{"id":3921,"date":"2018-12-09T12:50:21","date_gmt":"2018-12-09T15:50:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3921"},"modified":"2025-08-07T23:43:08","modified_gmt":"2025-08-08T02:43:08","slug":"tres-livros-de-contos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3921","title":{"rendered":"Tr\u00eas livros de contos"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas excelentes livros de contos, muito diferentes uns dos outros.<\/p>\n<p>\u201cNoturnos\u201d, do brit\u00e2nico Kazuo Ishiguro, Pr\u00eamio Nobel de 2017 (Companhia das Letras, 214 p\u00e1ginas) conta sete hist\u00f3rias de m\u00fasicos: um grande cantor do passado que tenta fazer uma serenata para a mulher em Veneza (\u201cCrooner\u201d), uma hist\u00f3ria mal resolvida do tempo da juventude que volta \u00e0 tona (\u201cChova ou fa\u00e7a sol\u201d), um guitarrista jovem que encontra um casal de m\u00fasicos de meia idade (\u201cMalvern Hills\u201d), e o melhor conto do livro, o hil\u00e1rio \u201cNoturno\u201d, que conta uma noite maluca num hotel de luxo. O livro, traduzido por Fernanda Abreu, \u00e9 \u00f3timo \u2013 apenas a \u00faltima hist\u00f3ria, a implaus\u00edvel \u201cCelistas\u201d, \u00e9 esquec\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cFeliz ano novo\u201d \u00e9 um cl\u00e1ssico do grande Rubem Fonseca (Companhia das Letras, 184 p\u00e1ginas) e merece sua fama &#8211; pela qualidade de suas hist\u00f3rias violentas e inesperadas. S\u00f3 que, confesso, \u00e0s vezes eu ficava meio enfastiado em meio a tanto sangue derramado.<\/p>\n<p>O melhor fica para o fim: \u201cFugitiva\u201d, de Alice Munro, Pr\u00eamio Nobel de 2013 (Editora Globo, 350 p\u00e1ginas), \u00e9 t\u00e3o bom quanto o outro dela que eu tinha lido, \u201c\u00d3dio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento\u201d \u2013 sobre o qual comentei <a href=\"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3347\">aqui<\/a> que \u201cme trouxe um prazer que eu mesmo n\u00e3o estou acostumado a sentir em minhas leituras\u201d. N\u00e3o precisa dizer mais nada.<\/p>\n<p>(cr\u00e9dito da foto:\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alice_Munro\">Wikip\u00e9dia<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas excelentes livros de contos, muito diferentes uns dos outros. \u201cNoturnos\u201d, do brit\u00e2nico Kazuo Ishiguro, Pr\u00eamio Nobel de 2017 (Companhia das Letras, 214 p\u00e1ginas) conta sete hist\u00f3rias de m\u00fasicos: um grande cantor do passado que tenta fazer uma serenata para a mulher em Veneza (\u201cCrooner\u201d), uma hist\u00f3ria mal resolvida do tempo da juventude que volta \u00e0 tona (\u201cChova ou fa\u00e7a sol\u201d), um guitarrista jovem que encontra um casal de m\u00fasicos de meia idade (\u201cMalvern Hills\u201d), e o melhor conto do livro, o hil\u00e1rio \u201cNoturno\u201d, que conta uma noite maluca num hotel de luxo. 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