eancias humanas tendem a destacar, em algum romance, mais os seus aspectos hist\u00f3ricos e sociol\u00f3gicos, enquanto que outros \u2013 entre os quais me incluo \u2013 est\u00e3o mais interessados na sua relev\u00e2ncia propriamente liter\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei bastante desses aspectos em tr\u00eas romances que li recentemente: \u201cNix\u201d (2016), do americano Nathan Hill (Intr\u00ednseca, 672 p\u00e1ginas), \u201cOryx e Crake&#8221; (2003), da canadense Margaret Atwood (Rocco, 344 p\u00e1gs.) e \u201cA Inf\u00e2ncia de Jesus\u201d (2013), do sul-africano J.M. Coetzee (Companhia das Letras, 304 p\u00e1gs. \u2013 eu li na vers\u00e3o em espanhol, da Literatura Random House).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNix\u201d conta a hist\u00f3ria de Samuel Anderson, um professor de literatura inglesa de cerca de 30 anos de idade que d\u00e1 aulas numa universidade na regi\u00e3o de Chicago, nos Estados Unidos, e que est\u00e1 viciado em um jogo on-line de computador chamado \u201cWorld of Elfscape\u201d. Sua m\u00e3e, Faye, que o tinha abandonado quando este era crian\u00e7a, aparece nos notici\u00e1rios depois de jogar pedras num candidato ultraconservador, com riscos de ceg\u00e1-lo. \u00c9 quando \u2013 por motivos um tanto escusos \u2013 o filho vai procurar a m\u00e3e, depois de anos sem saber not\u00edcias dela. Este \u00e9 o mote principal do longo romance de Nathan Hill, que tem um grande n\u00famero de outros personagens e que passa por diversas fases da hist\u00f3ria americana \u2013 concentrando-se de maneira especial nas manifesta\u00e7\u00f5es contra a Guerra do Vietn\u00e3 em Chicago, em 1968, e no movimento \u201cOccupy Wall Street\u201d, de 2011. A vontade de marcar tanto a obra em termos hist\u00f3ricos (com o objetivo de fazer \u201cO Grande Romance Americano\u201d?) e as idas e vindas da narrativa no tempo e no espa\u00e7o irritam um pouco, mas os personagens criados por Hill s\u00e3o bem constru\u00eddos e o livro prende a aten\u00e7\u00e3o em todas as suas muitas p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os personagens criados na distopia \u201cOryx e Crake\u201d s\u00e3o ainda melhores que os de \u201cNix\u201d: o livro de Margaret Atwood conta a hist\u00f3ria de um futuro em que ocorre uma grande cat\u00e1strofe depois que cientistas come\u00e7am a fazer modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em grande escala nos animais e nos seres humanos, e o \u00fanico sobrevivente do homem conforme conhecemos (h\u00e1 tamb\u00e9m alguns seres humanoides, criados por manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica) em uma grande regi\u00e3o litor\u00e2nea \u00e9 um homem que agora tem o apelido de \u201cHomem das Neves\u201d. A liga\u00e7\u00e3o com a Sociologia e a Hist\u00f3ria no caso de \u201cOryx e Crake\u201d \u00e9, conforme comentou Bernardo Carvalho na Folha de S\u00e3o Paulo em 3 de abril de 2004, est\u00e1 em que <em>\u201co discurso de Atwood representa uma preocupa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no ar hoje (entre ecologistas e ambientalistas sobretudo). \u00c9 um discurso com mensagens um tanto \u00f3bvias, embora n\u00e3o menos pertinentes, que fala de um desdobramento poss\u00edvel: as experi\u00eancias dos homens com a natureza podem sair do controle e acabar destruindo os pr\u00f3prios homens e o mundo em que vivem.\u201d <\/em>Conforme complementa Bernardo Carvalho, este \u00e9 <em>\u201co ponto mais fraco\u201d<\/em> do livro, <em>\u201ccomo se o texto n\u00e3o passasse de um meio para a transmiss\u00e3o das ideias da autora<\/em>\u201d. A literatura \u00e9 muito mais que simples transmiss\u00e3o de ideias e, por sorte, \u201cOryx e Crake\u201d \u00e9 t\u00e3o criativo, delirante e bem escrito que o romance \u00e9, sim, grande literatura \u2013 independentemente das ideias que defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, \u201cA Inf\u00e2ncia de Jesus\u201d tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de distopia, na qual os personagens v\u00e3o morar numa ilha onde perdem as lembran\u00e7as de tudo o que ocorreu em sua vida antes da chegada por l\u00e1. No local todos vivem em paz e harmonia o tempo todo, ningu\u00e9m quer ganhar mais do que o m\u00ednimo necess\u00e1rio para uma sobreviv\u00eancia digna, e o sexo tem import\u00e2ncia secund\u00e1ria. O rec\u00e9m-chegado Sim\u00f3n \u00e9 um dos \u00fanicos que acham esta \u201cvida nova\u201d muito chata &#8211; e tem grandes dificuldades para se adaptar a ela. Ele tamb\u00e9m leva um garoto, chamado David, para tentar encontrar a sua m\u00e3e: Sim\u00f3n n\u00e3o lembra quem ela \u00e9, mas acha que vai encontr\u00e1-la \u2013 e a encontra (ou acha que encontra) em In\u00e9s, uma mulher solteira e rica, que, depois de uma estranheza inicial, acaba adotando o garoto.  David, que tinha um bom comportamento enquanto vivia com Sim\u00f3n, passa a ter todos os sintomas de algu\u00e9m muito mimado: mesmo sem saber ler nem fazer contas, n\u00e3o quer aprender porque acha que \u201cj\u00e1 sabe\u201d. N\u00e3o se adapta na escola, tem dificuldades de concentra\u00e7\u00e3o, e In\u00e9s apoia o garoto em tudo. <\/p>\n\n\n\n<p>E, bem, n\u00e3o d\u00e1 para entender o que o grande J.M. Coetzee (Pr\u00eamio Nobel de 2003) quis dizer com esta hist\u00f3ria, que continua em \u201cA vida escolar de Jesus\u201d, que ainda n\u00e3o li. David tem alguma coisa a ver com Jesus Cristo? O que exatamente ele tentou mostrar com a ilha dist\u00f3pica do romance, onde as pessoas se esquecem do seu passado? Por que David e In\u00e9s s\u00e3o t\u00e3o irritantes? (E por que, algum engra\u00e7adinho poderia perguntar, este livro est\u00e1 sendo comentado aqui?)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inf\u00e2ncia de Jesus\u201d \u2013 muito bem escrito, como sempre em se tratando de J.M. Coetzee \u2013 \u00e9 um dos livros mais estranhos que j\u00e1 li. <\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos se na sua continua\u00e7\u00e3o a coisa passa a fazer algum sentido. <br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu n\u00e3o lembro bem onde li que era poss\u00edvel aprender mais sobre a hist\u00f3ria do Segundo Imp\u00e9rio (1852-1870) com os romances de Honor\u00e9 de Balzac (1799-1850) do que com livros de Hist\u00f3ria. De fato, a rela\u00e7\u00e3o entre a Hist\u00f3ria (e a Sociologia) com a Literatura \u00e9 um tema bastante rico, e \u00e9 claro que aqueles voltados ao estudo das duas primeiras ci\u00eancias humanas tendem a destacar, em algum romance, mais os seus aspectos hist\u00f3ricos e sociol\u00f3gicos, enquanto que outros \u2013 entre os quais me incluo \u2013 est\u00e3o mais interessados na sua relev\u00e2ncia propriamente liter\u00e1ria. Lembrei bastante desses aspectos em tr\u00eas romances que li recentemente: \u201cNix\u201d (2016), do americano Nathan Hill (Intr\u00ednseca, 672 p\u00e1ginas), \u201cOryx e Crake&#8221; (2003), da canadense Margaret Atwood (Rocco, 344 p\u00e1gs.) e \u201cA Inf\u00e2ncia de Jesus\u201d (2013), do sul-africano J.M. 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Este \u00e9 o mote principal do longo romance de Nathan Hill, que tem um grande n\u00famero de outros personagens e que passa por diversas fases da hist\u00f3ria americana \u2013 concentrando-se de maneira especial nas manifesta\u00e7\u00f5es contra a Guerra do Vietn\u00e3 em Chicago, em 1968, e no movimento \u201cOccupy Wall Street\u201d, de 2011. A vontade de marcar tanto a obra em termos hist\u00f3ricos (com o objetivo de fazer \u201cO Grande Romance Americano\u201d?) e as idas e vindas da narrativa no tempo e no espa\u00e7o irritam um pouco, mas os personagens criados por Hill s\u00e3o bem constru\u00eddos e o livro prende a aten\u00e7\u00e3o em todas as suas muitas p\u00e1ginas. Os personagens criados na distopia \u201cOryx e Crake\u201d s\u00e3o ainda melhores que os de \u201cNix\u201d: o livro de Margaret Atwood conta a hist\u00f3ria de um futuro em que ocorre uma grande cat\u00e1strofe depois que cientistas come\u00e7am a fazer modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em grande escala nos animais e nos seres humanos, e o \u00fanico sobrevivente do homem conforme conhecemos (h\u00e1 tamb\u00e9m alguns seres humanoides, criados por manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica) em uma grande regi\u00e3o litor\u00e2nea \u00e9 um homem que agora tem o apelido de \u201cHomem das Neves\u201d. 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A literatura \u00e9 muito mais que simples transmiss\u00e3o de ideias e, por sorte, \u201cOryx e Crake\u201d \u00e9 t\u00e3o criativo, delirante e bem escrito que o romance \u00e9, sim, grande literatura \u2013 independentemente das ideias que defende. Finalmente, \u201cA Inf\u00e2ncia de Jesus\u201d tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de distopia, na qual os personagens v\u00e3o morar numa ilha onde perdem as lembran\u00e7as de tudo o que ocorreu em sua vida antes da chegada por l\u00e1. No local todos vivem em paz e harmonia o tempo todo, ningu\u00e9m quer ganhar mais do que o m\u00ednimo necess\u00e1rio para uma sobreviv\u00eancia digna, e o sexo tem import\u00e2ncia secund\u00e1ria. O rec\u00e9m-chegado Sim\u00f3n \u00e9 um dos \u00fanicos que acham esta \u201cvida nova\u201d muito chata &#8211; e tem grandes dificuldades para se adaptar a ela. 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